Heavy And Hell: blog entrevista a banda Apocalypse
Por Renato Sanson
Fonte: Heavy And Hell
Postado em 03 de agosto de 2012
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Com mais de 25 de estrada, o Apocalypse vem somando conquistas em sua carreira, donos de um discografia invejável, acabam de lançar o Box "The 25th Anniversary Box Set" para comemorar os 25 anos de banda. Para deixar está data ainda mais especial, os gaúchos ganharam um dos prêmios mais importantes da música brasileira, o Troféu Açorianos de Música.
O blog Heavy And Hell entrevistou o tecladista e compositor Eloy Fritsch, que nos contou um pouco desta trajetória, além do momento atual da banda e os planos futuros do Apocalypse.
Confira alguns trechos da entrevista:
HAH: Mesmo sendo chamado de datado por alguns críticos, na visão de vocês porque o Rock Progressivo ainda é muito vivo e ativo na cena, mesmo sem o apoio da grande mídia?
Eloy Fritsch - Compondo no estilo Rock Progressivo músicos produzem verdadeiros clássicos do Rock. Basta citar alguns grupos como Rush, Pink Floyd, Yes, Genesis, ELP, Kansas, Jethro Tull, Marillion e você logo associa esses nomes a composições refinadas e que se sustentam não só pela beleza, mas pelo seu conteúdo musical. O Prog Rock é um dos gêneros "fusion" que permitem desenvolver as composições com influências da música Erudita, Jazz e Eletrônica. Essa possibilidade de combinar diferentes vertentes atrai músicos qualificados e que desenvolvem projetos mais musicais e menos comerciais. A mídia não apoia, ela vende espaço comercial para quem pode pagar. Para muitos profissionais da mídia comercial, infelizmente não há interesse pela música. Para muitos, interessa bem mais vender o espaço comercial para continuar o negócio.
HAH: Vocês estão na estrada há 28 anos, e acabaram de ganhar um dos prêmios mais importantes da música, o Troféu Açorianos de Música, o que está conquista representa na carreira do Apocalypse?
Eloy Fritsch - Esse prêmio foi muito gratificante. Agradecemos muito a todos que nos ajudaram a chegar até aqui para poder receber essa homenagem que valoriza nossa arte e nossas produções. Gosto sempre de lembrar das pessoas que nos ajudaram muito como nossos pais e familiares porque, sem eles, não conseguiríamos forças e motivação para continuar produzindo. Quando ganhamos o prêmio senti que todos eles receberam conosco. Todos estavam ali em nossos corações recebendo aquele troféu. Também senti que um projeto alternativo estava recebendo um prêmio diferenciado. Naquele dia era como estivéssemos dividindo o prêmio com nossos amigos músicos que fazem um som diferente do que rola nas rádios comerciais. Grupos de Rock Progressivo, Rock pesado, Rock Alternativo, que fazem um som próximo ao nosso, e que, pela primeira vez, de certa forma, estavam ali representados.
HAH: Falando um pouco de cenário musical, vocês investem no Rock Progressivo e como qualquer outra vertente do som pesado, sempre sofre com adversidades ao longo da carreira, com vocês na ativa há tanto tempo, o que vocês acham que falta para a cena do som pesado em geral deslanchar?
Eloy Fritsch - Falta investimento para os compositores que desenvolvem projetos que podem deslanchar. Falta educação, música nas escolas e investimento em artes de um modo geral. Vivemos em um país rico que poderia melhorar a distribuição de renda e investir mais em educação das artes. Assim poderíamos ter um cenário melhor e promover mais a música, incluindo a música instrumental, o Rock Progressivo, o Jazz e outros estilos que atualmente precisam de mais oportunidades.
Para conferir a entrevista na íntegra acesse o link:
http://heavyandhellsc.blogspot.com.br/2012/08/entrevista-apocalypse-soberanos-do.html
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