A grande lição do documentário sobre Paul Di'Anno, segundo seu diretor
Por João Renato Alves
Postado em 20 de julho de 2026
Wes Orshoski, diretor do documentário "Di'Anno: Iron Maiden's Lost Singer", concedeu entrevista ao Full Metal Jackie. Ao falar sobre a repercussão, o cineasta comentou o feedback que recebeu de alguns fãs do vocalista dos primeiros álbuns do Iron Maiden. E revelou que a obra deixou uma lição que nem ele mesmo imaginou enquanto realizava o projeto.
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"Ouvi algumas pessoas dizerem que este filme é uma espécie de lição ou alerta, e realmente é. Eu diria: não deixe o orgulho falar mais alto, sabe? Não tenha orgulho excessivo a ponto de não pedir ajuda quando precisar, sabe? Às vezes, é preciso pensar antes de agir. Acho que, se o Paul tivesse feito tudo isso, talvez ainda estivesse aqui. Às vezes, na vida, à medida que envelhecemos, precisamos de ajuda. O orgulho só vai nos prejudicar de muitas maneiras."
Di'Anno viu sua saúde se deteriorar com o passar dos anos enquanto seguia na estrada de forma precária. Na virada para a década atual, fãs se mobilizaram para ajudá-lo, tendo o croata Stjepan Juras na linha de frente. Ele foi levado a Zagreb para se tratar, mas a situação já era bastante avançada, o que impossibilitou uma cura.
Outro momento tocante aconteceu na última turnê pelo Brasil, como Wes recordou. "Paul estava muito feliz, pois achava que nunca conseguiria voltar à América do Sul. Há um momento que ele está suando, mas chorando também. Chega a esconder o rosto para não mostrar. São esses altos e baixos que permeiam o filme."
"Di'Anno: Iron Maiden's Lost Singer" conta com participações de figuras como Gene Simmons (Kiss) e James Hetfield (Metallica), além de membros do Sepultura, Slayer, Megadeth, Overkill e Exodus. Ainda não há data de lançamento prevista para os streamings e outros formatos domésticos.
Nascido em Londres, Paul Andrews integrou o Iron Maiden entre 1978 e 1981, registrando os dois primeiros álbuns de estúdio da banda. Seu primeiro projeto após deixar a banda foi o Di'Anno. O nome foi reaproveitado na virada do século, com uma banda formada apenas por instrumentistas brasileiros.
A seguir fundou o Battlezone, com sonoridade mais pesada. O grupo existiu entre 1985 e 1989, retornando brevemente em 1998. Na sequência veio o Killers, que teve no álbum "Murder One" (1991) o trabalho mais elogiado do cantor fora da Donzela de Ferro. Também gravou e excursionou com Gogmagog, Praying Mantis, Scelerata e Architects Of Chaoz e Warhorse.
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