Accept: Nenhum preço é alto para se atingir o objetivo, diz Wolf Hoffmann

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Por Ya Exodus
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Primeiramente, gostaria de agradecer pelo seu tempo. O Accept é uma banda que se renovou e trouxe muito fãs novos. Vocês percebem essa nova geração seguindo os trabalhos da banda?

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Wolf: Prazer em conhecê-la, Yasmin. Sim, eu acompanho e estamos entusiasmados. Esse é o ponto que prova tudo: A música pode ser atemporal e sem idade. Grande elogio para as músicas que escrevemos e para os nossos esforços.

O álbum "Blood of the Nations" é um dos melhores trabalhos lançados recentemente. Músicas como "Beat the Bastards" e "Kill the Pain" são inesquecíveis. Como foi escrever esse álbum e qual música dele é sua favorita?

Wolf: As músicas que são minhas favoritas mudam, pode ser uma porque ela tenha uma ótima reação ao vivo, ou outra porque o meu humor é diferente às vezes. É o mesmo que escrever uma música, tem partes que você pode ter gostado ontem e hoje pode não gostar - ou pode ser que goste ainda mais.

Mark Tornillo está se tornando cada vez mais alguém que os fãs respeitam e têm afeição. No último ano, ele estava andando perto do hotel em São Paulo e perguntou para um grupo de jornalistas onde ele poderia jantar. Claro que achamos aquilo o máximo. Apesar do Accept ter tido três separações ao longo dos anos, vocês acharam o vocalista certo. O que os motivou a voltar, além de ter achado Mark Tornillo?

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Wolf: Separações não são sempre iguais. Nós temos lutado desde o nosso humilde início. Mas não porque algo estava errado, e sim porque nós não haviamos encontrado o nosso caminho. Peter e eu tínhamos 16 anos e é comum encontrarmos nessa estrada de bandas que a arte da sua música mude conforme o seu desenvolvimento pessoal, tomando desta forma direções nunca vistas antes. O que encaixa hoje pode muito bem não se encaixar de forma alguma amanhã. A riqueza da pessoas jovens na minha opinião é sempre estarem prontos para mudanças, sua abertura sem medo de explorar novas águas. Peter e eu estamos numa busca selvagem por respostas, o que nós queremos encontrar em nossas carreiras e para onde ir. Alguns de nossos antigos membros não tinham essa urgência, nós temos. E toda a derrota pode ser o início de uma vitória. O que você e o fãs vêem como três separações na verdade foram mais de 100 separações de tentativas e erros. E você verá, eu não perdi isso até hoje e o meu novo álbum "CLÁSSICO" (sic) irá provar isso. Eu vivo para evoluir e nenhum preço é alto demais para que eu veja quando e como eu atingi o meu limite. Curiosidade artística não é algo que todo mundo possui, mas com certeza é algo que eu possuo. E quanto a Mark Tornillo, ele se encaixa como uma luva e os fãs estão tão felizes quanto nós. Ele é um vocalista fantástico, está no momento certo de nossas vidas. Nós acreditamos que estamos próximos de experimentar uma vida, onde nós todos estamos no mesmo nível. Isso eu posso te dizer: Esse momento CHEGOU!!!

Há dois anos Stefan Schwarznann saiu da banda, deixando o posto de baterista aberto para Christopher, que está fazendo um ótimo trabalho. Mas em algum momento vocês discutiram a possibilidade de Stefan Kaufmann retornar para o Accept?

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Wolf: Stefan Schwarzmann e Herman Frank tiveram suas carreiras nos 15 anos em que Peter e eu não estavámos no controle dos negócios do Accept e o acordo era: Eles nós dariam o seu tempo enquanto fizesse sentido para eles. Como ninguém no planeta poderia saber o que estava por vir ... Eles estiveram conosco, e nós tivemos um ótimo tempo juntos, mas quando a oportunidade veio para que eles focassem em suas próprias carreiras, nós demos o suporte para que eles o fizessem. E, é sempre dificil viver tão separados como nós vivemos, então ter músicos que morassem perto de nós era bastante essencial. Christopher vive aqui perto e Uwe Lulis é um amigo de muitos anos, e muito focado no ACCEPT. Nós esperamos que nossos antigos "irmãos" Herman e Stefan encontrem o que estão procurando. Quanto ao Stefan Kaufmann, de acordo com as décadas de problemas nas costas que o forçaram a deixar a banda, essa foi a explicação explícita para seus colegas. Então não poderíamos considerá-lo. Teria sido legal, mas nunca foi uma opção. Deixando este fato de lado, Stefan Kaufmann sempre será um dos bateristas mais importantes dos anos 80.

Vocês estarão em Manaus esse ano, gostaria de saber se já procuraram conhecer algo desta área em particular?

Wolf: Fica no meio da floresta amazônica, e isso é inacreditável para nós! Sabemos da influência europeia naquele lugar.

Muito obrigada pela atenção e espero que tenha uma ótima turnê latino-americana. Gostaria de deixar alguma mensagem para os fãs do Brasil?

Wolf: Vamos fazer rock juntos. Estamos realmente empolgados em ver vocês!




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Sobre Ya Exodus

Yasmin Amaral, mais conhecida por Ya Exodus, é editora do blog Metal On Metal, colunista no site Imprensa do Rock, atua com freelances para outros sites e também é supervisora na assessoria de imprensa Island Press. Natural de São Paulo, começou sua história na música aos 10 anos aprendendo guitarra e já chegou a tocar com bandas como Salário Mínimo e Sinaya. Admiradora da banda Exodus, e do Metal em geral tenta fortalecer a cena fazendo alguns eventos no interior de São Paulo. Além disso hoje possui uma empresa para management de bandas.

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