Dream Theater: nos EUA, rádio e TV ajudam a divulgar

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
Enviar correções  |  Comentários  | 

O Pollstar entrevistou recentemente o guitarrista John Petrucci do DREAM THEATER. Seguem alguns trechos da conversa.

5000 acessosPortnoy: ele entende porque os caras do DT recusaram o convite5000 acessosEddie Van Halen: "Eruption foi um acidente"

Pollstar: O novo álbum parece ter feito sucesso com os fãs. Vocês se preocuparam com o que aconteceria com o novo material?

Petrucci: Sabe, quando em turnê, fizemos alguns shows em locais abertos no verão e tocamos uma das músicas, que se chama "On The Backs of Angels", e saiu muito bem. E nós acabamos de terminar uma turnê na América do Norte e a reação às novas músicas foi tão boa que na verdade acrescentamos mais uma ou duas (ao set), porque tivemos uma reação de pessoas que realmente estavam gostando das novas músicas e às vezes chateadas por não as estarmos tocando. Já temos tanta experiência que, mesmo quando estamos compondo e gravando e durante a mixagem, você vai tendo premonições de como as coisas serão ao vivo. Mesmo a música com que abrimos nosso set chamada "Bridges in the Sky", assim que a compusemos, pensamos que seria tipo, "Essa é que vai abrir o show" – já sabíamos. Adiantando para alguns meses depois e lá está e deu perfeitamente certo. Então eu certamente espero que as pessoas curtam as novas músicas e, com base nas reações que tivemos aqui nos E.U.A e Canadá e México, eu tenho uma sensação boa quanto a isso. Estou ansioso pela turnê. A Europa é sempre ótima porque é tão diferente. As diferentes regiões a que vamos, as pessoas tem uma reação diferente, e você sabe que você está experimentando bem rapidamente todas essas culturas diferentes enquanto toca nesses ambientes diferentes. É bem incrível.

Pollstar: Vocês são enormes no exterior, talvez maiores internacionalmente do que nos E.U.A. Vocês apontam alguma razão para isso?

Petrucci: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não tenho certeza absoluta do porquê. Pode ser uma coisa cultural. Quando fazemos turnê na América, os shows são ótimos, e os fãs são tão apaixonados e entusiasmados como em qualquer outro lugar no mundo, mas em outras partes do mundo, em partes da América do Sul e em partes da Europa e da Ásia, o tamanho dos locais e a quantidade de gente que temos nos shows é consideravelmente maior. Diferenças de tocar para 20.000 ao invés de 5.000 ou 6.000. Sim, há uma diferença significante. Em alguns casos é algo que construímos. Como no Reino Unido, por exemplo. A primeira vez que tocamos em Londres tocamos em um bar. Chegamos ao ponto onde podemos agora lotar a Wembley Arena. Então, algumas vezes é questão de trabalhar duro e voltar e construir. E em alguns países em que você está indo pela primeira vez, há uma quantidade incrível de pessoas porque possivelmente elas estavam ansiosas por aquilo. Ao longo de nossa carreira, se formos a um país pela primeira vez, como há alguns anos indo a Moscou na Rússia pela primeira vez, ou aonde quer que seja, então ter uma carreira desenvolvida dando suporte, então esses shows iniciais são muito grandes. Construímos desde o início. Eu me lembro as primeiras vezes que fomos à Europa, e tocamos em bares e lugares menores. Na Europa eles têm oportunidades em festivais de que podemos usufruiur, o que não fazemos nos E.U.A. Então talvez estejamos alcançado muito mais pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar em nós. Então isso talvez possa ser uma razão também.

A outra coisa nos E.U.A é que – somos muito gratos por ter uma grande base de fãs não importa o que for – talvez o rádio e a TV e coisas assim meio que têm um grande papel na propagação de uma banda, seu nível de reconhecimento. Enquanto em outros países, na América do Sul e Brasil e outros lugares, talvez seja simplesmente que muitas pessoas realmente amam o metal e o hard rock e realmente queiram ir a shows e não se importam se está na TV ou no rádio, talvez isso não tenha tanta importância. Há uma coisa dentro da cultura onde as pessoas gostam de metal e rock progressivo, metal progressivo, onde haja essa coisa grande e que talvez não seja tanto assim nos E.U.A.

Pollstar: Como as coisas estão indo com o novo baterista Mike Mangini?

Petrucci: Estreamos com ele ao vivo em um festival ao ar livre em Roma … em Julho. E a reação a ele foi incrível. Eu tenho muito respeito por nossos fãs e ouvintes de nossa música porque eles foram muito, muito amáveis na forma como aceitaram o Mike e não podíamos prever uma reação mais positiva. Temos um monte de datas com ele e ele está ótimo. Ele é um grande músico e é ótimo tocar com ele. Nossos fãs o receberam de braços abertos, então isso torna tudo ainda melhor.

Pollstar: Após a saída do baterista de longa data Mike Portnoy, vocês decidiram filmar as audições para o novo baterista e postá-las no YouTube para revelar a selação. Como foi isso?

Petrucci: Acho que foi algo que ajudou muito, porque quando o Mike saiu da banda, houve muita especulação, muitas pessoas ficaram preocupadas com nosso futuro, ou preocupadas com quem fossemos escolher. Levamos um tempo desse a saída do Mike até o momento em que fizemos o anúncio. A razão foi porque queríamos trazer todos nosso fãs ao processo. Ter todas as audições gravadas e divulgá-las na web na série de três episódios – onde na última delas você descobre quem era o baterista – definitivamente gerou uma conscientização. Também fez com que todos se sentissem incluídos – ver exatamente o que passamos e como tomamos nossa decisão. Acho que realmente uniu as pessoas. Acho que foi algo muito positivo e estou muito feliz por termos feito isso. Foi um ano e um álbum bem sucedidos desde então, então acho que as coisas começaram da forma certa, da forma como tínhamos de fazer as coisas.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Pollstar
http://www.pollstar.com/blogs/news/archive/2012/01/20/794536...

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 24 de janeiro de 2012

Mike PortnoyMike Portnoy
Ele entende porque os caras do Dream Theater recusaram o convite

875 acessosNeno Fernando: Vocalista lança tributo ao Dream Theater305 acessosDarkos: os incríveis solos de guitarra de John Petrucci0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Dream Theater"

Dream TheaterDream Theater
John Myung explica porque usa um baixo de seis cordas.

Dream TheaterDream Theater
John Myung não tinha planos de ser baixista

Mike PortnoyMike Portnoy
Não me considero um grande baterista

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Dream Theater"

Van HalenVan Halen
Eddie explica os segredos do seu modo de tocar

Whiplash.NetWhiplash.Net
O site protege algumas bandas e prejudica outras?

Iron MaidenIron Maiden
O histórico (e atrapalhado) show no 1º Rock in Rio

5000 acessosMonsters of Rock: a feijoada que quase derrubou King Diamond5000 acessosPreços: quanto custa para contratar a sua banda favorita5000 acessosDeath On Two Legs: a declaração de ódio de Freddie Mercury5000 acessosMemes: versões para Slipknot, Linkin Park e SOAD5000 acessosGothic Metal: os dez trabalhos essenciais do estilo5000 acessosSepultura e irmãos Cavalera: da vanguarda ao apequenamento

Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

Mais matérias de Nathália Plá no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online