Rock em Análise: entrevista com a banda Lo Han

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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A banda de hard rock Lo Han vem agitando os cantos mais roqueiros de 'Salvador City' desde 2005, embora possa ser considerada como uma das revelações da nova onda do rock baiano, pelo fato de terem encontrado recentemente a sua "química ideal", o que resultou em seus melhores shows (até então) e na gravação do seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "Get High".

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Com um repertório que investe pesado em composições próprias - além de algumas homenagens aos clássicos de bandas como AC/DC, Deep Purple, Pink Floyd, entre outras -, a Lo Han pretende mostrar agora as suas performances explosivas por todo o Brasil.

Confira a entrevista concedida pelo grupo ao Rock em Análise.

Como surgiu a ideia de formar uma banda de hard rock em uma cidade que, até poucos anos atrás, não oferecia tantas oportunidades para bandas desse estilo?

A ideia surgiu da afinidade musical entre alguns amigos que queriam fazer uma banda pra animar o aniversario de outro brother. Em relação às oportunidades, conheço gente que fala que antes era melhor e gente que prefere hoje em dia. Preferimos não ficar reclamando muito dessas coisas e fazer o nosso, sempre tem onde tocar e uma galera que curte. Querem ver as coisas acontecerem? Façam acontecer, saiam de casa para ver as bandas locais. Mais publico mais oportunidades.

Vamos falar sobre o álbum "Get High". Como foi o processo de idealização e criação do disco? E qual foi o papel de cada integrante, além do trabalho em seus respectivos instrumentos?

Éramos uma banda basicamente de covers no começo e com o passar do tempo algumas ideias e composições foram surgindo. Em 2011 resolvemos que tínhamos um material relevante pra gravar e reformulamos a banda com essa finalidade. Nosso produtor Álvaro Assmar nos deu um grande incentivo e apoio também. Levamos mais um tempo amadurecendo as músicas e nos preparando tecnicamente pra gravar, chegando a um resultado satisfatório com 11 canções. Temos algumas composições feitas em parceria entre RB, o vocal da banda e Andre, ex-baixista, mas nosso grande cérebro compositor é o tecladista Ricardo Lopo. Mas os outros integrantes, Caio Aslan e Alexandre Amoedo nas guitarras, Thiago Brandão bateria e Thiago Baumgarten baixo, tiveram uma participação fundamental nos arranjos e no resultado final de cada música. A veia Hard Rock setentista é predominante no disco, mas vocês vão encontrar baladas e uns toques de psicodélia e Rock progressivo também.

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Vocês fizeram alguns dos seus shows mais marcantes nos últimos dois anos, como a abertura para o Dr. Sin no Groove Bar e a recente apresentação no famoso festival Palco do Rock. O que vocês sentiram e o que aprenderam com tais experiências?

Sentimos que realmente somos uma banda de palco, e dos grandes de preferencia. Gostamos e temos presença ao vivo. Tocar em festivais e abrir para grandes bandas é muito importante, apesar de nem sempre se conseguir o som desejado, o numero de espectadores que a banda atinge é muito maior. E com isso aprendemos que é fundamental sempre levar seu técnico de som hehe.

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Quais são suas principais influências atualmente? Vocês têm planos de experimentar novas sonoridades no futuro?

Somos uma banda com 6 integrantes, temos todo tipo de influencias, mas todas convergem para o mesmo objetivo, de fazer Rock N Roll. Sem muita complicação, temos bons músicos tecnicamente falando, mas prezamos pelo feeling, pela raiz. Tocamos para promover a música e não as técnicas. Também não queremos criar um estilo novo nem inventar moda misturando um monte de zorra. Mas temos nossa identidade, nossas características, somos uma banda bem singular de se ouvir eu acredito. Nos shows além das músicas autorais a gente faz releituras de Zeppelin, Purple, Whitesnake, AC/DC e por ai vai...

Por quais processos e mudanças pessoais vocês tiveram que passar, até conseguirem chegar ao ponto em que estão agora como músicos?

No inicio éramos um quarteto, só uma guitarra e sem teclado. Depois que Rick entrou na banda tivemos como explorar muito mais territórios musicais com o teclado. Por fim resolvemos colocar uma segunda guitarra pra preencher mais o som e ter aquele impacto sonoro ao vivo. Da formação original só ficou o vocal RB. Algumas alterações tiveram que ser feitas no line up por motivos pessoais ou de afinidade musical mesmo. Mas costumamos considerar mesmo a coisa valendo de 2011 pra cá, onde deixamos de ser uma banda de covers e estamos com quase a mesma formação de lá pra cá.

Quais são as inspirações para as letras de vocês? E por qual motivo escolheram compor em inglês?

Todas as letras são em inglês por que as principais referencias dos letristas da banda são bandas americanas ou inglesas, até tentamos compor em português mas não funcionou, ficou forçado, não soou natural. RB gosta mais de escrever sobre fatos, contar historias e falar sobre coisas do cotidiano mesmo. Ricardo já tem uma forma mais "abstrata" de escrever, falando de coisas do mundo e sobre assuntos mais profundos.

Questão polêmica: O rock baiano tem se profissionalizado a ponto de gerar em muitas bandas um certo "corporativismo" ou "fascismo" na exigência quanto a imagem, comportamento, performance e nível técnico que o músico deve ter (ainda que ele mal utilize 10% de suas habilidades na música em si), tanto para entrar quanto para se manter em uma banda. Vocês acham que essa "exigência curricular" cada vez mais extrema prejudica o cenário - e até o 'feeling' do rock - como um todo?

Qualquer "exigência curricular" é um porre, ainda mais se tratando de arte. Mas não acho que exista um corporativismo formado, o que vejo acontecer em alguns casos é que o musico quer aprender a dar 300 notas em 1 segundo, mas não se preocupa em dominar uma escala de Blues ou os acordes básicos do Rock N Roll. Ai fica aquela coisa chata, burocrática, aquela música umbilical onde o musico se preocupa mais em exibir suas técnicas do que gerar uma boa canção.

Na opinião de vocês, qual é a importância da internet para as novas bandas, e qual foi o papel dela ao longo da carreira da Lo Han? Aproveitem para apontar o que vocês julgam como erros comuns que são cometidos pelas bandas na utilização desse recurso.

Internet atualmente é o melhor meio de divulgação de uma banda nova e a Lo Han sempre soube usar isso. Temos nossos canais no youtube, facebook, instagran e nosso site tb. Da mesma forma que a internet contribui com a vida das bandas, tb contribuiu pra gente ver muita merda por ai. Nem vou entrar no mérito de gosto musical, porque isso é meio que pessoal, mas em relação à falta de qualidade do material e falta de senso de ridículo de algumas bandas, isso não é questão de gosto. Podemos ver muita banda lançando material meia boca, gravação mal feita, filmagens toscas, clipes bizarros e por ai vai...

Por falar em novos sons, quais bandas novas de hard rock nacionais vocês já escutaram e o que acham do som dessas bandas?

Não vou mentir aqui dizendo que sou um grande conhecedor e pesquisador do Rock nacional, tem tanta coisa clássica ainda que não conheço que fica difícil pesquisar novidades. Outra coisa que complica é o fato de não virem muitas bandas de Hard Rock aqui pra Salvador. Mas aqui temos a Batrakia que faz um som muito bom, Sanitário Sexy de Juazeiro, gosto da Motorocker de Curitiba, a Far From Alaska de Natal, tem muita coisa boa sim é só procurar direito.

Quais dos seus objetivos como banda vocês acham que já atingiram, e o que ainda esperam conseguir no futuro?

Conseguimos gravar o disco, só falta lançar agora :P hehe Conseguimos tocar em alguns eventos que sempre quisemos e com algumas bandas que gostamos tb. Mas esse é o tipo de coisa que não acaba nunca, sempre vamos querer dar um próximo passo. Temos a ideia de continuar lançando álbuns, apresentando novas músicas e tocar por ai. Se isso nos possibilitar viver da música ótimo, se não, faremos ate quando for possível.

O Rock em Análise agradece pela entrevista, e aproveita para pedir a todos os leitores que fiquem ligados nas novidades do canal Rock Made In Brasil (facebook.com/rockmadeinbrasil), mantido pela RMB Produções, que está prestes a anunciar um evento que unirá bandas novas baianas (incluindo a Lo Han) com bandas nacionais consagradas. Por fim, aproveitem esse espaço final para qualquer comentário adicional...

LET'S ROCK ;)

Conheça o som da banda Lo Han:

Site oficial:
http://www.lohanband.com




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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