Guitarrista reflete sobre álbum "maldito" do Def Leppard
Por João Renato Alves
Postado em 30 de junho de 2026
Lançado em 14 de maio de 1996, "Slang" oferecia uma sonoridade mais obscura em comparação aos trabalhos anteriores do Def Leppard, com influências do rock alternativo, então em alta nas paradas. Durante entrevista ao Thunder Undeground, o guitarrista Phil Collen refletiu sobre o período em que o disco foi trabalhado e como a situação o influenciou.
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"Quando foi lançado, o resultado não foi lá muito bom. Além disso, eu estava passando por um divórcio na época, então o clima estava uma droga. E aí você acaba escrevendo letras que refletem um pouco isso. Mas adoro o resultado final, sabe? Nós precisávamos fazer aquilo. Tínhamos três álbuns - 'Pyromania', 'Hysteria' e 'Adrenalize' - que seguiam uma mesma linha. Steve (Clark, guitarrista) havia falecido, então realmente precisávamos mudar e dar uma sacudida nas coisas. Não foi um sucesso comercial estrondoso nem nada do tipo, mas conquistou o disco de ouro, o que é muito bom. Mas era diferente. Tinha uma identidade própria."
Atualmente, a banda vem executando a faixa-título nos shows. "Temos incluído 'Slang' no repertório da atual turnê e é muito divertido. Fazemos uma parte estendida no meio que entra numa pegada bem funk, lembrando James Brown e David Bowie. É uma mistura bem inusitada. Para mim, a diversidade é a chave. Eu adoro tocá-la."
Sexto trabalho de inéditas do Def Leppard, "Slang" foi o primeiro a contar com o guitarrista Vivian Campbell, ex-Dio e Whitesnake. Pela primeira vez desde o acidente que lhe custou o braço esquerdo, o baterista Rick Allen se valeu de um kit acústico durante as gravações, abandonando temporariamente os aparatos eletrônicos que o ajudavam.
Foi o primeiro trabalho desde a estreia, On Through The Night, a não contar com qualquer participação do produtor Mutt Lange. Ganhou disco de ouro nos Estados Unidos e Reino Unido, além de platina no Canadá, resultado bem abaixo dos seus antecessores.
A turnê de divulgação contou com a primeira vinda da banda ao Brasil. O resultado foi um fiasco, com um dos dois shows em São Paulo cancelado por baixa venda de ingressos, além de um público de 250 pessoas no Rio de Janeiro.
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