Lamb Of God: entrevista com o baterista Chris Adler

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Mike, do Lithium Magazine, entrevistou o baterista Chris Adler dos metaleiros de Richmond, Virgínia, LAMB OF GOD, quando a banda tocou em Toronto, Ontário, Canadá em 27 de janeiro.

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Lithium Magazine: O "Resolution" certamente o LAMB OF GOD progredindo enquanto músicos. Tenho a sensação de que a "Wrath" e "Resolution" estão entre seus melhores trabalhos e não ao contrário. Vocês estão lançando progressivamente álbuns melhores e repousando em seus louros.

Chris: Agradecemos muito por isso. Definitivamente houve um esforço concentrado em sermos músicos melhores. Ao entrar no "Resolution", isso estava bem dentro de nossas mentes. Não que pudéssemos repousar em nossos louros, mas por queremos realmente tentar e vir com um álbum que pudesse quebrar aquela barricada com nossos fãs mais velhos. Mesmo para mim, as bandas que eu amo; eu adoro os primeiros álbuns delas e então elas parecem sair do trilho para algum lugar que eu simplesmente não compreendo. E acho que isso pode ter muito a ver com o momento na minha vida em que eu me envolvi com a banda e talvez para as bandas em questão, as coisas que eles tiveram a intenção de fazer nos seus primórdios não eram como eles queriam ser em seus últimos álbuns. Há evolução em tudo, na realidade. Para nós, eu queria tentar e criar algo significativo. Eu instiguei os caras e eles me instigaram ao longo dessas gravações para fazer algo que o fã pudesse dizer, "Ah sim, eu amo essa banda. O sétimo álbum deles é o melhor de todos". Essa é uma tarefa bem assustadora considerando o que fizemos antes – seis discos que de que todos temos muito orgulho como banda. Há poucas coisas que voltaríamos e mudaríamos nesses álbuns antigos, então quando você tem algo de que você realmente já gosta, a questão passa a ser "Como melhorar nisso?" Nós estávamos começando a partir de um patamar bem elevado nesse álbum. Foi duro de fazer e levou um bom tempo também. Houve alguns obstáculos para todos superarmos no "Resolution". Sendo amigos, nós pudemos conversar uns com os outros tipo, "Esse é um riff ótimo, mano, mas soa como algo que teríamos feito nesse ou naquele disco. Como podemos evoluir isso para algo que também te instigue como músico?" Isso esteve muito em nossas mentes ao longo do "Resolution".

Lithium Magazine: Conversamos por telefone no fim do ciclo da turnê pelo "Wrath", e me lembro de você dizer que você achava que se o material para o sétimo álbum não estivesse tomando a forma de algo excitante, então você não estaria realmente interessado em fazer o álbum. Você queria que ele fosse um desafio e um passo adiante mesmo antes de vocês começarem a compô-lo.

Chris: Absolutamente. Eu não queria estar numa dessas bandas que simplesmente fizeram um álbum de manutenção. Eu sei que podíamos ter feito isso e simplesmente fazer um álbum burocrático. Nós poderíamos até mesmo não ter feito novos discos e simplesmente optar por fazer turnê até que estivéssemos velhos demais para isso... poderíamos fazer isso, mas eu não quero ser esse tipo de banda ou esse tipo de músico. Eu quero ser inovador. Eu não quero ficar me repetindo. No fim das contas, quando estou conversando com meus filhos ou minha família, e eu tiver aponsentado ou o que for... mesmo se tivéssemos de parar prematuramente após o "Wrath" ou após o "Sacrament", eu iria querer saber que nosso corpo de trabalho não foi comprometido por esse conceito; que podíamos fazer menos simplesmente para manter o LAMB OF GOD seguindo.

Lithium Magazine: Você tem três famílias, Chris; a família dos cinco membros do LAMB OF GOD, você e o Willie «Adler, guitarrista do LAMB OF GOD» que são irmãos, e então sua respectiva família fora da banda. Você sente que alcançou um equilíbrio entre todos os aspectos do LAMB OF GOD e suas respectivas famílias?

Chris: Duas das três estão muito bem. O Willie e eu estamos sempre bem firmes, isso parece não mudar nunca. Temos uma direção musical bem similar e ambos sentimos que isso é o que queremos fazer e o que amamos fazer. A família da banda, acho que porque estamos todos meio que recuperando as forças pelo "Resolution" no momento, tudo está bem tranquilo por agora. Passamos muito tempo nas turnês do "Sacrament" e do "Wrath" e esse tempo todo sem qualquer discórdia ou coisas normais que se passam com amizades... esse tempo todo preso às mesmas pessoas tendem a causar alguns problemas. Não foi nada que não conseguíssemos lidar, nada sério. Apenas aquele tipo de sensação claustrofóbica que vem com anos e anos estando num ônibus com os mesmo caras. Dar um tempo e ensaiar no nosso tempo livre para voltar e fazer o "Resolution", a banda realmente está indo muito bem. Então agora a terceira família, a família em casa, essa é complicada porque agora eu fiquei em casa por um ano. Nós compusemos o disco em casa e eu assimilei o modo pai-e-marido. Agora a máquina voltou a funcionar e isso traz um terror emocional, por assim dizer. Agora minha esposa volta a ser uma mãe solteira. Quando eu voltei para casa depois do ciclo de turnê do "Wrath" foi muito difícil para mim meio que assimilar de volta aquele papel. Nós tivemos de nos readaptar a nossas rotinas e voltar àquele estado de espírito. Agora ela sabe que eu tenho de ir embora de novo e é difícil para mim essencialmente me afastar da minha esposa e da minha filha e sentir que eu ainda estou cumprindo meu papel de pai. As coisas que eu vou perder, é muito difícil. Eu amo fazer isso e seu que eu me arrependeria se não fizesse e – para nossa sorte – pagar as contas em casa e nos manter alimentados e minha filha na escola. Isso provavelmente dá mais trabalho do que qualquer outro aspecto da banda para mim, manter essa conexão em casa e deixar as coisas no lugar.

Leia a entrevista na íntegra na Lithium Magazine http://www.lithiummagazine.com/interview-chris-adler-lamb-god-friday-january-27th-2012

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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