As 10 melhores músicas do Thin Lizzy segundo seu baterista Brian Downey
Por André Garcia
Postado em 02 de maio de 2024
A era de ouro do hardão setentista foi marcado pelo reinado da trindade Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath — que não só moldaram o rock pesado como ainda abriram caminho para o surgimento do heavy metal.
O gênero foi muito além dessas três bandas, entretanto, com muitos grandes nomes que acabaram eclipsados pelos gigantes. E um dos maiores exemplos disso é o Thin Lizzy. Por mais que jamais tenha feito o sucesso que merecia, com o passar do tempo foi ganhando status de cult graças a nomes como Metallica, Guns N' Roses e Motörhead.
Quando se fala em Thin Lizzy, não tem jeito, logo se pensa em seu frontman e líder, o baixista e vocalista Phil Lynott. Não podemos nos esquecer, entretanto, de Brian Downey, o baterista que não só esteve ao lado de Lynott na fundação da banda como passou por todas as suas formações até a separação em metade dos anos 80.

Conforme publicado pela Far Out Magazine, Downey listou e comentou suas 10 músicas favoritas — que servem como uma ótima introdução àqueles que botaram a Irlanda no mapa do hard rock.
Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed
"Phil [Lynott] já tinha chegado no ensaio com aquela ideia algumas vezes, então eu meio que conhecia a música, mas ela nunca foi realmente desenvolvida até entrarmos em um estúdio de gravação em Londres [em 1976 para gravar o álbum de mesmo nome]. Decidimos tentar de novo e a música acabou ficando pronta bem rápido. É uma ótima música para ouvir, com um ótimo balanço."
It's Only Money
"É do álbum 'Nightlife', o primeiro [disco] com Brian Robertson e Scott Gorham, e eu adoro o ritmo dela. Foi uma coisa espontânea que surgiu durante o ensaio: Phil criou o ritmo, e é uma daquelas músicas que são ótimas de tocar. Ainda adoro ouvir".
Chinatown
"Mais uma que tem um ótimo groove, tipo um shuffle. É uma música que foi jogada para lá e para cá algumas vezes nos ensaios e, originalmente, era bem diferente. Alguém sugeriu que a experimentássemos com uma batida shuffle, e funcionou perfeitamente. Virou uma das nossas grandes favoritas".
Look What The Wind Blew In
"Foi uma música com a qual tivemos muita dificuldade quando estávamos ensaiando para o álbum [de estreia em 1971] em Dublin. Depois, quando fomos para Londres para gravar, já tínhamos o esboço da música bem definido. Do começo ao fim, e ela se encaixou bem rápido."
Warriors
"Todos nós fomos muito influenciados por Hendrix naquela época. Na época em que a faixa foi gravada, eu não tinha certeza de qual era a ideia, mas ela ficou muito boa. Embora isso não esteja escrito na música, ela com certeza é dedicada a Hendrix."
The Rocker
"A música era tão crua quando começamos [a trabalhar nela] que parece uma jam capturada por acaso no dia… e foi basicamente isso que aconteceu mesmo! Tínhamos a ideia, ensaiamos muito antes de entrar no estúdio, mas, mais uma vez, ela foi deixada meio que em aberto, para que a gente pudesse tocar o que quisesse; e foi o que aconteceu."
Bad Reputation
"A música se encaixou muito rápido. Tem um monte de batidas legais nela. Phil deixou tudo bem aberto, não definiu muito os arranjos, deixando muito espaço para a bateria, e o som ficou ótimo para mim."
Buffalo Gal
"[Outra música que mostra] que groove excelente Phil tinha. Uma linha de base muito simples e sincera que a bateria complementa. E a letra de Phil ficou fantástica nessa música. Tem também um ótimo solo de guitarra com muito feedback."
Black Rose
"Em ‘Black Rose’, ele [Phil Lynott] tocou de forma brilhante. Ele teve a ideia do riff, e todos nós entramos com nossas próprias ideias. Isso é o que torna 'Black Rose' realmente especial para mim: todo mundo contribuiu com algo para a música, e o resultado foi brilhante."
Emerald
"Essa música tem um groove irlandês. Tem muita guitarra com influência irlandesa, também, com uma vibe meio agitada. Os vocais de Phil são esplêndidos nessa música. A letra é muito boa... Phil colocou sua marca nela."
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