O baterista que para Roger Waters só seria igualado por Keith Moon
Por Bruce William
Postado em 12 de julho de 2026
Roger Waters nunca foi conhecido por distribuir elogios com facilidade, mas abriu uma exceção ao recordar o impacto causado por Ginger Baker durante os anos 1960. Para ele, o baterista do Cream tocava com uma força que praticamente ninguém conseguia acompanhar - com uma possível exceção.
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"Lembro que Ginger Baker era insano naquela época. Ele batia na bateria com mais força do que qualquer pessoa que já vi, com a possível exceção de Keith Moon", afirmou Waters à Rolling Stone, resgatada pela Far Out. A comparação colocou Baker ao lado do explosivo músico do The Who, embora o integrante do Pink Floyd enxergasse diferenças importantes entre os dois.
A força física era apenas uma parte da história. "Ginger tocava com um estilo rítmico totalmente próprio, que era extraordinário", acrescentou Waters. Baker havia sido formado principalmente pelo jazz e levou para o Cream síncopes, improvisação e influências africanas pouco comuns no rock britânico daquele período.
Ao lado de Eric Clapton e Jack Bruce, o baterista ajudou a transformar o Cream num dos primeiros supergrupos do rock. Em vez de apenas sustentar as músicas, assumia um papel tão destacado quanto guitarra e baixo, abrindo espaço para solos longos e apresentações em que a estrutura das faixas podia mudar de uma noite para outra.
Waters conheceu o grupo enquanto o Pink Floyd começava a circular profissionalmente pela cena londrina. O Cream durou pouco, encerrando sua primeira trajetória em 1968, mas deixou uma influência enorme sobre as bandas pesadas que surgiriam logo depois. Para o músico, até o Led Zeppelin nasceu, em parte, do impacto provocado pelo trio.
Ginger Baker rejeitava o rótulo de baterista de rock e preferia ser tratado como músico de jazz. Sua maneira de tocar, porém, alterou definitivamente o instrumento dentro do gênero: agressiva, vistosa e tecnicamente carregada, mas nunca reduzida a simples barulho.
Keith Moon podia rivalizar com ele na violência aplicada ao instrumento. O que Waters considerava extraordinário em Baker era a combinação entre aquela pancada quase descontrolada e uma identidade rítmica que ninguém mais conseguia reproduzir.
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