A banda amaldiçoada por ter feito um dos maiores hits da história, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de setembro de 2026
Regis Tadeu afirmou que o maior hit do Extreme prejudicou a carreira da banda no longo prazo. A tese foi apresentada durante a live semanal de seu canal no YouTube, em programa dedicado a artistas que, no entender do painel, mereciam ter estourado. Para o jornalista, a balada acústica lançada em 1991 gerou notoriedade imediata, mas não sustentação.
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O argumento parte de uma distinção que ele fez questão de estabelecer antes de citar qualquer exemplo. "Fama e sucesso são coisas completamente diferentes", disse. Na definição do apresentador, o sucesso é longevo e às vezes atravessa décadas, enquanto a fama surge e se apaga com a mesma velocidade. Toda a discussão da noite foi conduzida a partir desse corte.
Aplicado ao Extreme, o critério produz um veredicto desconfortável. Regis reconheceu que "More Than Words" chegou a quem não tem nenhuma conexão com o rock, exatamente por ter rompido a bolha do gênero. O problema, segundo ele, veio depois: a canção teria funcionado como maldição para o grupo, que durou pouco após o auge, encerrou as atividades e só voltou anos mais tarde.
O jornalista transformou a avaliação em pergunta direta ao debate. Ele quis saber quais foram os grandes hits que o Extreme emplacou depois da balada e quais discos da banda são celebrados hoje. A ausência de resposta imediata dos convidados serviu como demonstração do ponto que ele defendia. Para Regis, notoriedade concentrada em uma única faixa cobra um preço alto.
O apresentador estendeu o diagnóstico a outros casos, dentro e fora do país. Citou The Knack, que estourou com "My Sharona" e, na avaliação dele, não construiu nada relevante em seguida, e traçou um paralelo com o Jota Quest depois de "Fácil". Segundo o jornalista, ambos ganharam projeção com um som que não representava aquilo que faziam e nunca mais conseguiram se livrar dessa associação.
A tese não passou sem contestação. Fábio Cristianini apresentou a objeção mais consistente da noite ao argumentar que, antes de decretar fracasso, é preciso saber qual era o objetivo do artista. Muitos, segundo ele, alcançaram exatamente o patamar que pretendiam e não estavam dispostos a fazer concessões artísticas para ir além. Regis manteve a posição e reafirmou a diferença entre ser famoso e ter carreira.
Confira o vídeo completo abaixo.
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