Adellaide: Entrevista com o vocalista Daniel Vargas

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Por Renan Caíque, Fonte: Daniel Vargas
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O Adellaide surgiu em 2016, formado por Daniel Vargas (vocal), Ale Nammur (guitarra), Claudio Nammur (bateria), Cadu Yamazaki (baixo) e Leandro Freitas (teclado) inspirado por nomes como Journey, Survivor, Kansas, Asia, fazendo uma AOR de qualidade e se tornando rapidamente referência no estilo tanto no Brasil quanto internacionalmente. A banda gravou um EP em 2016, e o seu primeiro álbum em 2017 sob produção de Tito Falaschi. Recentemente lançou o segundo CD intitulado "Flying High". A capa dos dois álbuns foi feita pelo artista Joey Polycarpo, conhecido por trabalhar com Frederic Slama, Goran Edman, Chasing Violets, entre outros. Já gravaram um videoclipe para a canção "Save Your Love" e outro mais recente para "Learn to live". Tive o prazer de conversar um pouco com o vocalista Daniel Vargas sobre o Adellaide, sua trajetória musical e os seus outros projetos.

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Olá, Daniel. Primeiramente muito obrigado pela gentileza em ter aceitado o meu convite.

Daniel: Eu que agradeço a oportunidade de expressar a minha opinião e me sinto honrado!

Gostaria de começar perguntando sobre a sua voz, que carrega um timbre marcante e técnicas refinadas. Você estudou técnica vocal ou teve professor de canto? Ou simplesmente tem o que podemos chamar de "dom"?

Daniel: Muito obrigado pelos elogios, eu sinto que ainda tenho muito a aprender, eu estou muito feliz por algumas oportunidades musicais estarem acontecendo para mim, nas quais eu possa mostrar as minhas características vocais para as pessoas, sobre técnicas vocais, sinto em ter demorado demais, no começo foi tudo improviso e depois aos poucos conforme fui estudando, procurei atribuir alguns conhecimentos no corpo da minha voz, na qual tento mostrar para as pessoas, acredito que por ter feito faculdade de composição e regência, e pós em ressonância e fonoaudiologia vocal, eu prezo muito pelo timbre, em todas as circunstâncias vocais, seja em momentos mais agudos, graves, suaves, agressivos e por aí vai! Mas acredito que o amor pela coisa, ativa o nosso psicossomático e ajuda muito nessa parte que chamamos de dom e logicamente o tesão pelas músicas que está cantando também ajuda bastante! (risos)

E que dica você daria para aspirantes a vocalistas de Hard Rock e AOR que estão começando agora?

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Daniel: Quem sou eu comparado a uma infinidade de pessoas boas experientes que tem por aí para dizer isso? Mas já que me foi feita essa pergunta, agradeço pela oportunidade de dizer algo muito importante que acredito: eu acredito que a coisa mais importante não é exatamente saber cantar bem, porque cantar nesse meio musical que estamos, já é meio que uma obrigação a pessoa saber pelo menos o básico se não souber, fazer aulas para pelo menos estar em um nível seguro, mas eu acredito que a coisa mais importante é pesquisar o maior número de bandas possíveis do estilo musical que você pretende seguir, porque cada banda tem uma política diferente, uma voz diferente, um jeito diferente de tocar e se a pessoa tiver preguiça de conhecer bandas novas e ficar limitado apenas nas mesmas, vai sempre ficar dependendo de uma outra pessoa que conheça mais para orientá-la, pois qualquer passo em falso nesse estilo, já cai para outra coisa e quem pretende ficar às vistas para as ótimas gravadoras internacionais que estão investindo nesse estilo no momento, tem que estar bem dentro do padrão mesmo e usar todos os elementos possíveis para não destoar e não fazer esse estilo somente por oportunidades financeiras, mas sim porque gosta!

E, voltando um pouco no tempo, como surgiu seu interesse por música, e como foi seu início em relação à música e ao Rock?

Daniel: Desde criança, a minha falecida mãe praticamente me obrigava a escutar música com ela e cantar(risos) isso sem querer já me ajudou bastante a me familiarizar com música e sempre cantar, gostar dessa função e desenvolver as partes cognitivas responsáveis por isso. O rock foi o primeiro estilo musical que eu gostei, não tinha nem comparação, eu sempre fui aquele menino rebelde, bagunceiro, que aprontava e a minha identificação com o rock era como se fosse um protesto contra os mauricinhos! (risos)

E depois, aconteceu que eu troquei uma bicicleta por um teclado (primeiro instrumento que aprendi a tocar), comecei a tocar desenfreadamente em casa, qualquer coisa, sem definição, eu acreditava que sabia cantar a música e eu tocava e cantava qualquer coisa e para mim isso já bastava, até que um dia eu fui parado na rua por alguns vizinhos que me convidaram para formar uma banda de Heavy Metal autoral, eles diziam me ouvir cantar da rua. Então ensaiávamos no conhecido "Hadamma" e a rotina desse projeto fazia com que ficássemos dias e dias e dias tocando, compondo, cantando, sem preguiça, sem pausas e eu peguei gosto por composição, depois mais velho adentrei a alguns projetos musicais na qual adquiri muita experiência, principalmente em gravação e palco, onde colaboraram com que eu usasse grande parte disso nas oportunidades que tenho hoje!

Quais são as suas bandas preferidas e maiores influências no vocal?

Daniel: Banda Magnum. Influências em ordem: Benny Mardones, Steve Perry (JOURNEY), Jimi Jamison (SURVIVOR), Laurence Gowan, Dennis Deyoung (STYX), John Payne (ASIA).

O que você acha do cenário Hard Rock e AOR mundial atualmente?

Daniel: eu estou muito feliz, pois várias bandas que tinham parado voltaram a ativa, várias novas gravadoras dando oportunidade para bandas novas, e várias bandas novas resgatando a essência dos anos 80 e incorporando no seu som, acompanho este crescimento desde 2012, e posso dizer que o cenário cresceu absurdamente!

Há alguma(s) banda(s) brasileira(s) da atualidade que você poderia citar que gosta e recomenda?

Daniel: Esta pergunta é um pouco complicada para mim, porque sempre fica aquela questão do porquê de ele não ter citado tal banda. Então eu prefiro citar as pessoas que eu confio e já trabalharam comigo: Marenna, Joey Summer, Tito Falaschi e Fred Mika (Sunroad).

Daniel: Podem pesquisar sobre eles à vontade no YouTube que vão encontrar grandes pérolas!

Você é mais conhecido por seu trabalho com o Adellaide, que lançou no ano passado o disco Flying High. Comente como está sendo a repercussão do CD novo e sua trajetória neste grupo que tem se tornado cada vez mais referência para outras bandas do estilo, não só no Brasil.

Daniel: Em primeiro lugar eu agradeço as suas palavras, e me sinto honrado. A banda Adellaide nasceu com a intenção de ser algo positivo, não exatamente pelas oportunidades maravilhosas que conseguimos, mas simplesmente porque não é um projeto oportunista visando lucro, é uma banda feita por amigos aproximadamente de 15 anos de amizade, por isso sinto que é uma banda que tem essência, ninguém faz média com ninguém, quando estamos juntos nos sentimos em casa, é sempre uma brincadeira, todo mundo de bom humor, acredito que é uma motivação para todos, então aconteceu o contrato com a gravadora internacional "Lions Pride Music" e nossa inclusão na plataforma VEVO/Sony Music de nossos videoclipes, depois de feita a prensagem do CD "Flying High" na Europa, e a distribuição em vários países, chegou ao Japão em oitavo lugar, saindo pela revista BURRN!!! Nossa música ter ficado nos grandes rankings de melhores de 2017 e toda hora rolando nas rádios de todo o mundo! Eu vou mais a fundo, eu acho que isso só aconteceu, porque ninguém tinha intenção de ser melhor que ninguém, não rola comparação, não rola rivalidade, muito pelo contrário, somente união com amigos, fãs e bandas, principalmente ninguém passando ninguém para trás! Não sei se isso é muito para algumas pessoas, mas para nós foi mais do que suficiente para injetar uma motivação enorme!

E hoje, como você está em relação à música? Além do Adellaide trabalha em outros projetos ou bandas?

Daniel: Como algumas pessoas sabem, eu sou professor de técnica vocal há mais ou menos 15 anos, com um curso tendo a sua grade ministrada pela ordem dos músicos do Brasil "OMB".

Daniel: Atualmente eu vivo disso, em resumo, dar aulas. E posso ser franco que adoro essa profissão, pois a política que pregamos é evoluir dentro de um grande laço de amizade, pois estamos todos atrás do mesmo objetivo! Se sentir bem naquilo que estudamos e gostamos!

Daniel: Recentemente participei da coletânea de músicas do baterista Fred Mika (SUNROAD) "Withdrawal Symptoms" onde tiveram várias participações de peso, tais como: Tito Falaschi que canta comigo, Rodrigo Marenna, Carl Dixon, Michael Vozz, Steph Honde, André Adonis, Haig Berberian e Pastore!

Daniel: Este CD Acaba de ser prensado está à venda na loja "Die Hard" da Galeria do Rock em São Paulo!

Daniel: Além deste projeto estou fazendo um projeto dueto com um cantor conhecido da cena, que ainda é surpresa, mas em breve estaremos divulgando com exclusividade para vocês!

Em toda a sua carreira há alguma composição em especial que você tenha como preferida?

Daniel: "Caroline"

Daniel: Que gravei em um projeto anterior e veio comigo para Adellaide e vai comigo para onde eu for (risos).

Para encerrar, uma "brincadeira". Vou citar alguns cantores e você diz o acha de cada um.

Daniel: sacanagem, me colocando em saia justa né? (risos) poxa eu queria falar do Milli Vanilli!

- Robert Plant: não é dos meus favoritos embora represente a influência de muitos cantores famosos

- Freddie Mercury: um dos poucos que nasceu com uma estrela dentro do peito

- Sebastian Bach: eu me lembro dele nos anos 90, hoje em dia não ouço muito falar sobre

- Marcie Free: sensacional, mesmo com sua mudança de sexo, essa voz não mudou e ainda é uma das melhores do gênero AOR

- Steve Perry: junto com Benny Mardones são os meus maiores objetivos, pois possuem vozes e técnicas muito similares!

Muito obrigado, Daniel. Por fim, deixe uma mensagem aos seus fãs e do Adellaide.

Daniel: Fãs? Eu que sou um fã aqui, fã dos meus Heróis, eles Salvaram seu amor e depois do Abismo do sentimento, eu estou Correndo freneticamente, daí me sinto na Cova dos leões quando os perco de vista, eu gostaria de passar uma Noite no Japão para senti-los por lá, pois tenho tipo um Amor cego, e assim Aprendo a viver e Nada vai nos separar, nem Andreas e nem Carolinas, pois eu tenho a Pedra da verdade que é meu talismã! (risos) quem for do movimento vai entender!

Daniel: Brincadeiras a parte, eu só tenho a agradecer e dizer que cada pessoa que entrou para a nossa vida, se tornou tão importante quanto a parceria que temos entre a banda. Cada uma dessas pessoas conseguiu transformar o nosso coração e hoje pensamos que todos fazem parte da banda e tudo que formos fazer, gostaríamos de saber se eles também aprovam! Pois uma formiga só não constrói um formigueiro e com certeza precisamos uns dos outros!

Clipe da música "Save your love":

Clipe da música "Learn to live":

Música "Caroline":




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Sobre Renan Caíque

Reside em Teófilo Otoni/MG, acadêmico na UFVJM, escritor, vegetariano. Apaixonado por Hard Rock e Heavy Metal. Página no face: www.facebook.com/lira.tempest.

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