Aerosmith: uma banda feita para tocar ao vivo, diz Joey

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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John Parks, do Legendary Rock Interviews entrevistou recentemente o baterista do AEROSMITH, Joey Kramer. Seguem alguns trechos da conversa.

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Legendary Rock Interviews: Sei que vocês trabalharam com um tanto de produtores ao longo dos anos, mas além da relação de longa data com o Jack [Douglas], tem de haver algo que ele traga para o resultado final. Quero dizer, você consegue ouvir isso.

Joey: É, o Jack definitivamente é parte da equação. Acho que a coisa mais importante que ele faz é que ele faz de todo processo da feitura do disco uma diversão. Quando nos divertimos na banda, isso se mostra nas canções. Acho que esse foi o caso do "Toys In The Attic" e "Rocks" e acho que isso se aplica ao "Music From Another Dimension". Nós realmente nos divertimos muito trabalhando dessa vez, simplesmente cantando e tocando juntos. Temos sorte nesse aspecto, porque quando você faz algo que realmente gosta e está se divertindo isso não é mais "trabalho".

Legendary Rock Interviews: Você falou bem honestamente em seu livro "Hit Hard" sobre como às vezes não era mais divertido ou coisas atrapalhavam a diversão. Agora que vocês chegaram nesse ponto em suas carreiras e tocaram músicas como "Draw The Line" ou "Livin On The Edge" um milhão de vezes, o show é tão divertido quanto botar a mão na massa e ser criativo no estúdio?

Joey: É, é tão divertido quanto, pelo menos. Provavelmente é ainda mais divertido na estrada, porque tudo o que somos é uma banda de tocar ao vivo e sempre fomos assim. Estando na banda por todo esse tempo, você tem de aprender a trabalhar no estúdio, digo, eu toco no AEROSMITH desde 1970. Todos esses anos entrando em estúdio nós todos tivemos de aprender a fazer discos e os fizemos mas o que mais gostamos de verdade é tocar ao vivo. Isso sempre foi o nosso negócio, nós curtimos ir lá e ter aquela reação do público com as músicas. O show ao vivo é o que foi a base do AEROSMITH e ainda é tudo o que somos. Se você não for um bom artista ao vivo, então qual o sentido nisso, de que serve tudo isso e por que existir? Infelizmente há algumas bandas que não são boas ao vivo, mas isso é algo de que nos orgulhamos. Enquanto conseguirmos ir lá e fazer, isso vai fazer ser divertido estar na banda com os caras. Não há sensação melhor do que tocar aquelas músicas ao vivo.

Legendary Rock Interviews: Eu também notei que há alguns artistas convidados que já foram mencionados no que diz respeito ao "Music From Another Dimension". O Julian Lennon fez algum trabalho nos vocais e a Carrie Underwood é destaque numa faixa chamada "Beautiful". Isso procede, e você acha que essa música tem uma tremenda quantidade de atrativo para o rádio?

Joey: Não, não, ela não está em uma faixa chamada "Beautiful". Não sei ao certo de onde vieram todas essas notícias, mas isso está completamente errado. A Carrie na verdade está numa faixa chamada "Can't Stop Loving You" e absolutamente há muito atrativo para o rádio nela. É uma música ótima, ótima.

Legendary Rock Interviews: Como estão ficando as músicas novas e com quanta antecedência vocês começam a trabalhar ao vivo em diferentes faixas do álbum?

Joey: Elas estão ficando ótimas! Até agora fizemos uma música chamada "Oh Yeah!" e, é claro, a "Legendary Child", mas as duas são bem divertidas. Assim que essa turnê acabar e nos prepararmos para voltar novamente quando o álbum sair em novembro vamos começar a trabalhar mais nelas para colocarmos nos shows.

Leia a entrevista na íntegra no Legendary Rock Interviews:
http://www.legendaryrockinterviews.com/2012/07/26/legendary-...

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Post de 27 de julho de 2012


Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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