Orphaned Land: "Não importa de onde somos ou quem somos..."

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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Uma das bandas mais interessantes dos últimos tempos (apesar de uma carreira de mais de duas décadas), estará desembarcando no Brasil para uma pequena turnê de quatro shows aqui (Rio de Janeiro, São Paulo, Varginha (no já clássico Roça n' Roll), e São Bernardo do Campo). E ainda com seu novo disco, "All is One", recém saindo do forno. Para falar sobre tudo isso conversei com o novo guitarrista (e uma série de outros instrumentos) Chen Balbus, que, apesar de pouco tempo de banda, já demonstra total entrosamento com as ideias do Orphaned Land. E Chen ainda fala sobre a cena musical em Israel, suas maiores influências, tornando esta uma entrevista bem interessante. Confiram...

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Vicente - Vocês voltarão a tocar aqui no Brasil em maio e junho. O que você espera destes novos shows aqui?

Chen Balbus - Eu acredito que vai ser uma experiência bastante interessante, Desde que anunciamos a turnê sul-americana recebemos uma grande quantidade de mensagens de fãs que se mostraram ardorosos e dedicados. Tenho certeza de que vamos nos divertir.

Vicente - E o que os fãs daqui podem esperar do Orphaned Land?

Chen Balbus - Vamos sempre levar a nossa mensagem de que a música é uma linguagem universal e pode unir a todos. Devido ao lançamento do nosso novo álbum "All Is One '- Podemos até tocar algumas músicas novas para os fãs.

Vicente - Para você, quais são as músicas que nunca podem ficar de fora de um show do Orphaned Land? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?

Chen Balbus - 'Norra El Norra' eu diria que é aquele tipo de música que a platéia fica apenas esperando ouvir as primeiras palavras para cantar junto. Sobre as novas músicas que certamente entrarão no setlist, "All Is One", uma vez que é a faixa-título do novo álbum, e "The Simple Man", que é uma canção feliz e, mesmo assim, pesada.

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Vicente - Vamos falar sobre o seu próximo álbum, "All is One". Como foi a gravação e as composições deste álbum?

Chen Balbus - O processo de composição começou com todo o tipo de músicas que foram gravadas por telefone celular ou apenas uma gravação rápida no computador para entender as notas básicas e o ritmo, e, eventualmente, gravadas também músicas completas de uma maneira mais organizada no meu home studio. Finalizamos toda a pré-produção e, finalmente, fomos para os estúdios.

O álbum foi gravado em três países (Israel, Turquia e Suécia), o que mostra de certa forma a idéia de nossa abordagem para a música.

Trabalhamos com mais de 40 pessoas para gravar o álbum que incluiu novos elementos ao estilo Orphaned Land, como um coro de 20 cantores, 8 músicos de uma orquestra da Turquia, Flauta, Percussões. E muito mais.


Vicente - Para você, qual é a maior diferença entre "All is One" para os outros álbuns do Orphaned Land?

Chen Balbus - "All is One" é, de certa forma, um álbum muito mais fácil de ouvir e mais amigável para a platéia. Posso dizer que está até mesmo mais "grudento", com riffs e arranjos de música com uma assimilação mais fácil.

Para o conceito e elementos líricos - a idéia que sempre tivemos ao longo dos anos, da unidade e da fraternidade entre as pessoas, está mais focado e enfatizado neste álbum.

Vicente - Conte-nos um pouco sobre as letras em "All is One", qual é a mensagem que o banda tenta passar para seus fãs?

Chen Balbus - Neste álbum, a mensagem é muito clara, pelo menos para mim a partir do título e da capa, "All is One" - Nós todos somos iguais e nem sempre conseguimos ver que, não importa de onde somos ou quem somos, todos somos um.

Vicente - A música do Orphaned Land é de difícil descrição. Esta é a proposta desde o início, fazer um som que não têm qualquer tipo de limitação de estilo, e, com isso, terem a liberdade de fazer tudo o que vocês querem?

Chen Balbus - Nós estamos constantemente explorando vários sons e instrumentos relacionados à nossa cultura de alguma forma. Nada nunca nos impediu de tentar novos elementos dentro de nossa música e isso que acredito ser um grande diferencial nosso. Nós nunca tentamos seguir o mercado existente, a fim de levantar as vendas dos discos.

Vicente - Como é a cena em Israel para o Rock e Metal?

Chen Balbus - A cena do metal em Israel vem crescendo e crescendo ao longo dos anos,

Eu sei que duas bandas de Metal de Israel conquistaram o primeiro lugar no Wacken Metal-Battle, Bandas internacionais de maior renome estão vindo para Israel e os "metalheads" estão por toda parte.

Vicente - Quando você começou na música, quais foram suas maiores influências, que te inspiraram a ser um músico profissional?

Chen Balbus - Eu nunca segui muitos músicos em minha curta existência, eu aprendi sobre o Metal através dos Clássicos (Metallica, Megadeth, etc) e no meu caso – com o Orphaned Land também. Isso devido à exploração de sons, instrumentos e elementos que eu uso hoje em dia dentro de nossa música.

Vicente - Em poucas palavras, o que você acha sobre essas bandas:

Moonspell: Eu os vi ao vivo uma vez – Pareceu muito bom

My Dying Bride: Nunca escutei a sua música realmente.

Opeth: Se Orphaned Land fosse da Suécia – seriamos chamados de "Opeth"

Metallica: a banda mais importante da minha carreira musical

Porcupine Tree: Gênios - grande influência para mim

Vicente - Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que curtem o som do Orphaned Land

Chen Balbus - Na expectativa de ver todos vocês em nossa turnê sul-americana! Felicidades e lembrem-se: "All is One"!




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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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