O baterista idolatrado por Neil Peart e Stewart Copeland; "o auge inalcançável"
Por Bruce William
Postado em 25 de setembro de 2026
Neil Peart e Stewart Copeland construíram estilos muito diferentes atrás da bateria. O primeiro ajudou a levar o Rush por caminhos cada vez mais complexos, enquanto o segundo transformou a base rítmica do The Police com reggae, jazz e uma maneira bastante particular de ocupar os espaços das músicas. Quando o assunto era Buddy Rich, porém, os dois acabavam chegando praticamente ao mesmo lugar.
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Copeland incluiu "Swingin' New Big Band", lançado por Rich em 1966, entre os discos que mudaram sua vida. Em depoimento à revista Goldmine, foi categórico sobre o nível alcançado pelo músico naquele álbum: "Na bateria, Buddy indiscutivelmente estabeleceu um nível em 1966 que nunca mais foi alcançado. Vá em frente, tente argumentar."
A admiração vinha de longe. Copeland contou em outra ocasião que foi apresentado a Rich pelo pai quando começou a se interessar seriamente pela bateria. "Meu Deus, olha o que ele consegue fazer numa bateria. É fantástico! A força e a majestade daquilo", recordou. Mais tarde, ele contaria para a Louder Mitch Mitchell e o impacto de Jimi Hendrix mudariam bastante sua direção musical, mas Buddy continuou entre suas referências fundamentais.
Neil Peart levou essa devoção ainda mais longe. Em 1994, ele reuniu nomes como Steve Gadd, Simon Phillips, Bill Bruford, Dave Weckl e outros grandes bateristas para gravar "Burning for Buddy", tributo feito com a Buddy Rich Big Band. O projeto acabou rendendo dois volumes e nasceu depois que Peart decidiu mergulhar profundamente nos arranjos e na maneira como Rich tocava.
Quanto mais estudava o músico, maior ficava sua admiração. Em entrevista à Drum!, Peart lembrou uma avaliação feita por Gene Krupa segundo a qual existiam todos os bateristas do mundo e, acima deles, Buddy. "Eu realmente sempre pensei nele dessa maneira", afirmou. Para o integrante do Rush, Rich parecia "o auge inalcançável", alguém cuja habilidade chegava a intimidá-lo.
Peart chegou até a usar Rich como referência para explicar a dimensão do desafio de tocar com sua antiga banda. Depois de participar de um concerto em homenagem ao baterista em 1991, disse que havia tentado atingir um objetivo absurdamente alto: "tocar como Buddy Rich em sua banda - tocar como o maior baterista que já existiu".
Rich morreu em 1987, aos 69 anos, mas continuou exercendo esse efeito sobre músicos que já eram gigantes por conta própria. Copeland enxergava em sua técnica uma marca que ninguém havia superado; Peart, décadas depois de começar a tocar, ainda tratava Buddy como um ponto praticamente impossível de alcançar.
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