KLIAV: Metal on Metal entrevista o guitarrista João Paulo

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Por Banda Kliav, Fonte: Metal on Metal
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Em meio à produção do DVD "Bullet Time", João Paulo, o guitarrista da banda, fugiu da agenda e respondeu uma entrevista para o Blog "Metal on Metal", onde abriu o jogo, não deixando nenhuma pergunta incompleta.

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MetalonMetal: Desde quando a banda está na ativa? Sempre com esta formação?

João Paulo: Fundamos oficialmente a banda em 2009 e a princípio tínhamos conosco outro baixista. Em 2011 já com nosso primeiro EP gravado, esse integrante seguiu outro rumo e fomos atrás de outro cara. Tinha que ser alguém que tocasse e cantasse também, pois a maioria de nossas músicas possuem dois vocais. Foi quando selecionamos o Kabello, que na época tocava num Metallica cover. No primeiro ensaio sacamos que o lugar era dele, como se estivesse já reservado, e hoje ele é um dos nossos.

MoM: Como surgiu o nome da banda? Algum significado especial?

JP: As pessoas sentem necessidade de algo palpável, algo a se apegar, quando na verdade a arte é a isenção desse vício. Nós damos nomes às pessoas, mas o que um Paulo tem a ver com outro Paulo? Nós quisemos fugir desse significado literal, e por isso a busca de uma palavra sem tradução. As pessoas evoluem e com elas suas formas de pensar. Não queríamos ficar presos ao que somos hoje, porque amanhã poderemos abominar isso. Kliav significa em resumo o que representamos no decorrer do tempo: nossas letras, nossos sons e atitudes.

O olhar de ódio do garoto na primeira fila ao nos ver tocar. Esse sentimento; pra mim isso é Kliav. Mas verão em nós o que querem ver. O que você enxerga ao olhar pra nós? Então te pergunto o mesmo: O que significa Kliav?

MoM: Como rola a parte de composição e arranjo das músicas?

JP: De forma bastante natural. Normalmente alguém chega já com algum riff pronto, ou o Theago Loco(Vocal) com uma parte de uma letra, e então vamos evoluindo cada parte todos juntos. Depende muito de nossa inspiração, não é nada mecânico. Temos várias músicas que trabalhamos dias e dias nelas, e por fim acabamos jogando fora. Ou porque não atingimos o objetivo desejado, ou porque ela não significava nada, parecia nem ter sido feita por nós. Isso acontece, mas na maioria das vezes nos divertimos compondo e o resultado tem sido excelente.

MoM: Como vocês definem o som de vocês?

JP: Não definimos. Isso nunca nos preocupou, na verdade sempre fugimos de 'rótulos'. Nossas influências são totalmente distintas de integrante para integrante, seria impossível que juntos seguíssemos uma linha de som. Nós tentamos tirar o melhor de cada um, e chegarmos a um som que nos agrade e que possua identidade. Não sou hipócrita ao lhe responder isso, é a pura verdade. Eu ouço algumas de nossas músicas como "Bullet Time" e "Nekatumba" e não saberia definir a qual grupo isso pertence (risos).

Que chamem de Metal Core, Trash Metal, ou New Metal... não me importa nem um pouco.

MoM: Como qualquer banda, devem ter barreiras que os limitam expandir pelo Brasil todo? Qual a principal dificuldade na divulgação do trabalho de vocês?

JP: Claro. Vivemos no país do carnaval e da música superficial, e não temos a ilusão de que essa cultura irá mudar. O que nos afeta diretamente é a falta de união e sabedoria das pessoas que fazem parte da cena independente no Brasil. Organizadores picaretas, bandas que não se valorizam, isso resulta em shows com pouco ou quase nenhum público, qualidade de som precária, quando dependemos de shows pra criar vínculos, enfim. Nossa luta é por limar as pessoas que nos cercam, valorizar quem faz algo em prol da música de qualidade e aproveitarmos as portas que nos abrem. Somos gratos a muitas pessoas, sabemos que nossa luta é intensa, mas sem elas não chegaríamos a lugar algum.

MoM: Qual a expectativa sobre a publicação das novas resenhas do EP "This is New Kliav"?

JP: As resenhas foram muito positivas, e sinceramente nos surpreenderam bastante. Sempre prezamos pela qualidade em tudo que produzimos para a Kliav, mas realmente nos surpreendeu os elogios das resenhas, e que foram feitas por pessoas de muito crédito. A expectativa é de que mais pessoas as vejam e que isso nos traga mais amizades e oportunidades.

MoM: Como é pra você ter na banda um vocalista que pode ser tido como um personagem? Ele recebe algum tratamento diferente?

JP: Essa foi nossa ideia desde o primeiro ensaio e não é algo fora da nossa realidade. O Theago Loco é de fato diferente, com suas particularidades e suas insanidades. Principalmente quando se trata de música, é como se não fosse ele, tem um algo mais ali. Ele não se torna então o retrato do personagem criado, pelo contrário. O personagem simboliza literalmente o que ele é de fato.

Como isso afeta a banda? Aí tem os dois lados. As pessoas fazem comparações, o que é ridículo, e alguns tem preconceitos. Por outro lado outras pessoas acham interessante, original e isso cria toda uma expectativa e curiosidade, o que é bom pra nós. Mas a banda é formada por cinco integrantes, e entre nós não há diferença alguma, temos todos o mesmo peso.

MoM: Qual foi sua principal influência para dedicar-se a música?

JP: A música sempre fez parte da minha vida, e isso é engraçado porque ninguém da minha família ou círculo de amigos tinha esta paixão. Um dia acompanhei uma garota num show de bandas independentes, e vi uma banda da Hard Core tocando Pantera. No dia seguinte comprei um DVD do Pantera, e fiquei 'encantado' com a originalidade e tesão pela música que o DimeBag possuía. Na época tinha 16 anos, já tocava guitarra, e foi então que decidi formar uma banda. Minha primeira banda já foi de som próprio, sempre tive interesse por criar, nunca fui fã de tocar covers. Considero então o Dime minha maior influência.

MoM: Qual o principal objetivo da Kliav para 2012?

JP: Nós lançaremos agora em março o vídeo clipe oficial de "Bullet Time" e já estamos finalizando nosso DVD que será uma grande produção. Queremos levar nosso som ao maior número de pessoas possíveis. Queremos nos enfiar em cada buraco, em cada boteco, cada site, revista ou blog e mostrar o que amamos fazer. Tentamos caminhar como 'gente grande', mas com ambições de 'crianças'. A ideia é formar parcerias, amizades e seguir adiante, pois sozinho não se sai do lugar. Nós temos nossas metas, e não iremos parar.

MoM: Quais são seus álbuns favoritos das bandas que você ouve? Deixe como dica para os nossos leitores.

JP: Não gosto deste jogo (risos), por mim escreveria um livro aqui, mas vou então dizer alguns dos álbuns que eu mais ouvi:

Cowboys From Hell e Vulgar Display of Power do PANTERA
Arise do SEPULTURA
Piece of Mind do IRON MAIDEN
Live Magic do QUEEN
Demigod e Evangelion do BEHEMOTH
The Wretched Spawn do CANNIBAL CORPSE
Sacrament do LAMB OF GOD
Ties of Blood do KORZUS

e mais umas dezenas, mas vou parar por aqui (risos).

MoM: Agradeço muito por cederem informações sobre a banda, desejo muito sucesso e felicidade à todos os parceiros da Kliav!

JP: Eu que agradeço em nome da Kliav a iniciativa e também a oportunidade concedida. Quem ainda não conhece a banda, gaste 5 minutos e acesse nosso site "kliav.com" e lá terá todo nosso material disponível pra download. A todos nossos parceiros que nos apóiam e nos acompanham, nosso eterno muito obrigado!

Confira a música 'Bullet Time'.




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