Ecliptyka: em um processo de constante evolução

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
Enviar correções  |  Comentários  | 

Apesar de não ser exatamente uma banda iniciante, a Ecliptyka conquistou seu lugar no Metal nacional no ano passado, com o excelente “A Tale of Decadence”, disco onde demonstra seu som sem limites de gêneros e estilos, mas tudo com uma personalidade impecável. A banda tem em sua formação Helena Martins (Vocal), Helio Valisc (Guitarra)m Tiago Catalã (Bateria), Eric Zambonini (Baixo) e Guilherme Bollini (Guitarra, Vocal) que concedeu essa entrevista, onde fala um pouco mais sobre a banda Ecliptyka. E vamos esperar para ver o que o futuro reserva para eles...

5000 acessosMetallica: Bob Rock revela segredos do "Black Album"5000 acessosDi'Anno: "Harris é como Hitler e o Maiden é entediante!"

Vicente - Inicialmente, conte-nos um pouco sobre a trajetória de mais de uma década do Ecliptyka?

Guilherme Bollini - A Ecliptyka teve (e continua tendo!) uma trajetória árdua e complicada, como é comum no meio rock/metal no Brasil, mas muito alegre, promissora e cheia de conquistas! Estamos sempre crescendo, nos reinventando e tentando fazer o melhor no limite do nosso alcance.

Vicente - Vocês lançaram ano passado seu primeiro disco completo, “A Tale of Decadence”. Como foi a gravação do mesmo, rolou tudo como esperavam?

Guilherme Bollini - O processo de criação artístico nunca é algo possível de ser completamente planejado e previsto. A gravação foi demorada, complexa e difícil, mas só resolvemos lançar quando estávamos 100% satisfeitos e felizes com o resultado. Esse álbum é o nosso maior orgulho!

Vicente - E o retorno do pessoal e da mídia especializada é o que imaginavam?

Guilherme Bollini - Lançamos o trabalho primeiramente para nos agradar e nos satisfazer. O retorno que obtivemos foi muito positivo e algo muito além do que imaginávamos. A mídia foi positiva, mas o que importa são os fãs que conquistamos. Com certeza hoje, temos muito mais motivos para continuar mais fortes e empenhados por causa deles.

Vicente - De quem foi a ideia e quem foi o responsável pela capa do disco, pois a mesma é fantástica.

Guilherme Bollini - A idéia foi da banda e a concepção artística e dos elementos ficou a cargo do grande João Duarte, que é um ótimo profissional e amigo da banda e sempre trabalha com ótimos artistas.

Vicente - Para quem ainda não conhece a banda, quais seriam as músicas do disco que indicariam, aquelas que sintetizam perfeitamente o que é o som do Ecliptyka?

Guilherme Bollini - É difícil escolher uma, pois achamos que todas fazem parte da obra e temos um carinho especial por todas. Mas, as que englobam todos os elementos que utilizamos nesse primeiro disco podem ser a We Are The Same e Why Should They Pay.

Vicente - Vocês fazem um trabalho extremamente profissional em todos os sentidos. Esta é a proposta do Ecliptyka desde o principio?

Guilherme Bollini - A proposta sempre foi de fazer o melhor possível a todo custo. Se você tem isso em sua essência de trabalho, muita garra e dedicação, o resultado é sempre algo profissional, honesto e de alta qualidade. E acreditamos que o público sente e respeita isso.

Vicente - Vocês fizeram um grande vídeo para a música “We are the Same”. Conte-nos um pouco sobre a gravação do mesmo.

Guilherme Bollini - Apesar de muito cansativo, das muitas horas de planejamento e discussão, fazer um clipe é sempre algo muito divertido. Fizemos grandes amigos (Kairos Filmes), passamos bons momentos juntos e nos divertimos bastante, principalmente durantes os três dias de gravação, onde a atmosfera era leve e prazerosa. O que realmente nos impressionou foi o resultado e a resposta do público. Com certeza elevamos o patamar da banda por causa desse clipe.

Vicente - Talvez um novo álbum em breve? Quais são os próximos objetivos da banda?

Guilherme Bollini - Sim, com certeza. Estamos compondo material para um novo álbum e posso dizer que está brutal! Vamos aplicar tudo que aprendemos no primeiro e agora, com uma sonoridade e formação consolidada, estamos em nosso melhor momento. Estamos mudando um pouco o conceito da banda, evoluindo sempre e tenho certeza que vai causar um impacto considerável para o público. Também temos programado a gravação de um show ao vivo e, para o ano que vem, uma longa divulgação do novo disco.

Vicente - Uma coisa bacana na banda é que vocês passeiam por vários estilos musicais, desde o Power Metal até o Death Melódico, e mesmo assim as músicas soam com a cara da banda. Foi complicado chegar nesse estágio?

Guilherme Bollini - Muito obrigado. Foi algo que desenvolvemos com o tempo, durante a trajetória da banda. Criar uma identidade, algo novo, é muito difícil e nunca quisemos soar como cópia de algo. As influências emergem dos diferentes membros da banda que possuem particularidades e gostos, além de formações musicais, diferentes. Compomos muito juntos e acredito que por isso não soamos repetitivos, mas sempre com identidade.

Vicente - Quais são as suas maiores influências?

Guilherme Bollini - Como você mesmo disse, nossas influências passeiam por diferentes estilos dentro do rock/metal e até mesmo fora! Sempre é difícil citar poucos artistas, mas gostamos daqueles que são mais únicos e com maior personalidade.

Vicente - Como vocês vêem o cenário no nosso país nesse momento? Acreditam que piorou ou houve uma pequena melhora na divulgação e espaço para shows?

Guilherme Bollini - O cenário sempre foi complicado, mas não acreditamos que piorou não. Muito pelo contrário. Hoje em dia é muito mais fácil para um artista ser completamente responsável por toda a sua carreira, desde criação, gravação, divulgação e até em colher os frutos de seu trabalho sem nenhum intermédio. Temos ótimos exemplos de bandas lutadoras e bem-sucedidas por aí como Trayce, Project46, Shadowside, MindFlow, Baranga, Almah entre tantas outras.

Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Arch Enemy: Angela é um monstro no palco! Ótimos riffs de guitarra e um baterista excepcional. Agressividade na medida certa.

Revamp: A Floor é uma das melhores (senão a melhor) e mais versáteis vocalistas que existem. Uma combinação de peso e melodia muito inteligente.

Dream Theater: Com certeza o conjunto de músicos mais incrível do planeta. Independente de denominações de estilo, tudo que eles fazem é quase divino.

In Flames: Guitarras esmagadoras e uma voz muito marcante e única por Anders. Duetos de guitarra que tiram suspiros.

The Agonist: Alissa é uma simpatia e possui uma voz muito forte. Som complexo, porém muito bem executado. Impressionante.

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Ecliptyka e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Guilherme Bollini - Obrigado, obrigado e obrigado! O carinho e resposta de vocês nos impulsionam a crescer e buscar sempre o melhor. Quer conhecer nosso som, quer ajudar o metal e as bandas? É simples! Levante a bunda da cadeira, chame os amigos e vá curtir um bom show de metal com bandas de som próprio! ‘Keep rockin’!

Clipe “We are the Same:

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Ecliptyka"

GaleriaGaleria
Mais musas do rock/metal nacional

CapasCapas
Confira 10 das mais belas do Rock/Metal Nacional

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Ecliptyka"

MetallicaMetallica
Bob Rock revela segredos do "Black Album"

Paul DiAnnoPaul Di'Anno
"Harris é como Hitler e estar no Maiden é entediante!"

A7XA7X
Curiosidades sobre a banda que talvez você não saiba

5000 acessosLemmy: vídeo do "caixão de Nosferatu", a casa do vocalista5000 acessosEllen Jabour: Slayer, Metallica, Guns e Judas no seu Top105000 acessosMotley Crue: Vince Neil detona Sharon Osbourne em biografia5000 acessosCradle Of Filth: Dani Filth explica seu conceito de religião5000 acessosAvenged Sevenfold: Ouça os vocais de Shadows isolados dos instrumentos5000 acessosVocalistas: Os 10 melhores da história do rock

Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

Mais matérias de Vicente Reckziegel no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online