Joe Lynn Turner acha que sua fase no Rainbow é mal compreendida
Por João Renato Alves
Postado em 25 de setembro de 2026
Joe Lynn Turner gravou três álbuns de estúdio com o Rainbow: "Difficult to Cure" (1981), "Straight Between the Eyes" (1982) e "Bent Out of Shape" (1983). Apesar de terem feito mais sucesso graças aos singles que tocaram nas rádios, os discos não contam com o mesmo carinho dos registrados por Ronnie James Dio ou até mesmo "Down to Earth" (1979), cantado por Graham Bonnet.
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Ao Rock Overdose, o vocalista tentou explicar o período. "É muito óbvio que Ritchie (Blackmore, guitarrista) queria seguir uma direção mais nova. Ele queria uma abordagem mais comercial - comercial no sentido de algo mais voltado para as rádios, mais estilo AOR. Isso não tira em nada o mérito de Dio ou Bonnet. Eles certamente tiveram o seu lugar."
O frontman também fez questão de deixar claro que a mudança teria acontecido de qualquer forma, na sua opinião. "O Rainbow era um camaleão. Blackmore é um camaleão. Ele tem muito talento e queria seguir várias direções diferentes; ele me escolheu para seguir essa direção específica. O que algumas pessoas não percebem é que essa escolha foi feita, sem sombra de dúvida, pelo próprio Blackmore. Era isso que ele queria. E vou lhe dizer uma coisa: vendemos mais discos, tocamos em locais maiores e nos tornamos mais populares. Então, funcionou."
Joe ainda destacou entender que o material mantinha a integridade da banda. "Mesmo com músicas como 'I Surrender', 'Stone Cold' e 'Street of Dreams' - aquelas faixas mais no estilo AOR -, ainda fazíamos um rock enérgico e de grande impacto. Ouça 'Eyes of Fire', 'Freedom Fighter', 'Fire Dance' e algumas outras. Não dá para negar que havia rock e metal de verdade ali. Tentamos fazer um pouco de cada coisa e acho que alcançamos esse objetivo."
Quanto ao choro dos puristas, Turner diz realmente não se importar. "Alguns fãs diziam: 'Ah, eles se venderam'. Olha, cara, não foi uma questão de se vender. O que estávamos fazendo era promover o nome do Rainbow internacionalmente, vendendo mais discos e ingressos, levando a banda a um público maior. Não há crime nenhum em ser popular. E ainda mantínhamos o rock autêntico. Volte e ouça aqueles discos. Sim, algumas faixas eram mais comerciais e acessíveis às rádios, mas o rock ainda estava lá. E é isso que importa."
Com a reunião do Deep Purple em 1984, a parceria entre Joe Lynn Turner e Ritchie Blackmore seria encerrada. Os dois se reencontrariam brevemente no próprio DP, gravando o disco "Slaves and Masters" (1990). No entanto, os fãs não engoliram essa nova fase e a colaboração se encerraria mais uma vez.
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