Profetika: Sintam o peso do Amapá com esta banda

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Por Rafael Marinho da Paz, Fonte: Galera do rock
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Uma banda que representa muito bem o thrash metal no Amapá. Os caras entraram em hiato, mas voltaram. Pelo que parece o amor pela música as vezes fala mais alto. E eles estão fazendo barulho novamente, desde o fim do ano passado. Bom, estou falando da banda Profetika, da qual tive a oportunidade de conversar um pouco com o vocalista Michel Lawrence, e ele me falou um pouco da história em si do grupo e algumas outras coisas.

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Rafael: Quando começou a banda

Michel: Começamos em maio de 2008 mas era uma ideia minha e do meu irmão e baterista da banda, Tato, que vinha sendo amadurecida há um ou dois anos antes.

Rafael: Quem são os integrantes da banda e como surgiu o nome Profetika?

Michel: Hoje a profetika possui cinco integrantes: Michel Lawrence (vocal), Tato Silva (bateria), Felippe Keleb (baixo), Jaime Lopes e Júnior Baima (guitarras). O nome da banda costuma ser associado ao White metal, mas essa não é a nossa ideia, na verdade ele expressa nossa vontade de alertar para a destruição que nós mesmos seres humanos estamos levando o lugar em que vivemos devido às guerras, poluição e falta de respeito de um para com os outros, desvalorizando a vida e sua própria existência.

Rafael: E as influencias da Profetika, de modo geral?

Michel: De modo geral nossa influência é o Thrash Metal, porém cada um tem suas preferências. Talvez isso nos ajude a moldar um som calçado no Thrash, mas que trás uma ou outra vertente aqui e ali, já quando falamos de bandas que nos influenciam as que logo vem à mente são: Slayer, Lamb of God e Pantera.

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Rafael: Vejamos que a banda ficou por um tempo sem lançar musicas e, em hiato. Quais dificuldades pesaram?

Michel: É verdade, e todos os integrantes das bandas tem outras ocupações, trabalho, estudo, etc. E como se sabe, viver do Heavy Metal no brasil é algo complicado e se tratando de Amapá mais ainda, por isso não podemos muitas vezes nos dedicar como gostaríamos, além disso tem o fato de tudo que lançamos até agora foi de forma independente e isso significa tirar do próprio bolso. O que custa muito e nem sempre é possível.

Rafael: O que levam de positivo com o que aprenderam?

Michel: Que não podemos esperar nada de ninguém. Se quisermos levar nossa música adiante temos que correr atrás, não dá pra ficar esperando alguém aparecer pra ajudar porque dificilmente irá.

Rafael: Vocês planejam lançar algo novo? CD, EP, SINGLE?

Michel: Os planos são muitos assim como as dificuldades, mas estamos em fase de pré-produção de novas músicas e a ideia como sempre é gravá-las, lançar um EP com cinco faixas e quem sabe um clipe pra mostrar a cara da banda com mais força.

Rafael: Como você analisa o cenário atual do metal brasileiro?

Michel: O cenário é sem dúvida muito promissor, público e bandas já deram mostra de que o metal brasileiro deve e merece ser respeitado. Temos bandas incríveis espalhadas nos quatro cantos do país e um público que comparece aos shows. Mas ainda vivemos na cultura do pagode, axé, carnaval, sertanejo universitário, e recentemente o tecnomelody; explodindo no Brasil. Sem deixar de citar os pops enlatados dos americanos. Claro que todos tem seu espaço e mesmo não gostando temos que respeitar, mas a mídia precisa enxergar que não é só disso que vive a música brasileira e que não basta ligarmos um computador pra sair fazendo música... Temos grandes músicos no metal que merecem ser reconhecidos e que não devem nada para os de fora do país.

Rafael: E as redes sociais para uma banda? Qual a importância delas?

Michel: Hoje as redes sociais exercem um papel fundamental na vida de qualquer banda independente pois é barato e de fácil acesso, com elas fica mais fácil divulgar o trabalho, levar as novidades para quem interessar. Postar nossas músicas e interagir com outras cenas, estabelecer intercâmbios. Enfim, uma grande ferramenta que muitas vezes é pouco explorada pelas bandas, pois exige um mínimo de preparo para que realmente seja eficaz.

Rafael: E a agenda de shows da Profetika?

Michel: Bom, inicialmente temos um show marcado para 4 de maio no Mazagão, mas a agenda pode mudar rápido (risos), (Sic) de repente aparece algum convite e estamos aí (risos).

Rafael: Quais as dicas você pode dar pra galera jovem, que quer fazer música?

Michel: A primeira coisa é fazer bem feito, não importa o tipo de som se é bem elaborado ou não, mesmo que seja simples, procure fazer bem feito... Tomar o cuidado de não tentar fazer algo que vá além das suas limitações. (Sic) Acho que o som da banda evolui e cresce junto com os músicos e isso se adquire com o tempo, a não ser que a banda já inicie com músicos experientes, falo isso em respeito ao público que é exigente e quer ouvir coisas boas. Aqui no Amapá tá cheio de coisas boas, mas claro que também há muita coisa ruim, normal em toda cena.

Rafael: E os planos para o decorrer do ano?

Michel: São muitos, sabemos das enormes dificuldades mas os planos iniciais são de gravar um novo EP e um videoclipe. E depois quem sabe voltar a viajar pra levar nossa música a outros lugares.

Rafael: Valeu, muito obrigado. Até a próxima!

Michel: Por nada. Eu que agradeço pelo espaço!

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Sobre Rafael Marinho da Paz

Nascido em 1993, sou back vocal e guitarrista da Bob do Rock. Posso dizer que sou contestador e sempre tenho metas em minha vida. Estudando para que no futuro me torne um jornalista especializado em música. Embora tenho preferência pelo Heavy Metal, desde muito cedo especificamente com 10 anos de idade, passei parte da adolescência aficionado pela banda Red Hot Chilli Peppers. Além disso, sempre acompanho outros grandes nomes do rock como, Dead Kenedys, Bullet For My Valentine, Suicide Silence, entre outras. Tenho um blog em que busco um só objetivo: Mostrar que existe rock de qualidade em nosso país. Pois é dessa forma que sigo na missão de mostrar bandas existente no meio underground.

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