O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de setembro de 2026
Anette Olzon nunca escondeu que o estilo alegre e expansivo que leva ao palco destoa do visual sombrio associado ao metal sinfônico. Em entrevista ao Chaoszine, gravada na Finlândia horas antes de um show no país, a ex-vocalista do Nightwish revelou que esse contraste gerou cobranças dentro da própria banda. Segundo ela, integrantes e fãs pediam que se contivesse em cena.
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A cantora explicou que entrou no grupo, em 2007, sem nenhuma familiaridade com o gênero e que se sentia deslocada naquele universo. "Eu não sou aquele tipo de pessoa metal, com roupas escuras. Eu adoro rosa e sou mais a mãe dona de casa no palco, sabe, dançando e animando", disse. Para tentar se encaixar, ela contou que comprou roupas que imaginava adequadas e só depois de alguns anos passou a se mostrar mais como é, o que, na avaliação dela, talvez não tenha sido tão bem recebido pelo público do metal.
"Eu me sinto eu mesma agora. O que eu tive que fazer no Nightwish foi, na verdade, me tornar um pouco menos eu. Eu tive que me conter. Os integrantes da banda realmente me disseram para pegar leve, talvez ser mais cool e metal, e os fãs também. E aí você fica tipo: quem sou eu? Porque eu sou uma pessoa muito alegre, positiva, sensível, que quer espalhar amor. Eu quero cantar e dar amor às pessoas."
A virada veio com a turnê recente, em que Anette voltou a cantar o repertório da época do Nightwish. Antes de partir para a etapa europeia, ela confessou à mãe que estava nervosa e ouviu um conselho direto: repetir o que tinha feito na América do Sul e ser ela mesma. A vocalista garante que seguiu a recomendação à risca: "Eu fiz do meu jeito e não me importei com a minha aparência no palco, se estou dançando, se estou pregando ou o que for, porque é assim que eu sou. Agora sou eu mesma, e é isso que vou ser."
Na mesma conversa, Anette atribuiu parte dessa personalidade à Píppi Meialonga, personagem dos livros infantis suecos capaz de levantar cavalos. Ela disse que sempre adotou a lógica da menina de tentar aquilo que nunca fez, e foi assim que mandou uma demo para o Nightwish por indicação de uma amiga, sem sequer ter ouvido a banda. Fora do grupo, a sueca lançou discos solo como "Shine" e "Rapture", nos quais assina as letras.
Confira o vídeo completo abaixo.
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