Zucchero: só a cartola não é suficiente para colaboração com Slash

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Talvez você nunca tenha ouvido falar de Adelmo Fornaciari, mas, com certeza, já se pegou viajando ao som de Zucchero. "Açucar", seu nome artístico, dado por uma professora ainda na infância, é o artista italiano de maior sucesso em vendas de discos em todos os tempos. Um de seus álbuns, "Oro, Incenso e Birra" vendeu mais de oito milhões de cópias e foi, durante muito tempo, o álbum mais bem-sucedido, em termos de vendagem, na história da música popular italiana. Fazendo um misto de Rock, Blues e música popular italiana, Zucchero chega ao Brasil esta semana para três shows, no Rio de Janeiro, no dia 26 de outubro, no Teatro Bradesco Rio; em São Paulo, no dia 27 de outubro, no Teatro Bradesco e em Porto Alegre, no dia 28 de outubro, no Teatro do Bourbon Country. Conversamos com ele sobre estes shows, sobre o disco novo, "Black Cat, sobre suas colaborações famosas (Pavarotti e Bono, do U2, por exemplo), sobre a situação da Itália na Copa do Mundo de 2018 (a Azurra tetracampeã está na repescagem) e até sobre uma possível colaboração com outro músico muito famoso de cartola, SLASH.

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Foto: Meeno L.A
Foto: Meeno L.A

Daniel Tavares : Para começar, vamos falar sobre os três shows que você vai tocar aqui no Brasil. O que seus fãs brasileiros podem esperar desses shows? Podemos contar com shows longos, com 30 músicas no set, três atos e Black Cat em quase toda a sua totalidade, como você fez recentemente na Itália?

Zucchero: Sim, o concerto é dividido em três partes: a primeira parte é dedicada ao meu último álbum Black Cat. Na segunda parte, eu tenho meus grandes sucessos dos últimos 10-15 anos e terminando com as músicas que não podem faltar em um concerto meu. É um concerto de 3 horas durante o qual nunca faltam surpresas.

Daniel Tavares : Como você viu a recepção ao Black Cat e como você classifica esse álbum em sua discografia em termos de vendas, devoção de fãs, etc.

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Zucchero: O público tem recebido muito bem o álbum Black Cat. A turnê tem sido muito longa. Nós tocamos na Europa, EUA, Canadá, Austrália, Japão, Nova Zelândia e agora estamos na América do Sul e muitas vezes as datas marcadas são esgotadas. Na minha opinião, é definitivamente um dos discos que mais gosto e em que mais me diverti durante as gravações.

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Daniel Tavares : Você tem colaborações com Eric Clapton, Jeff Beck, Stevie Ray Vaughan, Brian May, Miles Davis, Ray Charles, B. B. King, Sting, Paul Young, Peter Gabriel, Luciano Pavarotti, Andrea Bocelli, incluindo Bono e Mark Knopfler em Streets of Surrender. Com qual dos artistas desta lista que estão vivos você pararia tudo o que está fazendo agora e escreveria uma nova música com ele hoje?

Zucchero: Quando trabalho com um artista, o que me interessa é a afinidade entre mim e meu interlocutor. Com todos os artistas que você nomeou há uma grande amizade que me conecta, então eu estaria pronto para colaborar com cada um deles a qualquer momento. No ano passado eu fui ver o U2 em concerto em Turim, antes do concerto eu fui cumprimentar meu amigo Bono, ele me perguntou se eu queria cantar uma música com eles e então nos encontramos no palco para cantar "I Still Haven't Found What I'm Looking For".

Daniel Tavares : E quanto ao Slash, da GUNS N 'ROSES, outro artista que é reconhecido pela música, mas também por usar cartola, como você faz. Você pode visualizar uma colaboração com ele na guitarra?

Zucchero: Slash é um grande músico, no momento em que nunca considerei a nossa colaboração, mas nunca dizemos nunca. Sinceramente, o chapéu não é uma razão suficiente para uma colaboração.

Daniel Tavares : Você era um goleiro quando era muito jovem. Você ainda gosta de futebol? Como você vê as chances da Itália para a próxima Copa do Mundo da Fifa, uma vez que eles terão de jogar contra a Suécia por um lugar na Rússia?

Zucchero: Quando criança, eu estava brincando na equipe infantil Reggiana (Associazione Calcio Reggiana 1919), que era meu time. Mas eu não segui pelo mundo do futebol. Preferiia música. Acredite que eu nem sabia que a Itália iria jogar o jogo com a Suécia para ir ao próximo mundo.

Daniel Tavares : Você gravou 'La Sesión Cubana' em 2012. O que você sabe sobre a música brasileira? Alguma chance de um projeto semelhante?

Zucchero: O Brasil é uma nação que me fascina muito. Vim aqui em turnê pela primeira vez em 1997 depois voltei em 2007 e 2012 e sempre que volto para o Brasil, vejo muitas mudanças.
Nota: a entrevista foi feita numa mistura de inglês (idioma em que, apesar de cantar, o artista não é tão fluente) e italiano (idioma cujo vocabulário deste repórter se resume às novelas da Globo). Algo se perdeu nesta última pergunta. Sigamos em frente.

ZUCCHERO NA TURNÊ BLACK CAT
Dia 26 de outubro, no Teatro Bradesco Rio (Rio de Janeiro/RJ)
Dia 27 de outubro, no Teatro Bradesco (São Paulo/SP)
Dia 28 de outubro, no Teatro do Bourbon Country (Porto Alegre/RS)

Foto: Meno L.A.
Foto: Meno L.A.



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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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