Matérias Mais Lidas

imagemO carinhoso jeito de Axl Rose se desculpar com sua equipe pelo seu jeito imprevisível

imagemA melhor música de heavy metal lançada a cada ano desde 1970, em lista do Loudwire

imagemA música do Raul Seixas com erro gramatical que parece um plágio mas é uma homenagem

imagemPantera tocará no festival Knotfest Brasil, segundo jornalista

imagemFrank Zappa surpreende ao eleger seus dez álbuns favoritos

imagemAntes do Led Zeppelin, Robert Plant tentou entrar em outra banda famosa

imagemO arrependimento que David Bowie carregava em relação a Elvis Presley

imagemDave Mustaine não queria usar as ideias de Ellefson, diz ex-baixista do Megadeth

imagemSamuel Rosa chama guitarrista do Pearl Jam de "menino mimado" por quebrar instrumentos

imagemDave Mustaine revela que Megadeth gravou cover do Judas Priest para a Amazon

imagemLed Zeppelin: O motivo pelo qual Jimmy Page não gosta de "All My Love"

imagemO motivo pelo qual Frank Zappa não gostava de Jim Morrison e o The Doors

imagemAmy Lee comenta demissão de Jen Majura e diz que é preciso "ouvir o universo"

imagemMustaine diz que tentou criar ambiente agradável para gravação de novo álbum do Megadeth

imagemA reação do pai de Neil Peart quando ele se juntou ao Rush


Stamp
2022/07/09

Paulo Baron: "Tenho a honra de ser amigo dos meus ídolos de infância"

Por Thiago Rahal Mauro
Em 16/05/19

Paulo Baron é um dos maiores empresários da história do rock e heavy metal da América Latina. Fundador da Top Link Music, o produtor acaba de lançar o livro "Rocking All My Dreams" contando histórias de sua carreira.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ao lado do escritor Emerson Anversa, Paulo dedicou boa parte de seu tempo nos últimos anos à criação do livro "Rocking All My Dreams", que reúne em suas páginas uma lição de foco, força, esperança e muito empenho, e irá proporcionar ao leitor uma viagem em seus próprios sentimentos.

Em uma entrevista exclusiva, o empresário conta um pouco de sua carreira e como foi a ideia de escrever um livro com estas histórias.

Confira a entrevista com Paulo Baron:
.
Quando você teve a ideia de fazer o livro "Rocking All My Dreams"?

Paulo Baron: Por volta de 2014 eu tinha descoberto que estava com fibromialgia, e ela acontece por estar sempre com adrenalina alta e por poucas vezes descansar. Você vive praticamente no automático. Ela está acompanhada com uma parte de depressão. Naquele momento senti como se estivesse perdendo a vontade daquilo que mais gosto, que é a música.Pensei que precisava realmente fazer algo por mim. E entre conversas com o Emerson Anversa, escritor que me ajudou a fazer esse livro, decidimos colocar em prática isso, contando minhas histórias, algo que pra mim se tornou até uma maneira de tratamento psicológico.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O livro foi escrito lado a lado de Emerson Anversa. O quão importante ele foi para este projeto?

Paulo Baron: Ele foi crucial, e muito mais que importante. O Emerson é um de meus melhores amigos, e só poderia dividir essas experiências com alguém que entendesse meus sentimentos e que estivesse realmente interessado em minha vida. Além dele ser um grande amante da música, e um grande amigo de anos, que conheci em boa parte de minha trajetória, ele é um escritor muito talentoso.

Diferente de uma autobiografia comum, este é um livro que conta histórias dos bastidores do show business. Por que você quis manter esse foco?

Paulo Baron: Acredito que eu consegui meus sonhos, que muitos fãs de música como eu gostariam de realizar, que é chegar ao lugar mais privado do show business: o backstage. Muitos gostariam de saber como são seus ídolos e conhecê-los. Tive a honra e oportunidade que isso acontecesse. É uma maneira de fazer o fã sentir que ele pode chegar lá, se quiser.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Você sentiu confortável em abrir detalhes do seu trabalho?

Paulo Baron: Não me senti confortável, em muitos momentos no processo eu me perguntei se era o que eu realmente queria fazer. Muitas vezes lembrar de algumas coisas me deu arrepios, positiva ou negativamente. Em alguns momentos, até lágrimas e sentimento de raiva vieram. Tive que entrar no meu íntimo mais profundo, em minha memória no subconsciente. Dizem que o subconsciente é o lugar onde se armazenam coisas que queremos deixar pra lá. E tive que ir pra lá resgatá-las. Isso não é fácil. Muito menos quando você está com um quadro se semidepressão e lutando contra fibromialgia.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O quanto importante é o papel de um manager?

Paulo Baron: Faz toda a diferença. Uma banda sem manager é muito difícil que aconteça. O artista pode chegar até um ponto, mas um manager é o cara que coloca a arte do músico nos negócios, no marketing. Ele é quem conversa com as pessoas e organizações que fazem o show business acontecer, como você mesmo, que faz parte da imprensa. O manager entende o artista do lado de fora, vivendo dentro do mundo do artista.

O prefácio foi escrito pelo guitarrista Kiko Loureiro. Como foi isso pra você?

Paulo Baron: Quando eu comecei a escrever meu livro, comentei com o Kiko. E ele me disse, muito sério: "Eu quero escrever o prefácio". No começo levei isso como palavras de um amigo que quer te agradar e te motivar. Mas aconteceu algo muito curioso. Quando terminei o livro, e ele está prestes para ir à gráfica, o Dee Snider me falou que queria escrever meu prefácio. Aí pensei que se não perguntasse ao Kiko se ele realmente escreveria, ele poderia ficar chateado depois, por ser substituído pelo Dee. E mandei uma mensagem por whatsapp pra ele, perguntando se ele faria o prefácio. Disse que não queria pressionar, pois sabia que ele estava bastante ocupado, mas que eu precisava mandar o livro ser produzido. E ele me disse que com certeza, que estava só me esperando. E em poucas horas ele me mandou seu texto. Foi emocionante pra mim, pois o Kiko é um dos grandes heróis latinos que conseguiu atingir seus sonhos, e ele continua atrás de outros sonhos. Isso sem falar do interesse que ele tem não só no âmbito musical, mas também no show business como um todo. Assim pude ter dois prefácios de dois grandes amigos meus: Dee Snider e Kiko Loureiro.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O que você lembra do começo da sua carreira? Qual foi o seu diferencial?

Paulo Baron: Quando tomei a decisão, com 14 anos, depois de ver um show do Scorpions em Barcelona, que queria ser parte da música, eu sabia que iria até o fim com isso. Sou uma pessoa muito determinada, quando me proponho a uma coisa, ela acontece. Não gosto de sonhar sem que meus sonhos se realizem. Creio que meu diferencial está nisso. Sou uma pessoa que gosto de colocar todo meu coração, junto com meu conhecimento, na música. Eu vivo e respiro música 24h por dia. Inclusive quando estou descansando, na praia ou onde for, você sempre vai me encontrar escutando música, ou me comunicando com algum amigo músico. E por incrível que pareça, um de meus hobbies favoritos, além de andar de moto, é ir à shows.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Qual turnê ou show você considera que foi o que mudou a chave? Aquele que mudou o Paulo Baron sonhador para um produtor?

Paulo Baron: Tive várias fases em minha vida em que mudei a chave. Meus sonhos foram crescendo gradualmente. E assim os fui realizando gradualmente. Houve sonhos que foram de vontades de artistas que eu queria trabalhar, porque sentia que com isso eu faria parte da história. Esse foi o caso de Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Creedence. Por coincidência, eram artistas que meus pais gostavam de escutar. E meu sonho de ter conseguido trabalhar com uma das bandas que foi uma inspiração em toda adolescência e vida, que é o Scorpions. Mas além disso, houve várias fases que precisei mudar minha vida, nos diferentes países que eu vivi, onde a Top Link Music me acompanhou, desde o começo, em 1989.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Qual artista você se tornou amigo ao longo destes anos e você era fã?

Paulo Baron: Isso é uma das coisas mais incríveis que posso contar de minha história, pois consegui criar grandes amizades, algumas realmente de coração, inclusive de pessoas que vem em minha casa jantar ou dormir lá. Que conheceram minha família e que eu conheci as famílias deles. São muitos, mas cito alguns: Scorpions, Rhapsody, Mike Portnoy, Derek Sherinian, Tarja, Andreas Kisser, Symphony X, Creedence, o pessoal do Anthrax, Twisted Sister, Rudy Sarzo, além de Angra, Shaman, Malta e Massacration. No geral creio que 80% das bandas com as quais trabalhei viraram amigos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Qual trabalho criado do zero pela Top Link Music você tem mais orgulho?

Paulo Baron: Tenho orgulho de ter feito o Live N Louder, num momento onde não existiam mais festivais. Tenho orgulho de ver alguns profissionais que começaram comigo e hoje são pessoas de grande destaque no show business mundial, ou pessoas que começaram comigo, ainda adolescentes, e hoje são empresários de bandas famosas. Outros que são grandes produtores. Tenho orgulho de ter contribuído no crescimento de algumas bandas; o próprio Scorpions agradece muito minha contribuições, inclusive com uma imensa dedicatória no DVD Live In The Jungle. Orgulho de ter ajudado o Kiko Loureiro, de alguma maneira, em sua performance, para ele ser melhor artista no palco, e de ter conseguido que o Angra voltasse a ser a banda grande que tinha sido, com as primeiras diretrizes que passei pra banda. Orgulho de ter começado a história do Shaman. Entre outras coisas que a vida me foi levando, pois sempre busquei fazer as coisas com coração e inteligência.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O significado do nome "Rocking All My Dreams"?

Paulo Baron: É conseguir todos meus sonhos. O "rocking" deriva de Rock and Roll, cujo significado é pedra rolando. Acredito que minha vida é isso, a vida é isso: você tem que seguir com seus sonhos pra frente, seguir 'rolando' e seguindo seus sonhos, e não parar até consegui-los.

Qual o principal papel de um produtor e manager?
Paulo Baron: Um manager ele, de alguma maneira, se torna um pai dos músicos, e ele se torna responsável me fazer com que uma banda consiga se posicionar no mercado por meio da mídia e com suas decisões, as quais precisam ser assertivas, fazer com que a banda mostre sua identidade, e administre os relacionamento que existem dentro dessa banda.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Qual o seu papel na história do Rock e da Top Link Music?

Paulo Baron: Bom, são 30 anos fazendo shows. Creio que eu trouxe muita felicidade há muitos fãs. Fiz o possível para que alguns artistas conhecessem lugares que nunca outras pessoas pensaram em levá-los, ajudei a fazer os primeiros shows em lugares que muitas bandas nunca imaginariam tocar, ajudei algumas bandas a desenvolver sua carreira, criei estilos de se fazer show business aqui na América Latina, coisas que as pessoas não tinham coragem de fazer. Uma delas é a pista VIP, que no Brasil não funcionava. Muitas pessoas podem criticar, mas eu sempre vi o show business exatamente como diz a palavra: shows e business (show e negócios).

Quais são seus maiores desejos profissionais?

Paulo Baron: Mesmo eu já tendo feito algumas palestras no passado, eu gostaria de começar a compartilhar meu conhecimento com outras pessoas, para que tenhamos outros produtores capacitados em seguir seus sonhos e de alguma maneira isso possa servir com inspiração, mas sempre quando seja com responsabilidade e profissionalismo. Na verdade, agora estou esperando alguma coisa que seja diferente, especial pra mim.

Por fim, o que podemos esperar de Paulo Baron nos próximos 30 anos?

Paulo Baron: Na verdade, eu não sei o que esperar de Paulo Baron. Espero continuar um homem apaixonado pela música, com vontade de seguir sonhando e lutando. Espero que o dia que eu morra eu deixe um legado para meus descendentes, de admiração, e que alguma banda pudesse tocar alguma música e que as pessoas no dia de minha morte se juntassem para falar das coisas legais do Rock e das coisas, malucas ou engraçadas, que tive oportunidade de viver com muitos deles. Creio que ser parte, de alguma maneira, da história é uma coisa muito legal.

Links relacionados
http://www.toplinkmusic.com/

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

A opinião de Paulo Baron sobre Regis Tadeu

Almah: Edu Falaschi não quis esperar para ter o sucesso do Angra, segundo empresário

A opinião de Paulo Baron sobre Regis Tadeu

Paulo Baron: empresário fala sobre cobrar para bandas tocarem; "palco custa dinheiro"

Kiss: como foi demitir Eric Carr em seu leito de morte

O Whiplash.Net protege algumas bandas e prejudica outras?


Sobre Thiago Rahal Mauro

Colaborador sem descrição cadastrada.

Mais matérias de Thiago Rahal Mauro.