Gestos Grosseiros: entrevista ao Mov. Liberdade ao Rock

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Por Josi Rizzari, Fonte: Mov. Liberdade ao Rock
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Entrevista realizada pela equipe de comunicação do Movimento de Iniciativa Cultura amapense, "LIBERDADE AO ROCK" com a banda de metal paulista GESTOS GROSSEIROS, que se apresentou no último sábado, 11 de Agosto, no segundo "Zombie Night Fest", realizado pela ZOMBIE PRODUÇÕES, a banda fala sobre o começo da carreira, mudanças, influências, desmente boatos e revela um pouco do que tem sido sua turnê de divulgação do segundo disco de estúdio "Satanchandising".

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Liberdade ao Rock- Vocês estão na estrada desde meados de 1998, em 2003 houve mudanças mais significativas na formação da banda, que passou a ser trio, e também houve mudanças na sonoridade , falem um pouco dessas mudanças ocorridas.

Andy Souza- Então, as mudanças na banda elas ocorreram devido a particularidades entre os antigos membros, a banda quando inicio, na verdade ela era um quinteto, na primeira demo em 2001, depois passou para quarteto, virou trio, foi quarteto novamente, ai depois virou trio e agora tá definitivo como um trio.

A sonoridade, a gente acredita assim, não mudou a ideologia, não mudou o tipo de som, só que hoje a gente tem uma cautela com assuntos a composições, uma coisa é você compor com duas guitarras e outra é compor com uma guitarra só, gravar, e saber que você vai ter que reproduzir ao vivo perfeitamente aquilo tudo.

Kleber- É assim, quando a banda começou era quarteto, e normalmente quando toda banda começa ela começa tocando cover, até ela adquirir sua própria identidade, como todos da banda curte várias vertentes dentro do metal, isso dai ficou como caracterização do som da banda, e na parte que ele tava falando, quando era quarteto, era duas guitarras, o som e o processo de gravação era diferente, depois virou trio, era diferente e agora a gente é trio, acho que agora as coisas fluem melhor, não mudou muita coisa, mas acho que é um pouco mais rápido, não tem muito oba, oba não, e na lata mesmo.

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Liberdade ao Rock- A capa do disco "Satanchandising" e a sua sonoridade, tem sido constantemente comparado com o disco "Bestial Devastation" de 1985, dos tempos mais obscuros do Sepultura, há essa influência ou é apenas boatos? E o que vocês podem dizem sobre a arte do disco?

Andy Souza- Na verdade, começaram agora essas comparações, e a falar, tá tendo assim muitas perguntas, se o "Satanchandising" tem haver com a capa do disco do Sepultura, na verdade não tem nada haver, nem pensamos nisso na hora, nada mesmo, Sepultura assim, com todo o respeito que temos pelos caras, mas não é uma influência pra nós, nunca procuramos nos espelhar no trabalho dos caras pra fazer som, foi uma mera coincidência, é uma satifação até, porque Sepultura é simplesmente uma das grandes bandas do metal mundial, então, a galera falar isso, é legal, interessante, só que a capa não tem nada haver, foi coincidência, tanto que depois nós começamos a comparar as capas dos discos, pra ver se tinhas alguma coisa parecida.

Danilo Dill- O processo de criação da capa teve várias artes antes de chegar nessa final, e a arte sempre veio evoluindo, evoluindo, sempre se modificando para chegar nessa, mas foi realmente coincidência, a inspiração na capa é no nome do disco mesmo, "Satanchandising", e a intenção é mostrar independente de qualquer que seja a religião, que você siga, você está ali alienado, você pensa de repente que está fazendo algo bom, mas você está alienado na religião, e Lucifer, que é a figura do demônio que está atrás do templo, da igreja, é pra mostrar que nem tudo ali dentro é ou está correto.

Liberdade ao Rock- A faixa "Extreme Agression" da banda Kreator foi gravada por vocês e está presente no disco "Satanchadinsig", existe algum motivo especial, para ela ter sido adicionada?

Andy Souza- Kreator é uma das influências da gente, não só por ser Death Metal, mas assim, quando a gente pensou em tocar um cover, pensamos em uma banda que nós curtissemos, pensamos; "vamos fazer um versão nossa, que toque a nossa maneira", foi mais por influência mesmo, Kreator é uma banda que a gente curti, influenciou a gente pra começar a tocar metal, e pra fazer a banda.

Danilo Dill- e além de ser uma versão demo, na verdade a ideia de colocar ela no cd, veio que a gente gravou ela apenas por gravar, gravamos outras musicas também, e depois pensamos em colocar ela também no disco, conseguimos autorização e tal, e mechemos nela um pouco, a matriz de som dela é diferente, demora um pouquinho pra começar e tal, mas foi mais pra mostra a influência que nós tivemos na banda, Kreator que é uma infuência direta.

Liberdade ao Rock- Como tem sido a turnê de divulgação do disco "Satanchandising" e o que vocês ainda esperam dos próximos shows, tanto o que será apresentado hoje em Macapá, como os que serão apresentados fora do pais, já que vocês tem shows marcados no Chile e Uruguai?

Andy Souza- A turner começou em Brasilia, no ano passado, a gente já passou por várias cidades do estado de São Paulo, esse ano estamos expandindo o som para todas as regiões do Brasil, pelo Sul, a gente está pela primeira vez aqui no Norte, no Amapá, e depois vamos para o Chile, tocar em são Tiago, voltaremos para o Norte e tocaremos em Manaus, a receptividade tem sido uma das melhores possiveis, tanto por parte de critica, da midia que passamos a adquirir no cd, superou nossas expectativas, com o disco "Satanchandising".

Liberdade ao Rock- Que recado vocês deixam pra galera que curti e faz rock/ metal, e o público do liberdade ao Rock e da cena amapense?

Andy Souza- Que apoie a cena underground em si, hoje em dia independente de você ter banda, ter uma revista, se blogueiro, headbanger, você tem que apoiar a cena, só assim que a gente vai continuar a manter uma cena forte, manter uma cena solida, e fazendo as coisas acontecerem, por exemplo, essa entrevista só está acontecendo porque alguém teve a atitude de dar oportunidade pra gente tocsr em Macapá, e nós estamos aqui dando essa entrevista, ou seja, é um conjunto só, que faz o underground acontecer, tocar no Brasil inteiro e saber que a ideologia é a mesma tanto no rock como no metal não tem preço.

Kleber- acho que hoje em dia o metal está mais globalizado, quem curte várias vertentes dentro rock, pode curti também thrash metal, Death metal, Heavy Metal, acho que hoje em dia não existe mais esse preconceito, não tem mais essa ideia de que thrash metal é uma galera, heavy metal é outra, era um brigando com o outro, hoje em dia não, a cena, pelo menos aqui no Brasil, tá legal pra caralho.

Danilo Dill- Complementando o que o Kleber falou, acho que o preconceito dentro da cena é o que destroe ela, o mais legal é você ter atitude, ter a sua cabeça, porem não faltar com respeito com ninguém, porque o que faz acabar a cena underground, a cena Death metal, é o preconceito, e a falta de respeito, isso acaba com qualquer cena em qualquer lugar, e enquanto houver respeito haverá cena.




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