Avantasia: a importância de Sascha Paeth nas turnês

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Vitor Chaves de Souza, Fonte: Avantasia.com.br, Tradução
Enviar correções  |  Comentários  | 

Em entrevista exclusiva ao site MealBlast.net, o guitarrista, compositor e produtor Sascha Paeth (AVANTASIA, HEAVEN'S GATE) contou o seu papel para reunir os músicos do AVANTASIA e tornar possíveis as turnês mundiais. Entre outras coisas, disse ainda que o álbum Angels Cry, do ANGRA, é um dos seus trabalhos de produção do qual ele mais se orgulha. Confiram!

5000 acessosThe Angra Years: Tour com Falaschi, Priester e Laguna5000 acessosHalloween: dez clássicos do Heavy Metal para curtir a data

Metal Blast: Sascha, obrigado por nos oferecer um pouco do teu tempo nesta entrevista! O último álbum do AVANTASIA, The Mystery of Time, foi muito bem recebido pela crítica. Como ele se comporta em relação aos álbuns anteriores?

Sascha Paeth: Trata-se de uma produção mais “fantástica”, com mais orquestra e teclado. Parece-se com uma trilha sonora, enaltecendo a estória no aspecto do rock opera, uma escolha feliz para o álbum. Além disso, o álbum possui uma personalidade única.

Metal Blast: Sabemos que você é um fã do rock dos anos 70. Mesmo sendo um álbum de metal, The Mystery of Time tem influências do rock. Isso é influência tua?

Sascha Paeth: Tobi (Tobias) e eu trabalhamos juntos nas canções e arranjos, a ideia é dele, eu apenas toquei algumas coisas na guitarra. É claro que eu sugeri algumas coisas, há influências. Mas o Tobias tem influências do rock dos anos 70 também. Eu penso que tudo aconteceu naturalmente, fazemos as coisas como gostamos, nada foi planejado.

Metal Blast: Tobias te “culpa” pelas turnês do AVANTASIA, no sentido de que não era algo que pudesse acontecer, mas ainda assim os shows continuam. Eu me recordo que eu adiei uma viagem para poder estar no primeiro show do AVANTASIA para não perder esta “oportunidade única”! Tobias está convencido agora?

Sascha Paeth: A primeira vez que conversamos sobre uma turnê foi antes mesmo do lançamento do primeiro álbum. Quando começamos a trabalhar nas músicas, eu lhe disse, “Vamos fazer isso!” sobre tocar ao vivo, mas, mesmo ele concordando que as canções soariam muito bem ao vivo, ele disse que não seria possível. Eu retruquei, “Por que não? Vamos tentar. Se você quiser, acontecerá. As pessoas provavelmente gostarão da ideia, haverá uma variedade de cantores, não será chato. Será como uma excursão de escola, com pessoas que gostamos, talentosas. Nós podemos juntar a banda com todas estas pessoas e tocar tudo o que quisermos. Será ótimo!” E finalmente isso aconteceu. Ele não me “culpa” mais. (risos) Originalmente, quando decidimos criar o AVANTASIA, Tobias me incumbiu de reunir a banda. Obviamente, eu reuni as pessoas que eu conhecia e gostava. Isso é importante para mim. Para este tipo de trabalho, não podemos escolher qualquer um. É necessário escolher pessoas legais, com quem podemos conviver. E foi assim que eu fiz. Eu escolhi pessoas que eu conhecia há muito tempo: Robert Huneck-Rizzo, baixista na turnê Scarecrow World Tour, mas não está mais conosco (tornou-se professor de escola). O baixista agora é Andre Neygenfind, eu o conheço desde os 12 anos de idade, nós tivemos a nossa primeira banda juntos. Há muito tempo atrás... eu não quero dizer quantos anos... 30 anos! Eu conheço Miro Michael Rodenberg, tecladista, desde o primeiro ano de escola. Nós sempre tocamos juntos também. Eu conheço Oli Oliver Hartmann há certo tempo também, pois gravamos juntos, mas ele não é do meio círculo de convivência. Eu trouxe Amanda Somerville pois, apesar de ser americana, ela vivia na minha cidade. Também trabalhos juntos por algum tempo. Além deles, o cantor Thomas Rettke, que faz backing vocals em algumas músicas e também lidera outras, é o vocalista do HEAVEN’S GATE, minha antiga banda. Ele é um cantor incrível e ele não fazia concertos há mais de 14 anos, desde que o HEAVEN’S GATE terminou. Eu acho que ele continua arrebentando, como ele fez ontem nos ensaios! Então, eu tentei reunir as pessoas que eu gostava, ficou como uma pequena família. O pacote todo é de amigos que podem tocar música juntos. Nós não somos como uma banda que tem que sair em turnê e promover a si mesma e fazer todos os shows possíveis porque precisam... nós fazemos isso porque queremos! Planejamos a turnê, uma boa turnê, com bons shows e tudo é excelente. Viajamos pelo mundo em boas condições, tocamos para um número razoável de pessoas, geralmente os shows lotam, a recepção é fantástica. O que mais nós podemos desejar?

Metal Blast: Quanto tempo é necessário e quão difícil é para colocar a banda na estrada?

Sascha Paeth: É necessário começar a trabalhar um ano antes de iniciar a turnê. Das primeiras ideias até a realização da turnê, é necessário este um ano de trabalho. Talvez seria possível realizar em meio ano, mas eu acho que não. Primeiro, é necessário unir o pessoal e agendar os compromissos. Talvez algumas complicações com a disponibilidade dos músicos apareçam. Talvez é necessário adiar algumas datas, substituir músicos. Nada funcionará até que tudo esteja encaixado.

Metal Blast: Além de músico e compositor, você é produtor. O que mais te representaria?

Sascha Paeth: É difícil dizer o que me representa, pois quando estou fazendo algo, eu penso no momento, “Ótimo! É isto o que eu quero fazer! Isso é bacana e eu gosto disso!” Penso que esta variedade me representa. Vejo-me mais como um músico ao invés de um técnico. Porém, eu também faço trabalhos técnicos, afinal eu tenho capacidade para fazê-los e é divertido. Entretanto, vejo-me de um jeito mais artístico, alguém que cria música.

Metal Blast: É difícil “produzir” a si mesmo?

Sascha Paeth: Não mais. Eu já fui mais crítico, mas hoje, quando eu me produzo, eu apenas produzo. Eu não me importo mais. Quando eu me gravava há 10 ou 15 anos atrás, eu buscava a perfeição, o que me fazia perder um pouco o aspecto emocional. Hoje em dia, quando eu me gravo, eu uso demos e materiais de ensaio que acabam indo para o álbum. Eu pensava que quanto mais perfeito melhor. Mas não é assim. Deve haver um material bruto, mas não podemos perder tempo com ele. Temos que ter uma certa habilidade para saber deixar algo. Com a idade ficamos mais experientes, sendo mais fácil decidir pelo o que está bom e o que deve ser deixado de lado.

Metal Blast: Enquanto produtor, qual é o trabalho do qual você se orgulha mais?

Sascha Paeth: Há diversas coisas que eu fiz e que das quais eu me orgulho. Eu comecei com o primeiro ANGRA, Angels Cry, há muito tempo atrás. Foi um disco de ouro, logo no início da minha carreira de “produtor”... ou “arranjador”, pois eu também fiz alguns arranjos e gravações na ocasião. Eu ainda não mixava. Há, também, VIRGO, que eu fiz com o André Matos. O primeiro AVANTASIA, depois The Scarecrow... Há algumas coisas das quais eu poderia dizer que estou orgulhoso.

Metal Blast: Há alguma chance de vermos o mundo de AINA novamente?

Sascha Paeth: Você quer dizer, ao vivo?

Metal Blast: Não, apenas o novo álbum.

Sascha Paeth: Nós conversamos sobre isso... É um pouco complicado. Veremos se acontecerá novamente. Eu não posso dizer, não há planos definidos.

Metal Blast: O que você está fazendo agora? Alguma coisa além do AVANTASIA?

Sascha Paeth: Honestamente, eu conclui algumas coisinhas. Eu trabalhei no EP do ASRI. Agora, estou trabalhando em um álbum do CRIMES OF PASSION, uma banda da Grã-Bretanha. Eles trocaram o nome e se chamam COPUK hoje em dia. Estou trabalhando também com uma cantora siciliana, não se trata de um álbum de metal, apesar de que eu acho ser possível divulgá-lo no cenário do metal... é mais clássico, ela é soprano. Estamos fazendo de um jeito mais pop, uma boa mistura. Está ficando interessante. Então, sim, estou trabalhando em algumas coisas.

Metal Blast: Sascha, muito obrigado por ceder o teu tempo nesta entrevista. Sendo um grande fã do AVANTASIA, foi um enorme prazer para mim!

Sascha Paeth: De nada! Curta o show!

Metal Blast: Sascha levou o meu álbum The Mystery of Time Limite EARBook Edition para o camarim e todos os membros do AVANTASIA o autografaram! Isso mostra como o Sascha é bacana!

Tradução: Vitor Chaves de Souza
Fonte: Avantasia.com.br http://site.avantasia.com.br/post/95019248695/sascha-paeth-sobre-as-turnes-do-avantasia-e-outros
Entrevista original: MetalBast.net
http://www.metalblast.net/interviews/sascha-paeth-avantasia-...

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

The Angra YearsThe Angra Years
Tour com Falaschi, Priester e Laguna

1230 acessosAndre Matos: turnê do álbum Holy Land chega ao Roça 'n' Roll916 acessosKiko Loureiro: entrevista para a Rock Master1259 acessosMarcio Guerra: A performance de Falaschi e Tarja no RIR 20111629 acessosAngra: em vídeo, primeira parte das composições para o novo álbum0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Angra"

Carnaval 2016Carnaval 2016
Angra, Sepultura e Carlinhos Brown tocando Kiss

Orgulho NacionalOrgulho Nacional
As capas mais bonitas por artistas brasileiros

Dave MustaineDave Mustaine
Se rasgando em elogios para Kiko Loureiro

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 20 de agosto de 2014

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Avantasia"0 acessosTodas as matérias sobre "Angra"

HalloweenHalloween
Dez clássicos do Heavy Metal para curtir a data

Ozzy OsbourneOzzy Osbourne
"O Rio de Janeiro é uma porra duma merda!"

TraduçãoTradução
O clássico Somewhere In Time, do Iron Maiden

5000 acessosLemmy: "as pessoas se tornam melhores quando morrem"5000 acessosAs I Lay Dying: "90% das bandas gospel fingem fé pra vender mais"5000 acessosAxl: chatice e as estranhas festas para impressionar o Metallica5000 acessosDeuses do Rock: o tempo passa para (quase) todos eles5000 acessosLemmy: Jon Lord, ser uma lenda e a descrença na humanidade5000 acessosSammy Hagar: ego fora de controle ou mentiroso descarado?

Sobre Vitor Chaves de Souza

Vitor Chaves de Souza é apreciador de Hard Rock. Acompanha, traduz e divulga novidades e materiais, principalmente, do rock europeu. Dentre os seus favoritos, destaque para artistas e bandas alemãs.

Mais matérias de Vitor Chaves de Souza no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online