RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemThe Cure: 5 bandas que o vocalista Robert Smith já declarou odiar

imagemFãs do Guns N' Roses tretam com Regis Tadeu nas suas redes sociais

imagemBruce Dickinson é confirmado como uma das atrações do Summer Breeze 2023

imagemO clássico do Rainbow que Dio considera na "mesma pegada" que "Smoke on the Water"

imagemPrika explica critérios para entrar na Nervosa: "Fascista na minha banda não toca!"

imagemOs álbuns de outros estilos musicais que Dave Mustaine indica para quem é headbanger

imagemGuns N' Roses compartilha foto incrível de show realizado em São Paulo

imagemTodos os rockstars que já recusaram ser condecorados pela rainha Elizabeth II

imagemAxl e o pequeno gesto com Slash comprovando que as tretas do passado ficaram pra trás

imagemO hit de Cazuza feito durante internação e que seria indireta para affair Ney Matogrosso

imagemQuando Slash tentou entrar pro Kiss mas foi rejeitado por um motivo cruel

imagemBarbosa ficou em 2º em concurso de guitarrista mais sexy e perdeu para astro internacional

imagemRafinha Bastos e João Gordo debatem piada sobre Wanessa e discutem papel do humor

imagemO setlist "gordo" e vídeos do último show da turnê de 2022 do Guns N' Roses pelo Brasil

imagemO dia em que Neil Young comprou 20 mil cópias de seu próprio álbum


NFL Steve Harris

Barulho: Uma Viagem pelo Underground do Rock Americano

Resenha - Barulho - André Barcinski

Por Mário Orestes Silva
Em 28/11/14

Comecinho dos anos 90. Totalmente sem dinheiro, o jornalista André Barcinski, novaiorquino nacionalizado brasileiro, segue para as estradas dos Estados Unidos, apenas com o patrocínio que lhe rendeu vários filmes fotográficos e muitos contatos de bandas. O intuito era entrevistar o máximo de artistas possível, registrar todos os eventos e entrevistas que conseguir. E conseguiu. O resultado é "Barulho – Uma Viagem Pelo Underground Do Rock Americano".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Jello Biafra em seu apartamento faz chamego com seu gato de estimação. Como sempre muito atualizado nas questões políticas mundiais, solta "alfinetadas" no presidente do Brasil (na época Fernando Collor de Mello), sem perder a conectividade com o meio artístico independente. A propósito, o seu selo Alternative Tentacles Record, continua sendo referência no meio até hoje. O registro de seu show não é muito diferente do feito no Brasil em 2010.

O momento com Al Jourgensen e Paul Barker no estúdio, é regado a muita cocaína. O show deles (Ministry), registrado por Barcinski, é de uma violência tecnológica tamanha que mais parece um terror sonoro high tech. A passagem com o The Cramps (saudades de Lux Interior) é totalmente psycho. Imagine uma apresentação onde a banda promove uma performance digna de músicos doentes mentais, com direito a banho de vinho e pedestais destruídos. No público, garotas dançando sensualmente em cima das mesas, ambiente enfumaçado e constante chuva de bebida. Tudo com maquiagem forte e figurino sado masô. Sem dúvidas o psychobilly é uma das vertentes mais divertidas do rock.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O privilégio de entrevistar Joey Ramone em seu apartamento é um capítulo invejoso. Todo o carisma deste mito é transcrito e fotografado num deleite para o leitor. Se na época em que Joey era vivo, essa matéria já era saudosista, imagine ler isso agora.

Os pubs de São Francisco com todo o clima noir underground, as bandas de Seattle que estavam todas vivendo o clímax do grunge e o hard core de Nova Iorque, encontram-se todos muito bem retratados neste livro. Além do bom texto que consegue ser imparcial, as muitas fotos de shows, bastidores, entrevistas e discos, nos provam a importância desse trabalho jornalístico profissional com cara de fanzine.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Mais do que uma indicação é uma medicação para os amantes do rock em suas várias ramificações.

Editora Paulicéia; textos e fotos de André Barcinski; São Paulo, 1992; 126 páginas.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

O revoltante motivo que fez gravadora não aceitar Jairo Guedz como baixista do Ministry

Ministry: Slayer é "barulho" e Kerry King um "otário cuzão"

Vícios: As 10 melhores músicas sobre drogas

Riffs parecidos: Led, Sabbath, Maiden, Metallica, Dio, AC/DC e mais

Mick Jagger: em cerimônia na escola do filho em São Paulo

Oh, não!: clássicos do Rock Heavy Metal e que foram "estragados" pelo tempo


Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: - Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

Mais matérias de Mário Orestes Silva.