A banda que influenciou Sex Pistols e Mötley Crüe ao mesmo tempo e marcou o fim dos anos 60
Por Bruce William
Postado em 20 de julho de 2026
O New York Dolls dificilmente cabe em um único rótulo. A banda reunia glam rock, rhythm and blues, rock de garagem e uma devoção evidente aos Rolling Stones, mas seu som direto e sua postura ajudaram a preparar o terreno para o punk que surgiria poucos anos depois.
New York Dolls - Mais Novidades
Em 1973, David Johansen já fazia questão de separar o grupo de uma de suas principais referências. "Somos muito mais rápidos que os Stones", declarou, enquanto o baixista Arthur Kane completava: "E mais jovens". A proposta era recuperar a sujeira e a provocação do rock inicial numa época em que parte do gênero se tornava mais grandiosa, técnica e distante das ruas.
A palavra "punk" ainda não possuía uma definição bem estabelecida. Críticos a aplicavam a grupos como MC5, Stooges e várias bandas de garagem, enquanto o New York Dolls surgia com músicas curtas, humor debochado, desprezo pelas convenções e uma relação intensa com jovens que não se identificavam com o rock mais solene da época.
Um desses jovens era Steven Patrick Morrissey. Antes de formar os Smiths, ele presidiu o fã-clube britânico da banda e acompanhou sua trajetória com devoção. "Para mim, eles foram o fim oficial dos anos 60", afirmou à Rolling Stone (via Far Out) "Foram o primeiro sinal de que havia uma mudança, de que alguém iria atravessar tudo e acabar com aquela bobagem. Eles deram esperança às pessoas."
O impacto não ficou restrito ao punk. Maquiagem pesada, cabelos armados, roupas femininas, salto alto e uma imagem assumidamente andrógina ajudaram a criar um vocabulário visual que seria retomado pelo glam metal dos anos 1980. Bandas como Mötley Crüe, Poison, Cinderella e Faster Pussycat levariam aquela combinação de excesso, provocação e rock de rua a um público muito maior.
Talvez o New York Dolls não tenha inventado sozinho o punk, uma discussão que envolve também Stooges, MC5 e Velvet Underground. Sua importância está justamente em ter aberto várias portas ao mesmo tempo: ajudou a encerrar simbolicamente os anos 60, devolveu o rock às ruas e mostrou que maquiagem, ambiguidade e exagero também podiam fazer parte de uma banda barulhenta e perigosa.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ritchie Blackmore anuncia reencontro com Deep Purple após mais de 30 anos
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
A banda que se preparava para dominar os anos oitenta, mas a tragédia chegou antes
Ritchie Blackmore conta que pediu a Ian Gillan para tocar com Deep Purple
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
A opinião de ex-vocalista sobre o estilo de Yngwie Malmsteen ao cantar
Phil Collins revela qual trabalho considera o melhor de sua carreira solo
Slaughter to Prevail é anunciado como atração do Liberation Festival
Geddy Lee relembra o sinal mais "insano" da presença do falecido Neil Peart na nova turnê do Rush
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
Blaze Bayley diz que compor com Steve Harris supera show em São Paulo
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982



A banda que influenciou Sex Pistols e Mötley Crüe ao mesmo tempo e marcou o fim dos anos 60
A banda à frente de seu tempo, influenciada pelos Stones, que teria sido rejeitada por Jagger
Discos: 5 clássicos do rock que não tiveram boas vendas
Provocações: As canções cheias de indiretas entre artistas do rock


