Therion: Nalle Pahlsson, o baixista multi-bandas do grupo

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Por Carlos Garcia, Fonte: Site Road to Metal
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Talvez para alguns o nome NALLE PAHLSSON possa não soar familiar, mas para um fã de Hard Rock e conhecedor da cena suéca, certamente ligará o nome a bandas como TREAT, LAST AUTUMN'S DREAM, EASY ACTION, VINDICTIV, AB/CD (tributo ao AC/DC que obteve reconhecimento expressivo em seu país), e mais recentemente Luciferian Light Orchestra e, claro, THERION, banda que Nalle assumiu o baixo desde 2008, e também gravou parte das guitarras base da Opera Rock que o gigante suéco do Symphonic Metal está produzindo.

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Com larga experiência e capacidade que vai além de um excelente baixista, e após tantos serviços prestados em álbuns de dezenas de bandas e artistas, seja como membro oficial, convidado ou músico contratado, em 2011 resolveu trabalhar em seu projeto solo, onde colocaria em prática sua capacidade como compositor, vocalista e multi-instrumentista (Nalle tocou guitarra e teclados também no seu projeto solo), com a sonoridade voltada às bandas que lhe inspiraram desde garoto, simplesmente música vinda da alma e do coração, surgindo então o ROYAL MESS, que teve seu lançamento em 2015 pelo selo australiano Melodic Rock, e já está compondo o segundo álbum.

Além disso, este ano Nalle já tem trabalhos com o THE PURPLE, banda tributo ao DEEP PURPLE, e lançou single de mais um projeto seu, ao lado de mais dois ex-companheiros de Therion, a vocalista Isa Garcia Navas e o tecladista Pontus Larsson, ma banda de Progressive Metal ETERNAL TEMPLE. Provavelmente você vai ver ele em mais alguns projetos, ou excursionando com alguma de suas ex-bandas, como recentemente com o TREAT. Um grande músico, assim como muitos outros, que muitas vezes não é percebido e valorizado, mas realza um trabalho de qualidade, e merece uma atenção maior.

Conversei com Nalle em entrevista para o site Road to Metal, e o músico nos contou um pouco mais de sua carreira, e claro, THERION. Confira alguns trechos a seguir:

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RtM: Nalle, as pessoas que seguem o seu trabalho, sabe que você está sempre envolvido em vários projetos, então me diga, você tem alguma idéia de quantos álbuns você gravou, como membro ou convidado?

Nalle: Eu realmente não tenho ideia ........? Eu tenho que verificar isso algum dia .....(risos)

RtM: E como você começou na música? Quem foram as pessoas que o incentivaram no início?

Nalle: Foi meu irmão mais velho, Benny, que era 10 anos mais velho que eu, que me colocou no mundo do rock. Ele é a base para uma parte muito grande do meu background musical. Ele tinha álbuns com bandas e artistas legais e eu ouvia muito os discos dele quando eu era um garoto. Ele também tinha uma guitarra que eu aprendi a tocar sozinho.

RtM: E as primeiras bandas que chamaram sua atenção?

Nalle: No início foi Jimi Hendrix e The Rolling Stones. Um pouco mais tarde, descobri Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath ...... então The Sweet, KISS, Alice Cooper, Status Quo, David Bowie só para mencionar alguns ...... No final dos anos 70 eu também parti pra coisas mais progressivas, como UK, Genesis, Rush, Kansas, etc ....

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RtM: Você também fez e faz parte de bandas tradicionais bem conhecidas como Treat e Vindictiv, conte-nos um pouco sobre sua colaboração nestas duas grandes bandas, especialmente Treat, que é amada por fãs do Hard Rock de todo o mundo.

Nalle: Eu me tornei um profissional como músico freelance e toquei com muitos artistas diferentes, suécos e dinamarqueses, entre 1983-2004 na verdade. Somente em 2005, com o TREAT, que eu realmente me juntei a "uma banda real", e em 2008 eu me juntei ao THERION.

Com o VINDICTIV eu gravei 4 álbuns .... mas eu não sou mais parte da banda.

Eu sou um grande fã de Göran Edman, que cantou nos 2 primeiros álbuns do Vindictiv.

Eu fui um membro do TREAT entre 2005-2012 e, na verdade, o álbum "Coup De Grace" que gravamos é uma grande realização para mim como um baixista. Ainda hoje eu recebo e-mails e as pessoas vem falar comigo e dizem o quanto eles amam esse álbum e que a minha performance nele é muito boa - e isso me faz feliz! :-) Eu realmente gosto desse tipo de Hard melódico.

RtM: Sobre sua entrada no Therion, conte como foi o convite, e eu acredito que como músico deve ser muito gratificante pra você, porque a banda tem um som muito pessoal e original, e certamente foi e continua a ser um desafio para você como um músico.

Nalle: Thomas Vikström, que era um velho colega meu (agora um amigo querido) recomendou eu e Johan Kullberg quando Petter Karlsson e Johan Niemann sairam. Nós apenas fomos para uma sala de ensaio aqui em Estocolmo e tocamos algumas músicas. Uma deles foi "Blood Kingu" e mais uma que eu não consigo lembrar. Nós apenas tocamos as músicas e então Christofer Johnsson disse: "Soou bem- exatamente como o usual e como deveria ser" (algo assim) - Então, a coisa estava clara. Nos tornamos membros do novo line-up do Therion. Naquela época eu não tinha ideia de que Therion era tão popular na América do Sul e México. Fiquei totalmente chocado quando chegamos ao primeiro show na Cidade do México.

RtM: Eu vejo que você se sente muito bem no Therion, como Christopher sempre diz, é uma família, e ele sempre procurou pessoas que têm um ótimo relacionamento, não apenas internamente, mas também com os fãs.

Nalle: Sim, para mim a música deve ser sobre a amizade e se divertir juntos, e é assim que é no Therion. Nós nos sentimos confortáveis ​​uns com os outros e sentimos um profundo respeito pelos fãs! Sem os fãs você não é nada além de "só mais uma banda" ...

RtM: O Therion está finalizando as gravações de sua Rock Opera, e você também gravou partes das guitarras, e, claro, o baixo. Conte-me um pouco sobre as gravações, como estão suas expectativas em torno deste álbum.

Nalle: Estou realmente muito animado para ouvir o resultado final! Quando eu gravei as guitarras base e baixo não havia muito dos vocais gravados ainda, então eu realmente não sei como vai soar ...... Havia também muitos outros instrumentos faltando. Estou apenas me perguntando sobre ele ser tão longo!! 3,5 horas! Está indo totalmente contra a maré neste mundo "imediatista" que nós estamos vivendo hoje ...... Será que os fãs têm a força e a vontade de realmente entrar nele? Veremos......

RtM: Em 2015 você finalmente, depois de fazer parte de tantas bandas e colaborar com tantas pessoas, lançou seu álbum solo, ROYAL MESS. Conte-nos um pouco como você se sentiu sobre esse passo em sua carreira?

Nalle: Foi algo que eu tive na minha mente por muitos anos e eu senti que tinha que ser feito! E eu estou muito satisfeito com o resultado. Ele contém muito da música com a qual eu cresci, e que ainda hoje está lá no fundo do meu coração e minha alma. No fundo eu sou um cara muito simples que adora música simples e poderosa. Também me senti bem para mostrar às pessoas que eu sou não só um baixista, mas também um guitarrista, cantor, produtor e compositor.

Leia entrevista completa no link abaixo:

http://roadtometal.com.br/2017/03/nalle-pahlsson-royal-mess-...

Confira alguns vídeos dos trabalhos solo de Nalle:




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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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