Epica: "O Brasil é o melhor em fazer caipirinhas"

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Por Guilherme Niehues, Fonte: Horns Up
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A HORNS UP realizou um bate papo com o vocalista e guitarrista Mark Jansen do EPICA via Skype, onde conversamos sobre o novo álbum "The Quantum Enigma", sobre o Brasil e muito mais. Confira abaixo a entrevista.

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HORNS UP - O novo álbum "The Quantum Enigma" fora lançado em 2 de maio. Você poderia explicar um pouco sobre o conceito utilizado nesta obra de arte, liricamente falando?

MARK - Claro, liricamente é sobre o conceito do "The Quantum Enigma" (Enigma Quântico). É sobre a prova cientifica que surgiu em um experimento famoso e sobre o qual o cientista descobriu que quando você observa as partículas, você as influência. Portanto, você não consegue observar sem influenciar. E é algo muito estranho porque isso significa que você nunca saberá como as coisas se comportam sem observá-las. E como somos feitos - nossos corpos e universo - são feitos destas partículas, e você pode se perguntar "o que pode significar para o mundo ao redor de você?" e se "tudo continua da mesma forma como observamos?". Se nós não observássemos, talvez tudo seria completamente diferente. Tudo o que vemos acerca disso, é uma ilusão da mente ou realmente existe, mesmo sem o conceito da observação? E este é o conceito do álbum e das letras presentes em "The Quantum Enigma", tudo está ligado a este tema.

HORNS UP - "The Quantum Enigma" possui uma incrível arte. Quais foram as inspirações para criar esta arte além do tema lírico presente no álbum?

MARK - As artes são de Stephan Heilemann, e nós o demos todas as letras, e ele é muito bom em interpretar o que elas querem dizer. Demos a ele toda a liberdade, e ele surgiu com o desenho bem da forma como o vejo. Nós não precisamos mudar nada que não tivéssemos gostado, e isso que ele pôs na capa é como uma montanha. E essa é a montanha de coisas que conhecemos, que nós vemos. Abaixo da superfície existem várias coisas acontecendo. Por exemplo, de longe é possível entender todo o contexto, mas não é a mesma coisa que estar presente para entender os mínimos detalhes. Acho que é isso que queremos retratar com esta arte, de que é preciso ir além e ser mais detalhista para se ter conhecimento além do alcance.

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HORNS UP - Um lado mais pesado é apresentado neste novo álbum. Quando vocês começaram a gravar o álbum, era o resultado que vocês esperavam?

MARK - Quando iniciamos o processo de criação do álbum, algumas coisas nós sabíamos de certeza e que queríamos um álbum com melodias mais fortes. Porque entendemos que a música "Cry for the Moon" é amada pelo nosso público porque possui uma melodia forte e que acaba ficando na cabeça da pessoa. Basicamente era isso que queríamos, mas também criar um álbum mais pesado. Entendemos também que no passado, as guitarras elétricas não soavam como poderiam soar, então realizamos algumas coisas diferentes e é o motivo por trabalhar com Jacob Hansen. Felizmente, Jacob soube como retratar o que queríamos e tudo se encaixou perfeitamente.

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HORNS UP - Quais mudanças você considera importante para o Epica até então? Vocalmente falando! A voz de Simone mudou desde o inicio da carreira, saindo de um "lirico", como é observado em Cry for the Moon e entrando em um novo estilo de vocal mais direto.

MARK - Não temos conhecimento de que mudança isto, tudo ocorreu de forma natural. Simone canta o que for melhor para ela, sempre. Portanto, quando escrevemos uma música, ela trabalha as linhas vocais conosco e nós decidimos o que é melhor, como um time. As linhas de vocais são criadas para se encaixar da melhor maneira possível na música. Nunca é uma decisão consciente de mudar, por exemplo, nós apenas utilizamos uma maneira mais natural de compor nossas músicas.

HORNS UP - O seu projeto MaYaN possui características mais pesadas que o Epica e também lançou um álbum antes do "The Quantum Enigma". Você acha que sua maneira de criar, compor e gravar utilizada em seu projeto paralelo pode ter influenciado neste novo álbum do Epica?

MARK - Na verdade, é como se fosse o contrário. O modo como trabalhamos com o Epica mudou um pouco o nosso processo com o MaYaN, uma vez que iniciamos primeiro o trabalho do novo álbum do Epica. Mas, o novo álbum do MaYaN fora escrito, gravado e lançado mais rapidamente do que o "The Quantum Enigma". Posso dizer que, foram duas maneiras distintas de se trabalhar, apesar de utilizarmos o mesmo estúdio, mas com o Epica tivemos muito mais tempo para trabalhar.

HORNS UP - Para você em particular, é difícil manter dois projetos ativos ao mesmo tempo? Levando em consideração que ambos lançaram álbuns quase no mesmo período?

MARK - Claro, as vezes é difícil devido a grande carga de trabalho, mas também é desafiador e, ambas as bandas me dão bastante alegria e me permitem realizadas várias coisas de uma maneira distinta. Por exemplo, no MaYaN eu apenas foco nos vocais, o que é bastante diferente de estar no palco como vocalista e guitarrista. Logo, eu preciso destes dois mundos distintos para me manter focado no Epica. E as vezes me pergunto: "por que iniciei todos estes projetos?", mas faz parte de ter uma carga de trabalho a mais, sempre existirá seus altos e baixos.

HORNS UP - O que podemos esperar este ano para o Epica? Provavelmente teremos várias turnês e festivais para promover o novo álbum, certo? E alguma chance de visitarem o Brasil?

MARK - Com certeza. Primeiramente iremos realizar todos os festivais de verão na Europa, de Junho até Agosto. Logo após iremos para o México e Colômbia, e então iremos para o Estados Unidos. E ainda teremos um turnê pela Europa para então chegarmos a Argentina, Chile, Brasil. Por fim, pretendemos chegar na Asia, Austrália, Nova Zelandia e depois disso não sabemos (risos).

HORNS UP - Existindo Brasil nesta relação já é uma ótima noticia para nós. O novo álbum do Epica contém algumas músicas bônus, acústicas e outros materiais além do próprio CD. Portanto, podemos esperar algum outro tipo de material, seja um single, álbum ao vivo ou etc?

MARK - Sim, logo iremos gravar mais um vídeo, porém ainda não decidimos qual música será, então ainda não tenho total certeza. Por enquanto não sabemos - além do vídeo - se existirá outro material, mas em breve saberemos se devemos lançar algo novo ainda esse ano.

HORNS UP - Em 2010 tive a oportunidade de vê-los ao vivo e foi um grande show. A cada vez que vocês passam pelas terras tupiniquim vocês conquistam mais e mais fãs. O que você acha do Brasil em geral e do público aqui?

MARK - Brasil é um dos melhores países para tocar. Em São Paulo tivemos um grande público, assim como no Rio de Janeiro, onde cada vez fica melhor para nós. É um grande país, e nós sempre nos desculpamos com muitos fãs, pois por exemplo, não conseguimos tocar em Brasilia ou outras cidades do qual gostaríamos. Vocês possuem os melhores jogadores do mundo, como por exemplo, Romário e Ronaldo, sendo este último o melhor jogador que já vi em campo. Talvez a Holanda faça uma boa campanha nesta copa do mundo, mas não tenho certeza, eu acho que a Espanha e Chile possuem um time melhor que a Holanda. O Brasil é o melhor em fazer caipirinhas, e eu preciso dizer que, eu sei de tudo isso porque minha ex-namorada era brasileira (risos), portanto experimentei ótimos churrascos com caipirinhas. Acredito que eu conheça um pouco o Brasil (risos).

HORNS UP - Há um tempo atrás "The Classical Conspiracy" foi gravado seguindo os mesmos moldes de "Retrospect", porém não fora filmado. Por que? Poderia ser uma ótima maneira de presentear os fãs naquela época.

MARK - É uma longa história, o "The Classical Conspiracy" foi gravado na Hungria, e nós não tínhamos toda a liberdade para realizar o que queríamos, pois era um festival e eramos convidados. Sendo assim, não tínhamos a possibilidade de gravar um DVD, mas tínhamos a possibilidade de gravar o áudio, por isso este lançamento fora um álbum ao vivo e não um DVD. Todavia, quando falamos de "Retrospect" tivemos toda a liberdade, pois era o nosso show, o tempo parecia certo e realmente corremos atrás de tudo para que tudo fosse perfeito. E quando você tem liberdade de fazer tudo o que necessita fazer, as coisas ficam mais fáceis e o resultado final é incrível.

HORNS UP - Certo. Então, quem sabe não precisamos esperar novamente dez anos para apreciarmos uma grande celebração como "Retrospect"?

MARK - Eu espero que não, pois existem várias músicas que gostaríamos de incluir em um DVD, como por exemplo, "Kingdom of Heaven", que é uma música que não esta em "Retrospect". Agora acredito que essa celebração acontecerá mais rapidamente.

HORNS UP - Esperamos também que esta celebração não fique somente na terra natal do Epica!

MARK - Bem, adoraríamos levar esta celebração para outros lugares do mundo, porém envolve mais de 400 pessoas, patrocinadores e acaba ficando algo caro de se fazer. A orquestra, por exemplo, precisa ensaiar e a banda também, algo que demora mais de uma semana. É uma organização complexa, mas que não vejo o porque não acontecer. É preciso muita conversa e receber um sinal verde dos países e envolvidos, mas quem sabe, certo?

HORNS UP - Mark, eu gostaria de agradece-lo por seu tempo. Eu desejo tudo de melhor para o Epica e MaYaN. Por favor, sinta-se a vontade para enviar uma mensagem a todos os fãs brasileiros. Espero vê-los em breve o mais rápido possível. Continue o ótimo trabalho e uma ótima noite.

MARK - Muito obrigado. E minha mensagem é que eu amaria que as pessoas gostassem de "The Quantum Enigma". Eu mesmo ouvi o álbum várias e várias vezes, e isso é algo único pois não ouço minha própria banda. Este álbum é algo único, algo magico e que eu continuo a ouvir. Espero que as pessoas tenham paciência até voltarmos ao Brasil, e com certeza teremos novamente uma ótima interação. Mal posso esperar. Até breve!

* Logo iremos disponibilizar o áudio na íntegra na Horns Up para que seja possível ouvir a conversa.

* Um agradecimento em especial a nossa colaboradora Melina Bontempo que gravou o áudio e também nos ajudou com algumas perguntas!




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