Heavy Metal - A história Completa

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Por Rodrigo Noé de Souza, Fonte: Esporro Público 2012
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Em 2004, o jornalista Ian Christie lançou o livro Sounds of the Beast: The Complete Headbanging History of Heavy Metal. Por seu conhecimento e experiência, através das revistas Kerrang!, Wider e Spin, o suíço radicado nos EUA resolveu desenterrar no fundo do aço toda a história desse estilo, que sobreviveu a modas musicais com o passar das décadas, até resistir no século XXI. O título do livro foi traduzido por aqui como Heavy Metal – A História Completa, lançado em 2010, pela Editora ARX.

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Quem assistiu os documentários Metal: A Headbangers Journey e Global Metal, saibam que antes do Black Sabbath lançar seu auto-intitulado disco, havia um monte de bandas que introduziram o som pesado, como Blue Cheer, MC5, Stoogies, Jimi Hendrix Experience, Cream e The Who. Porém, é inegável que o grupo formado por Tony Iommi, Ozzy Osbourne e cia acordou os fãs daquele pesadelo, que culminou no show dos Rolling Stones em Altamont (EUA), acabando com o sonho de Paz e Amor.

O livro começa com uma linha do tempo, contando todo o percurso do Heavy Metal, desde os anos 70 até passar pelos estilos que tiveram seu auge durante as quatro décadas, incluindo as listas dos discos que marcaram, os filmes, clipes, tributos e músicos que morreram. Mas não é só de música que a história é contada. Fatos políticos, comportamento, moda, mudanças tecnológicas, além do culto ao som que virou mania, como trocas de fitas, o surgimento da MTV, que mudou o jeito de consumir música.

Black Sabbath ditou o som pesado na década de 70, enquanto bandas como Led Zeppelin, Deep Purple e Kiss explodiam no quesito sonoro, com direito a turnês monstruosas. Ainda no campo setentista, o Punk turbinou o underground, varrendo a moda progressiva. Com isso, Judas Priest e Motörhead introduziram o NWOBHM, engolindo o Punk e fazendo história, apesar do momento em que a economia britânica cobrava impostos exorbitantes.

Depoimento não faltam, com as presenças ilustres como Dee Snider (Twisted Sister), Tom Warrior (Hellhammer, Celtic Frost), Ronnie James Dio (R.I.P.), David Wayne (R.I.P. Metal Church), Rob Zombie, Monte Conner, Brian Slagel, Ron Quintana, Dan Liker (Anthrax, Nuclear Assault, Brutal Truth, S.O.D.), entre outros, sem falar das fotos coloridas que ilustram essa obra.

Com o auge do NWOBHM, no outro lado do Atlântico, vários norte-americanos (EUA, Canadá) formavam suas bandas, acelerando seu som com baterias velozes, guitarras afiadas e vocais agudos. Surgia o movimento Thrash Metal americano, liderado pelas bandas Slayer, Exodus, Anthrax, Megadeth e Metallica.

Aliás, Ian focou a própria história da banda, contando o começo em que James Hetfield e Lars Ulrich se encontraram e o resto da história todo mundo acompanhou. O que dá para entender era que o livro não era exclusivamente sobre o Metal, mas sobre como o Metallica caminhou até se tornar o que é hoje. Quem leu o livro captou a mensagem.

Voltando à temática, outros temas como a polêmica intervenção do Governo pelo comitê PMRC, o Crossover unindo as forças metálicas, a ascensão do Hard Rock Glam (que teve como fenômeno o Guns ‘N Roses), a invasão Grunge durante os anos 90, o auge do Death Metal, as polêmicas repercussões do Black Metal norueguês, entre outras. Até o Sepultura também deu ar da graça. Falando nisso, o guitarrista Andreas Kisser escreveu seu depoimento na orelha do livro.

Enfim, Ian Christie lavou a lama dos headbangers ao lançar um documento histórico, feito para pesquisas prazerosas, recordar e viver aqueles momentos mágicos em que era divertido ver e ouvir nossas bandas favoritas. Ao final do livro, o escritor fez uma lista dos seus 25 melhores discos de todos os tempos, além de outros tópicos, como “melhores álbuns ao vivo de mentira”, “títulos mais estranhos de álbuns”, cientistas do heavy metal” e as músicas mais longas do Metal intitulada “Epicus Metallicus in Extremo”.

Conforme foi dito nos créditos, Heavy Metal – A história Completa pode ser lido no volume máximo.

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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don´t Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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