O riff que Johnny Marr considera o melhor de sua carreira nos Smiths
Por Bruce William
Postado em 15 de julho de 2026
Johnny Marr é responsável por alguns dos riffs mais reconhecíveis do rock britânico, mas o favorito dele próprio nasceu de uma influência que poucos imaginariam. Em vez de apontar um ícone do rock, o guitarrista dos Smiths credita uma música de disco e funk por ajudá-lo a encontrar o caminho para "How Soon Is Now?".
Smiths - Mais Novidades
Quando criança, Marr era obcecado por "Disco Stomp", de Hamilton Bohannon. Anos depois, descobriu que boa parte da força daquela música vinha da famosa batida criada por Bo Diddley, uma das maiores influências da guitarra moderna. A combinação dessas referências permaneceu guardada em sua memória.
Em 1984, durante as gravações de "How Soon Is Now?", dos Smiths, o músico sentiu que a faixa ainda não havia encontrado sua identidade. "Enquanto estávamos gravando, já era muito tarde da noite e havia alguma coisa que não estava me agradando. Não tinha a mesma atmosfera da demo", relembrou, em fala replicada na Far Out.
A solução surgiu quando ele decidiu aplicar um efeito de tremolo ao riff. O resultado deu à música a sonoridade hipnótica que a transformaria num dos maiores clássicos da banda. Em 2007, Marr afirmou que ela acabou se tornando "o disco mais duradouro" dos Smiths. "Acho que é a favorita da maioria das pessoas." Curiosamente, "How Soon Is Now?" nem sequer nasceu como um lado A. A canção foi lançada inicialmente como lado B do single "William, It Was Really Nothing", mas rapidamente ganhou vida própria e passou a ser considerada uma das obras-primas do grupo.
Ao recordar a origem do riff, Marr voltou à infância e ao garoto fascinado por música que passava viagens inteiras de carro esperando tocar "Disco Stomp". "Aquele garoto excêntrico de 12 anos que ficava enjoado no carro, na ida e na volta das férias, apenas esperando ouvir 'Everybody do the disco stomp'."
Para quem associa os Smiths apenas ao universo do rock alternativo, a revelação pode parecer improvável. Mas, para Johnny Marr, foi justamente a mistura entre funk, disco e a tradição de Bo Diddley que abriu caminho para criar o riff que ele considera o mais marcante de sua carreira.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
A banda mais cool dos EUA dos anos 1970, segundo Slash do Guns N' Roses
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
Kamelot lança "Dark Asylum", seu novo disco de estúdio
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
O baterista amigão que Phil Collins admite ser tecnicamente muito superior a ele
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
O detalhe irritante em clássico do Led Zeppelin que Jimmy Page não consegue ignorar
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
O disco que resume o que é o Black Sabbath, na opinião de Rob Halford
Filho promete que cinebiografia de Ozzy Osbourne não será "esotérica"
A música do Foo Fighters que Dave Grohl disse que não conseguiria cantar ao vivo
As três músicas que resumem as três diferentes fases do Pink Floyd

O reggae dos anos setenta que inspirou um dos clássicos mais estranhos dos Smiths
A música dos Smiths que Johnny Marr acha que nenhuma outra banda conseguiria fazer
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
O violonista dos anos 60 que para Jimmy Page "estava muito à frente de qualquer outro"
Sete canções de Rock que citam a Rainha Elizabeth II na letra


