Mortiis sobre saída do Emperor: "Águas passadas, já se passaram 100 anos"
Por Emanuel Seagal
Postado em 18 de junho de 2026
Mortiis comentou sua volta aos palcos ao lado do Emperor e afirmou que sua saída da banda, no início dos anos 90, não se deu em maus termos, apenas de forma "meio esquisita e estranha". As declarações ocorreram ao ser entrevistado no This Day in Metal.

Håvard Ellefsen, o Mortiis, foi baixista do Emperor entre 1991 e 1992. Ele voltou a dividir o palco recentemente com Ihsahn e Samoth em um show na Espanha, ao lado de outro ex-integrante, o baterista Faust. Eles repetirão a dose em breve no festival Beyond the Gates, na Noruega, e no tradicional Wacken Open Air, na Alemanha.
"Águas passadas"
Questionado sobre a saída, ele minimizou qualquer atrito. "Lá atrás, quando saímos, eu não diria que foi em maus termos. Provavelmente foi só meio esquisito e estranho, mas nada a ponto de animosidade. Claro, nós éramos adolescentes, falamos umas coisas, mas são águas passadas, faz 100 anos", relatou.
Reencontro na pandemia
Mortiis contou que a parceria recente começou durante a pandemia, a convite de Samoth. "A primeira vez aconteceu na pandemia. O Samoth me ligou e disse: 'A gente tem uma 'live' online rolando, porque é meio que a única coisa que dá para fazer agora. Você e o Faust topariam tocar algumas músicas?'. Eles estavam revisitando o catálogo inteiro, era o aniversário de uns 30 e poucos anos da banda", explicou.
Desde então, segundo ele, os reencontros foram acontecendo. "A gente acabou fazendo de novo algumas vezes, meio aleatoriamente, e, como você disse, tocamos na Espanha agora, foi legal. Errei um pouco em 'I Am the Black Wizards' [risos], porque fico um pouco fora da minha zona de conforto. Não sou baixista de verdade. Eu ensaio bastante quando fazemos isso, para conseguir me virar e tentar parecer minimamente 'cool' no palco", concluiu.
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