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Coldblood: em entrevista para o Polêmico Rock

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Por Plínio Alves, Fonte: Polêmico Rock
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O Polêmico Rock conversou com Mkult, baterista do Coldblood. Confira a entrevista logo abaixo.

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Polêmico Rock - Olá pessoal do Coldblood, é um grande prazer tê-los aqui. Para iniciarmos o nosso bate papo, comece falando um pouco sobre a história e o objetivo da banda.

Mkult - Nós é que agradecemos pela oportunidade, será um prazer! A banda foi formada em 1992 mais precisamente em Janeiro de 92. Começamos como power-trio, eu na bateria, Alan Silva (guitarra/vocal) e Vitor Esteves (baixo), Gravamos nossa primeira Demo "Terror Stench" em Setembro do mesmo ano e seguimos com as apresentações dentro e fora do Rio de Janeiro, na época junto as bandas Sextrash, Loucyfer, Expulser, entre outras. Após esse período a banda deu uma longa pausa e só retornamos em 2000 para gravação da nossa segunda Demo "...And It Comes The Winter". Algumas apresentações foram realizadas para divulgação desse material mas logo em seguida a banda deu outra pausa. No ano de 2005 após um reunião entre eu, Alan Silva e Viitor Esteves (os membros originais) resolvemos voltar com a banda e gravamos nossa terceira Demo "Reicarnating A New Black God". Com essa Demo conseguimos nosso primeiro contrato" com o selo mexicano Onslaught Rec. para o lançamento do nosso debut-album "Under The Blade I Die". Após o lançamento em 2007, realizamos algumas apresentações uma delas ao lado do Cannibal Corpse, mas logo depois Alan Silva resolveu - por problemas pessoais e profisionais - deixar a banda, continuando eu e Vitor Esteves. Com a saída do Alan S. decidimos colocar dois guitarristas na banda, mas como na época não havíamos encontrado ainda os substitutos, Vitor Esteves se juntou ao Mysteriis/Darkest Hate Warfront e eu fui tocar com o Unearthly. A busca para preencher a vaga deixada pelo Alan S. continuava até que em 2009 sugiram Artur Círio (Guitarra/Vocal) e Julio Cesar (guitarra). Com a banda reformulada seguimos com a divulgação do debut-álbum "Under The Blade I Die" na ocasião dividindo o palco com as bandas Master e Onslaught. Após esses shows Vitor Esteves também por problemas pessoais e profissionais deixou banda restando somente eu da formação original. Como isso aconteceu a poucas semanas da nossa primeira turnê, não tivemos tempo de procurar um novo baixista então Julio Cesar (guitarra) assumiu o baixo e seguimos a "Under The South American Tour I Die 2010" como power-trio. Foram 18 apresentações por países como Equador, Peru e Bolívia. Na volta desta turnê, procuramos um novo baixista até que encontramos o Alex Kafer (Mysteriis, Enterro, ex - Darkest Hate Warfront e Matanza). Começamos a escrever coisas novas até que em 2011 soltamos o novo single "The Other Gods" e posteriormente lançamos o EP de mesmo nome. Então, hoje a banda está comigo na bateria, Artur Círio (guitarra e vocal), Júlio César (Guitarra) e Alex Kafer (baixo). O objetivo sempre foi tocar Death Metal, e junto a outras bandas daqui, representar o Brasil no estilo.

Polêmico Rock - Vocês executam basicamente um Death Metal tradicional. Quais os elementos e/ou bandas que os influenciaram?

Mkult - Buscamos nossa inspiração na atmosfera da velha escola, naturalmente que ouvimos as bandas clássicas como Morbid Angel, Deicide, Bolt Thrower, Death, Unleashed, Master, etc. Mas as procuramos manter nossa própria identidade e personalidade.

Polêmico Rock - Vocês lançaram o "Under The Blade I die" em 2007, e temos o EP "The Other Gods" agora, não é isso? Comente um pouco sobre este lançamento, e o que podemos esperar de novo nele com relação ao "Under The Blade I Die" de 2007.

Mkult - Quando estávamos em turnê sulamericana em 2010 divulgando o "Under The Blade I Die" mais precisamente em La Paz, na Bolívia, começamos a conversar sobre um novo lançamento até que chegamos a idéia do Ep "The Other Gods". Tínhamos nove composições novas a disposição, escolhemos quatro para o audio do EP, e uma em video ao vivo em Chiclayo-Peru durante a turnê. Junto as músicas inéditas tivemos a idéia de disponibilizar as três primeiras Demos como bônus, já que o material estava programado para ser lançado no aniversário de 20 anos da banda. A Arte foi assinada por Gustavo Sazes (Morbid Angel, Arch Enemy, Nightrage, Old Man’s Child). A produção ficou a cargo de Flávio Pascarillo (HR Estudio) e da própria banda. O lançamento foi feito em uma parceria entre três selos: Metalkult Rec. Distro Rock Rec. e Attitude Headbanger’s House Rec., e já pode ser encontrado nas lojas ou com a própria banda nos shows ou pelo correio. De novo em relação ao "Under The Blade I Die" além da formação e das músicas obviamente você poderá perceber uma banda revigorada e com muito gás pra gastar. Se está melhor ou pior só as outras pessoas poderão dizer.

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Polêmico Rock - Apesar do lançamento de "The Other Gods" em breve, vou arriscar a fazer uma outra pergunta: vocês já estão pensando em um full-length? Digo, o "The Other Gods" seria um pré-disco do full, se é que posso falar desta forma, ou vocês ainda pretendem excursionar e digerir outras atividades antes de pensar em um full-length?

Mkult - Boa pergunta. Este Ep veio para apresentar esta "nova" formação, já que estamos juntos desde 2009 e ainda não tínhamos lançado nada novo. Faremos algumas apresentações aqui pelo Brasil até o meio do ano para divulgar o material e em junho/julho entraremos novamente em estúdio para gravar nosso próximo full-length. Já temos sete músicas prontas, algumas totalmente novas e outras que ficaram de fora do Ep "The Other Gods". Teremos mais novidades em breve.

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Polêmico Rock - Como funciona o processo de composição das músicas? Tudo acontece de uma forma natural nos ensaios, ou alguém em específico é responsável pela composição?

Mkult - Nós nos reunimos para compôr (tiramos dois dias da semana para isso), e tem funcionado bem. Depois vamos para o estúdio executar as idéias e acertar os arranjos. Todos colaboram com idéias mas atualmente eu e o Artur Círio somos os principais compositores da banda

Polêmico Rock - E com relação a composição das letras, como funciona? Quem as escreve?

Mkult - Para este Ep eu mesmo escrevi todas as letras.

Polêmico Rock - Me fale um pouco sobre a oscilação da carreira de vocês. Digo isso, pois há um espaçamento considerável entre as datas de lançamento dos EPs/Cds/Splits, então estou partindo do pressuposto que em alguns momentos a banda ficou "congelada". Estou certo disso?

Mkult - Tivemos algumas pausas durante a trajetória da banda e com certeza isso atrapalhou bastante nosso crescimento, principalmente na década de 90 e devido a isso esses espaços grandes entre um laçamento e outro mas desde de 2009 temos trabalhado bastante, fizemos uma turnê sulamericana, lançamos um split e agora estamos com este Ep. Acredito que agora estamos com uma formação sólida e poderemos seguir em frente para mais 20 anos (risos).

Polêmico Rock - Como tem sido a aceitação das bandas por todos esses anos de carreira?

Mkult - Desde o início até os dias de hoje tudo que lançamos e fizemos foi bem aceito e recebeu boas críticas e isso principalmente pra mim que estou desde o início, nos motiva a continuar. Realmente gostamos do que fazemos e estamos entregues a isso.

Polêmico Rock - Vocês já excursionaram no exterior correto? Como foi a aceitação lá fora? Pretendem fazer isso novamente?

Mkult - Sim, em 2010 fizemos uma turnê Sulamericana batizada de "Under The South American Tour I Die 2010" e realmente ficamos surpreendidos com o que aconteceu por lá. Nos shows vimos pessoas cantando nossas músicas, mesmo sem ter um CD lançado nesses países (Equador, Peru e Bolívia), tivemos uma boa vendagem de nosso merchandise e todos nos trataram muito bem. Já recebemos muios convites para voltar e é claro que voltaremos, mas vamos preparar um novo álbum para isso e o momento chegará.

Polêmico Rock - Ainda falando em termos comparativos, eu acredito que a ferramenta ‘internet’ seja a diferença fundamental entre hoje e começo da década de 90. Do seu ponto de vista, a internet é uma ferramenta útil, ou você acha que ainda possui efeitos colaterais para as bandas?

Mkult - É útil, mas como você mesmo disse, tem seus efeitos colaterais dos quais todos conhecemos, mas fazer o que? Eu acredito que ajuda mais do que atrapalha. Então ...

Polêmico Rock - Para descontrair, me conte alguma cena bizarra ou engraçada que vocês presenciaram ou passaram como banda. Afinal, duas décadas de carreira, acredito que haja bastante história a ser contada ...

Mkult - Uma vez viajamos pela Bolívia pela Estrada da Morte, 25 horas de ônibus sem banheiro (risos), de Sucre até Santa Cruz De La Sierra. Precipícios eram nossas paisagens e foi muito tenso, principalmente a noite. E também o show de Lima-Peru que estava lotado e de tanto as pessoas agitarem os Pas quase caíram e a dona da casa mandou parar o show (risos). Tocamos somente seis músicas e paramos.

Polêmico Rock - Por favor, deixe uma mensagem para os fãs brasileiros, contatos para shows se desejarem, etc.

Mkult - Gostaria de agradecer a todos que nos apoiam e apoiaram durante todos esses anos, estamos de volta definitivamente que continuaremos até nossos corpos não aguentarem mais.

Polêmico Rock - Obrigado pela presença de vocês aqui, é realmente uma grande honra, e continuem devastando!


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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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