Dayane Kin: Bela voz e um futuro promissor

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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Aqui está a entrevista com a simpática Dayane Kin, sempre muito solícita e consciente do caminho que ainda deverá trilhar no quase sempre traiçoeiro mundo musical brasileiro. Com vocês, Dayane…

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Vicente - Inicialmente gostaria que contasse um pouco de sua trajetória na música até este momento.

Dayane - Aprendi a tocar violão sozinha aos 9 anos de idade; aos 13 comecei a cantar e a compor músicas. De 2005 a 2009 passei por diversas bandas de Metal e música japonesa. Em 2010, comecei a postar vídeos cantando, tocando violão e teclado no YouTube. Neste ano (2012), consegui finalmente lançar o meu primeiro CD com composições próprias.

Vicente - Você lançou recentemente o disco “Alda Lin”. Como foi a gravação dele?

Dayane - O Daniel (produtor) foi muito paciente e me ajudou em tudo o que pôde. Apesar da minha inexperiência em termos de estúdio, e do nervosismo, por ser muito tímida, me esforcei para fazer o meu melhor. Todas as vezes que cantei, o fiz com o coração; coloquei todo o meu sentimento. Às vezes nem acreditava que estava acontecendo de verdade, um sonho se concretizando. Quando o disco ficou pronto, senti uma felicidade imensa.

Vicente - E a reação do pessoal, é a que você esperava?

Dayane - Foi melhor do que eu esperava! Várias pessoas deram força e ajudaram a divulgar. Na mesma semana em que o disco foi lançado, o jornal local me convidou para dar uma entrevista, e publicou uma matéria que ocupou uma página inteira, com direito a foto na capa. Não esperava tanto apoio.

Vicente - Qual é o significado do nome do disco?

Dayane - “Alda” significa “árvore”, e “Lin”, “canção” em quenya (idioma élfico), ficando como “Canção da árvore”. A música que leva o mesmo nome do disco foi inspirada em passagens do livro “O Silmarillion” (J. R. R. Tolkien).

Vicente - Você começou a compor “Alda Lin” quando?

Dayane - O disco possui composições que ficaram engavetadas por 6 anos, algumas até 9. Tinha cerca de 30 composições em 2011, e escolhi 10 dentre elas para estarem no “Alda Lin”. Gostaria de ter gravado mais músicas, mas não foi possível por questão de recursos financeiros.

Vicente - Além de cantar, você também é violonista, tecladista. Em qual instrumento sente-se mais à vontade?

Dayane - Com o violão. Gostava de tocar guitarra também, mas tive que vender a minha para ter dinheiro para as gravações. Não me considero tecladista por ter um conhecimento muito básico do instrumento, mas é o suficiente para me ajudar a treinar melodias, um pouco de leitura musical, e fazer exercícios de aquecimento vocal. Quando componho algo novo, geralmente o primeiro passo é gravar a melodia, e o segundo, procurar as notas correspondentes no teclado.

Vicente - Anteriormente, você passou por algumas bandas de Metal e J-Music. Como foram essas experiências?

Dayane - Tiveram dificuldades, como a maioria das bandas do cenário tem, e também bons momentos. Creio que os shows que mais curti fazer foram o Orquídea Rock Festival (Lages) em 2006, e o Gaijin-no Fest (Curitiba) em 2009. Cantar J-Music foi algo natural pra mim, porque desde a infância sempre fui apaixonada por cultura japonesa. Conheci pessoas a partir destas bandas que passaram a acompanhar e apoiar o meu trabalho, e sou muito grata por isso, e pelas experiências que tive, que considero como um aprendizado.

Vicente - Você possui uma voz única, o que é um ponto extremamente positivo para uma carreira de sucesso. Quando descobriu que poderia ser uma cantora profissional?

Dayane - Ah, agradeço a gentileza, mas como não vivo de música, não me considero uma cantora profissional. Na verdade, sou formada em Sistemas de Informação e trabalho em um Laboratório. Sempre tive a consciência de que me faltava muito estudo (principalmente na parte de teoria musical), e de que ainda há muito que melhorar, mas as oportunidades foram poucas.

Tive aulas de canto na adolescência com uma pessoa que não possuía formação, mas que na medida do possível me passou o que sabia. Estou sempre procurando materiais sobre o assunto por conta própria, sei que não é o suficiente, mas tento não desanimar. Espero um dia conseguir estudar em um lugar bacana e me aperfeiçoar, o caminho a percorrer para isso ainda é longo.

Vicente - Quais são as suas principais influências?

Dayane - Minhas influências estão sempre se modificando na medida em que conheço e tenho vontade de experimentar coisas novas. Na época das composições que estão em “Alda Lin” foram Epica, Nightwish, Blackmore’s Night, The Gathering, e muitas outras. Hoje, eu diria que as principais são Anneke van Giersbergen, Celtic Woman, Florence Welch e Karin Dreijer Andersson.

Vicente - Em poucas palavras, o que você acha das seguintes bandas:

Epica: tive a oportunidade de vê-los ao vivo em 2010, e corresponderam a todas as expectativas que eu tinha como fã desde 2004. O show foi uma das coisas mais lindas que já presenciei.

Nightwish: Dead Boy’s Poem é uma das minhas músicas preferidas, de todas as músicas que já ouvi na vida. O fato de eu me identificar muito com algumas composições fez com que eu tivesse vontade de escrever coisas mais pessoais também; músicas que as pessoas pudessem ouvir e dizer “pensei que só eu me sentisse dessa forma às vezes, mas não estou sozinha”, assim como acontecia comigo quando ouvia Nightwish. O último álbum deles teve uma produção espetacular. Eu nem me atrevo a estimar os custos e o tempo para realizar um trabalho desses, é uma verdadeira obra-prima.

After Forever: uma pena ter acabado. Foi uma banda única e que influenciou muitas outras. É difícil não se empolgar com o som deles. A Floor Jansen sempre esbanjou versatilidade e potência vocal, e principalmente muita confiança na hora de cantar, admiro-a demais, apesar de não estar acompanhando muito o ReVamp.

Blackmore’s Night: criativo, cativante e envolvente. Quem não gostaria de ter metade da habilidade do Ritchie Blackmore que fosse, e de quebra uma vocalista e multi-instrumentista como a Candice Night ao seu lado?

The Gathering: meus álbuns preferidos são de fases bem distintas, “Mandylion”, e o “Souvenirs”. Sou apaixonada pela voz da Anneke van Giersbergen, e gosto muito das suas composições. Tenho acompanhado a sua carreira solo desde 2007, e em 2009 pude assistir a um show dela com o guitarrista do Anathema (Danny Cavanagh), que é outra banda que curto bastante. Ela é perfeita ao vivo, divina no palco, e foi muito simpática.

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curte o seu trabalho e para aqueles que gostariam de conhecer melhor sua música e apostam no Rock Nacional em geral.

Dayane - Gostaria de agradecer muito por toda a força que tenho recebido, pelas mensagens e o carinho com as composições que todos têm demonstrado. Como sempre digo, o meu objetivo com a música é fazer algo sem limitações de estilo; bonito, divertido, tranquilo, sensível, e que possa trazer bons sentimentos para as pessoas. Quem quiser conferir mais informações, fotos, notícias, é só acessar a página www.facebook.com/dayanekin e curtir. Procuro atualizar o meu canal (www.youtube.com/dayanekin) frequentemente também, para receber as novidades basta inscrever-se.

É possível ouvir o “Alda Lin” em http://goo.gl/5aNK8 ou baixar o CD completo em http://goo.gl/0COHj

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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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