Pentacrostic: um dos pilares do Doom/Death Metal nacional
Por Vicente Reckziegel
Fonte: Witheverytearadream
Postado em 07 de março de 2013
A história do Pentacrostic se confunde com a história do Doom/Death Metal nacional, pois fui uma das precursoras do estilo em nosso país. Um estilo que nem sempre tem o reconhecimento devido, ficando muitas vezes longe dos veículos de comunicação. Mas isso não interfere na paixão pelo gênero, nestes quase 25 anos de carreira da banda paulista. Nessa entrevista com o Baixista/Vocalista/Fundador Marcelo Sanctum ele faz uma retrospectiva completa da carreira da banda, sem "papas na língua", o que fez desta conversa um grande apanhado de lembranças e já visualizando o futuro da banda. Confiram...
Vicente - Bom, para começar, qual a avaliação que você faz da trajetória da banda até este momento?
Marcelo Sanctum - Pentacrostic é uma banda que vem crescendo muito musicalmente desde o inicio de carreira, e muito respeitada no underground porque sempre tocamos o que realmente curtimos sem precisar impressionar ninguém .
Vicente - Tudo começou com a Demo "Welcome to the Suffering". Conte-nos como foi esse inicio para a banda?
Marcelo Sanctum - Decidimos gravar essa demo em 1991 na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais), na época tínhamos muito contato com o pessoal das bandas de lá e foi ai que o falecido Oswaldo (vocal do SexTrash), nos deu total apoio para que a gente conseguisse realizar esse trabalho, não tínhamos nada na época e ele conseguiu nos acomodar em sua casa e pegou emprestado equipamento com o pessoal das bandas para a gente gravar, se não fosse ele não teríamos conseguido. Foi um grande irmão, graças a ele o Pentacrostic conseguiu se destacar no underground, pois as coisas naquela época eram muito difíceis, e teve ate participação dele na demo, os gritos de agonia na intro foi ele quem fez.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Vicente - Daí surgiu o primeiro disco "The Pain Tears". Como foi a experiência de gravar o primeiro álbum? Rolou tudo como esperavam?
Marcelo Sanctum - Após gravar essa demo as portas se abriram e a Hellion se interessou em lançar o primeiro trabalho em vinil ainda na época, e voltamos mais uma vez para BH para gravar, não tínhamos muito tempo de gravação em estúdio, pois foi a gravadora Hellion que estava bancando tudo para nós, então corremos contra o tempo e fizemos o máximo que agente podia para assim poder lançar algo no Brasil que fosse uma revolução e no final deu tudo certo.
Vicente - Esse disco hoje em dia tem o status de clássico do gênero Doom/Death Metal. É um orgulho ser influência para as novas bandas do estilo que surgem hoje em dia no Brasil?
Marcelo Sanctum - Sim com certeza esse trabalho se tornou um clássico e claro que é um grande orgulho para a gente ver que muitas bandas foram influenciadas, já cheguei a ver muitos colocarem o nome de sua banda, zines, rádios etc usando os temas de nossas letras.
Vicente - Em 1996 vocês lançaram "De Profundis", que consolidou de vez o nome da Pentacrostic no cenário nacional. Como foi a composição deste disco?
Marcelo Sanctum - Foi um grande desafio compor esse álbum, na época acabei criando tudo sozinho porque a formação tinha mudado totalmente e como tínhamos contrato assinado com a Hellion, estava na hora de lançar algo novo e mais uma vez corremos contra o tempo, pois não dava mais para esperar e, como eu falei, foi tudo muito corrido, estávamos gravando e fazendo shows ao mesmo tempo, foi uma loucura, mas conseguimos superar.
Vicente - "Moments of the Afflictions" foi o terceiro disco. Qual seria a principal diferença dele para os discos anteriores?
Marcelo Sanctum - Acho que é um álbum mais trabalhado, onde tivemos mais tempo em estúdio para gravar, viajamos mais na gravação e a sonoridade dele é mais cadenciado .
Vicente - E por fim, em 2009 surgiu "The Meaning of Life", um álbum que trouxe um som muito mais brutal, retornando com força as raízes Death Metal da banda. Foi um ato consciente o disco sair com essa sonoridade?
Marcelo Sanctum – Sim, foi um ato consciente. Queria lançar algo mais brutal, pois sempre estou pensando em fazer alguma coisa diferente, queria mais energia, mais desafio, e foi ai que criei mais uma vez tudo sozinho, infelizmente, pois a formação era outra também.
Vicente - E como foi a resposta dos fãs para "The Meaning of Life"?
Marcelo Sanctum - Foi ótima a resposta dos fãs, até mais do que eu esperava, tivemos muitos elogios e com esse álbum chamamos a atenção da gravadora HELLDPROD. da Holanda onde assinamos contrato e acabamos de gravar um EP com o titulo de "EMANATION FROM THE GRAVE", que vai ser lançado somente lá fora, também foi lançado em 2010 pela Helldprod uma coletânea de 21 anos de carreira da banda contando toda a historia com o titulo de "THE PAIN YEARS".
Vicente - E quais são os principais objetivos da banda para 2013?
Marcelo Sanctum - Queremos em 2013 fazer muitos shows e se preparar para um novo álbum também.
Vicente - Você acredita ser mais complicada uma exposição na mídia para quem toca Doom/Death Metal, em detrimento dos demais estilos?
Marcelo Sanctum - Acho que não tem espaço pra todo mundo, depende de cada um o limite que quer alcançar. Claro, se você monta uma banda e quer chegar a entrar na mídia, tem que batalhar muito e ter um pouco de sorte também.
Vicente - Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?
Marcelo Sanctum - Hoje em dia tudo é mais fácil, qualquer um que monta uma banda consegue fazer uma turnê lá fora e aqui, vai de cada banda, pois quem batalha mais consegue mais. Porém tem que mostrar a diferença. Eu não vejo hoje em dia banda nenhuma se destacando como nos anos 80, que muitas bandas fizeram e ficaram para a historia, hoje em dia tudo é mais fácil, mas ninguém consegue fazer a diferença, infelizmente ta faltando isso.
Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:
Paradise Lost: uma banda que já renegou o passado, não acho legal isso
My Dying Bride: muito foda o som no inicio e muito criativa, fez a diferença na época.
Morbid Angel: uma banda perfeita de Death Metal que fez e continua a fazer a historia.
Imago Mortis: uma banda que em nada me chama atenção e interesse de escutar o som.
Sarcófago: orgulho nacional, a maior banda do mundo. Ficou para a história do metal.
Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da Pentacrostic e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.
Marcelo Sanctum - Quero agradecer pelo espaço e a todos do underground que sempre nos apoiaram, pois estamos sempre na ativa, e posso garantir que sempre seremos uma banda underground. Todos que assistirem a um show do Pentacrostic irão ver um show cada vez mais produzido que o anterior, que todos apreciam com prazer o real Death Metal brasileiro, curtam mais e prestigiem mais os shows das bandas nacionais, não deixem de ir num show de banda nacional, principalmente de bandas dos anos 80, pois aqui temos as melhores bandas que fizeram e fazem a historia do metal. Quem deixa de prestigiar as bandas nacionais está perdendo, e muito, vendo a vida passar numa tela e quando decidir ver pode ser tarde demais, pois essas bandas poderão não existir mais e você não terá uma história para contar.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
O disco de metal extremo que é um dos preferidos de Rob Halford
Os álbuns do Nightwish que Tuomas Holopainen mais gosta e o que menos aprecia
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Bruce Dickinson relembra a luta de Nicko McBrain para tocar com o Iron Maiden após sofrer derrame
Os 5 músicos com quem Gene Simmons comprou algumas das maiores brigas de sua carreira
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
O instrumento que Paulo Miklos quis tocar nos Titãs e foi vetado na hora
O único segredo de Keith Richards para a longevidade no rock, segundo o próprio
O disco que resume o que é o Black Sabbath, na opinião de Rob Halford
Por que Renato Russo não gostava de estudantes barbudos, revolucionários e marxistas
Robert Plant e a banda que ele se ofereceu para tocar baixo
O hit dos Beatles que John Lennon odiava e melhor retrata seu período preguiçoso na banda

Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne
