Black Sabbath: Cinco álbuns que Geezer Butler não vive sem
Por André Garcia
Postado em 10 de junho de 2023
Entre os cinco álbuns essenciais para Geezer Butler estão Beatles, Bob Dylan, Frank Zappa e Jimi Hendrix (com menção honrosa para o Cream). Só Billie Holiday não é dos anos 60.
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Co-fundador, baixista e principal letrista do Black Sabbath, Geezer Butler fez parte da banda durante toda a década de 70, período em que ela produziu seus álbuns mais clássicos. Foi de sua autoria muitos de seus maiores clássicos.
Em entrevista para a SPIN, ele listou cinco álbuns sem os quais ele não vive:
Revolver (Beatles)
Todos os álbuns dos Beatles poderiam facilmente preencher minha lista de cinco, dez, vinte álbuns dos quais não posso viver sem. Mas em 1966, quando corri para a loja de discos local e comprei esse álbum, não pude acreditar no que estava ouvindo: era revolucionário! De "Eleanor Rigby" a "Tomorrow Never Knows", o mundo da música pop deu um salto gigantesco. Os Beatles chegaram para ficar, e esse álbum estabeleceu a importância deles na cultura britânica.
The Times They Are A-Changin' (Bob Dylan)
Se alguma vez uma música resumiu uma era, a faixa-título deste álbum falou por toda uma nova geração. Sem guitarras elétricas, baixo ou bateria — apenas um homem com um violão e as letras mais incríveis que capturaram perfeitamente essa era pós-guerra. "With God on Our Side" ainda é, para mim, a melhor música anti-guerra já escrita, e me inspirou a escrever a letra de "War Pigs", do Sabbath.
We’re Only in It for the Money (Frank Zappa and The Mothers of Invention)
Eu amo os três primeiros álbuns dos Mothers [of Invention]: "Freak Out", "Absolutely Free" e este álbum, então qualquer um deles poderia ocupar esse lugar. Sem dúvida, Frank Zappa era um gênio. Como ele gravou esses álbuns está além da minha compreensão, eles parecem gravados de seu cérebro! Suas letras eram tão cínicas e desprezíveis em relação à vida americana, tanto para a geração mais antiga quanto para a geração da época... Elas poderiam te fazer rir, questionar, debater ou se desesperar com o que estava acontecendo no mundo.
Axis: Bold as Love (Jimi Hendrix Experience)
Essa foi uma decisão difícil, Hendrix ou Cream — ambas influências importantes na minha futura carreira na música. Se houvesse um empate na quarta escolha, seria "Fresh Cream", do Cream. Mas ver Hendrix no Top of the Pops pela primeira vez me deixou impressionado. Sua aparência por si só foi o suficiente para me tornar fã de cara. Sem mencionar que os três músicos tinham esse novo estilo de cabelo "afro"; e Jimi, canhoto, tocando uma Stratocaster para destros de cabeça para baixo… e solando com os dentes!!! Então, obviamente, corri para comprar o primeiro álbum e comprei um ingresso para vê-los no Birmingham Odeon [abrindo para Engelbert Humperdinck]. "Axis: Bold as Love" contém três das minhas faixas favoritas de todos os tempos do [Jimi] Hendrix Experience: "Spanish Castle Magic", "Little Wing" e "Castles Made of Sand". Uma verdadeira mudança em relação ao primeiro álbum, mostrando o crescimento musical e a sensibilidade de Hendrix.
Billie Holiday (Billie Holiday)
Há vários álbuns da Billie Holiday com o mesmo título, mas este é o de 1947, lançado pela gravadora Commodore, que contém sua música mais controversa: "Strange Fruit". Ela lutou arduamente para gravar essa música, pois se tratava dos linchamentos no sul dos Estados Unidos. Descobri Billie Holiday bem tarde, nos anos 80, e imediatamente me apaixonei por sua voz. Tanta emoção e sentimento, e completamente única. Gosto da variedade de músicas neste álbum, desde os clássicos até "Strange Fruit", mas a interpretação dela é mágica. Nunca me canso de ouvir este álbum.
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