WosloM: entrevista com a banda no Rafampaz Blog

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Por Rafael Marinho da Paz, Fonte: Rafampaz Blog, Tradução
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A banda paulistana Woslom, que está na atividade desde 1997 mesmo passando por várias mudanças na sua formação,tem uma pegada forte no seu Trash Metal e faz algo muito diferente de outras bandas do gênero, além de mostrar que o METAL BRASILEIRO não morreu. Tive uma conversa com o baixista Francisco Stanich e abordamos diversos assuntos, desde a preparação do álbum "Time To Rise", até a cena do metal brasileiro.

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Antes de tudo quero agradecer pela atenção e dizer que é um prazer falar contigo, remanescente de uma das melhores bandas independentes do Brasil.

Francisco Stanich - Nós que agradecemos a oportunidade aberta por vocês.

Bom, com tanta mudança na formação da banda ao longo desses 15 anos, apresente-se. Qual a formação atual do Woslom?

Francisco Stanich - Hoje a banda é composta por mim, Francisco Stanich, no baixo, Fernando Oster na bateria, Rafael Iak na guitarra e Silvano Aguilera vocal e guitarra.

Como foi formada a banda, além da influência?

Francisco Stanich - A banda começou como a maioria. Fernando e eu estudávamos juntos na mesma escola, na mesma sala de aula e, com mais um colega de escola, resolvemos fazer umas jams, tocar alguns covers de nossas bandas preferidas, até que vimos que éramos uma banda(risos).Com isto começamos a fazer algumas composições e alguns shows em barzinhos de São Paulo, mesclando covers com som próprio. Na época, as bandas que nos influenciaram foram o Metallica, Megadeth, Black Sabbath, Iron Maiden, Kiss. Acho que são as influências da maioria da molecada que começa a tocar ...(sic) e com o tempo fomos ouvindo coisas novas, voltando nosso gosto ao Thrash Metal.

Qual a maior dificuldade que vocês enfrentaram até os dias de hoje?

Francisco Stanich - Acho que foi achar os caras certos pra estarem na banda, que tivessem os mesmos objetivos e pensamentos. Nos dez primeiros anos de banda nós levamos como hobby, estávamos tranquilos pensando em apenas tocar covers e mesclar algumas composições próprias. Mas conforme fomos amadurecendo e tendo maior estabilidade em nossas vidas, vimos que estava na hora de profissionalizar a banda. Com a entrada do Silvano (vocal), vimos que todos estavam com o mesmo foco e prontos para iniciar uma nova jornada de forma profissional.

Certo, agora vamos ao primeiro CD , lançado pela banda em 2010. Como foi a repercussão do "Time To Rise"?

Francisco Stanich - A repercussão em relação ao álbum superou nossas expectativas. É claro que achávamos que o projeto Time To Rise ia ser muito bom, pois estávamos focados, fazendo tudo com muito planejamento. Mas realmente foi uma surpresa; a galera tem curtido muito o álbum. É uma grande realização quando tocamos em uma cidade que nunca fomos e a galera canta e pede para tocarmos alguma música do álbum.

Existe algum outro videoclipe que vocês dão maior destaque para que a galera veja?

Francisco Stanich - Nós lançamos dois clipes, primeiro foi o Time To Rise e depois lançamos o clipe da Mortal Effect. Convido a todos para verem os dois e deixo pro pessoal decidir qual é o favorito.

E agora quero falar um pouco do "Time to Rise".Eu vi que foi muito bem produzido. Como o videoclipe foi recebido por parte dos fãs da banda?

Francisco Stanich - Na minha opinião este clipe foi o diferencial para o lançamento do álbum, recebemos um excelente feedback de todos que viram.

E como foi o processo de gravação do clipe, quais dificuldades encontraram?

Francisco Stanich - As dificuldades foram as maiores possíveis (risos)... Nunca tínhamos feito um clipe antes, e fizemos tudo sozinho, com apenas o Diogo Alvino responsável pelas filmagens e edição final. Mas toda a parte de produção, bastidores, montagem de cenário, ideias; foi tudo feito por nós da banda. Aprendemos muito com este clipe e para a produção do segundo, as coisas foram mais fáceis e rápidas.

E tem algo pronto ou em preparação para ser lançado? algum CD ou videoclipe a caminho?

Francisco Stanich - No ano passado lançamos o clipe da Mortal Effect e alguns meses depois lançamos um DVD contendo os dois clipes e o making of deles. É um item mais para colecionadores, para as pessoas que já conhecem a banda e quiserem ver os clipes numa qualidade melhor de imagem, e não apenas ver na pequena tela do computador(risos)... Mas para o segundo semestre iniciaremos o trabalho do segundo álbum.

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Como vocês veem a internet hoje,como um meio para divulgar o trabalho da banda? Ajuda o suficiente para se manter?

Francisco Stanich - A internet tem os dois lados da moeda:do mesmo jeito que ajuda a divulgar uma banda para lugares que talvez nunca teria a oportunidade de aparecer, também é um veículo onde estamos expostos a ver de tudo, coisas boas ou ruins. Mas para manter uma banda tem de trabalhar duro. Nos dias de hoje uma banda não vive apenas de vendas de álbuns e sim, de shows.

Falando em internet, hoje o cenário independente está em grande evidencia. Que visão a banda tem em relação a atualidade?

Francisco Stanich - Com a internet vejo a cena independente como uma tendência. As bandas conseguem divulgar seus trabalhos sozinhas. Temos inúmeras bandas ótimas hoje no cenário, bandas com muita vontade de trabalhar, profissionais. Nestes shows de divulgação do álbum tivemos a oportunidade de conhecer inúmeras delas.

E como vocês enxergam a atual cena do metal brasileiro?

Francisco Stanich - Para o Woslom está ótima (risos)... Com os shows que fizemos ano passado, conseguimos liquidar a primeira prensagem do CD; já estamos na segunda tiragem. Mas claro, é muito trabalho e sacrifício que fazemos para que as coisas andem. Para o cenário atual, o metal brasileiro está melhor que alguns anos atrás, devido a ótimas bandas que estão surgindo e se profissionalizando e também ótimos festivais por todo país. Estamos no caminho certo para o Brasil se tornar referência mundial no metal.

Você deve ter visto a declaração polêmica do vocalista do Angra e Almah, Edu Falaschi sobre o atual cenário do metal brasileiro e do seu público, o que achou ?

Francisco Stanich - Infelizmente ele falou algo de cabeça quente, no calor da emoção. Não acho que a culpa seja do público brasileiro. Nós fizemos muitos shows nos últimos meses e tocamos para lugares cheios e vazios e sempre fomos bem recebidos, independente da quantidade de pessoas. O importante é você ganhar a confiança do público a cada show feito, sem falso marketing.

Hoje vocês fazem show em várias partes do Brasil certo? Como vocês avaliam a recepção da galera fora do estado de São Paulo?

Francisco Stanich - Tanto em São Paulo como fora, a recepção tem sido a melhor possível pelo público e pelos organizadores. Só temos a agradecer todo o apoio dado por eles.

Já aconteceu algum fato curioso em algum show?

Francisco Stanich - Já ocorreram algumas coisas curiosas nestes anos, mas comigo recentemente aconteceu algo engraçado. No meio do show fui banguear (curtir o som, balançar a cabeça) junto do Fernando (bateria) e me enfiei no meio das ferragens dos pratos, quando saí de lá pra ir pra frente do palco, junto comigo foram alguns pedestais que estavam microfonando a bateria. Tive que continuar tocando totalmente enrolado por microfones e pedestais. Fiquei assim um bom tempo até o cara da mesa de som ir me ajudar a me livrar do emaranhado de cabos (risos)...

Quais bandas você ouve mais ultimamente, seja no celular, no carro, em casa?

Francisco Stanich - Nós todos ouvimos muita coisa, é difícil falar o que os outros caras estão ouvindo, mas eu no momento estou ouvindo muito Ancesttral, Red Front, Evile, o novo do Claustrofobia, Angelus Apatrida, Havoc e Demonica.

Ok, e os planos para o ano de 2012?

Francisco Stanich - Para 2012 teremos muitas novidades. Continuando com os shows de divulgação do álbum Time To Rise, já no primeiro semestre faremos nossa primeira turnê ao velho continente, com aproximadamente 30 shows em oito países. Já estamos confirmados para o Barroselas em Portugal. E para o segundo semestre entraremos de cabeça no processo de composição para o segundo álbum. E também teremos mais algumas outras coisas que vocês irão saber aos poucos, senão estraga a surpresa (risos)...

Deixe um recado para os seus fãs:

Francisco Stanich - Gostaria de agradecer mais uma vez o espaço e a oportunidade dada para divulgarmos nosso trabalho. E nos aguardem, pois estamos bastante motivados para nossos próximos passos. Desejo que o pessoal veja os clipes, ouçam as músicas, comentem, vão aos shows tomar umas conosco... Acessem www.woslom.com para conhecer um pouco mais da banda. Thrash til the end!




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Sobre Rafael Marinho da Paz

Nascido em 1993, sou back vocal e guitarrista da Bob do Rock. Posso dizer que sou contestador e sempre tenho metas em minha vida. Estudando para que no futuro me torne um jornalista especializado em música. Embora tenho preferência pelo Heavy Metal, desde muito cedo especificamente com 10 anos de idade, passei parte da adolescência aficionado pela banda Red Hot Chilli Peppers. Além disso, sempre acompanho outros grandes nomes do rock como, Dead Kenedys, Bullet For My Valentine, Suicide Silence, entre outras. Tenho um blog em que busco um só objetivo: Mostrar que existe rock de qualidade em nosso país. Pois é dessa forma que sigo na missão de mostrar bandas existente no meio underground.

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