Dream Theater: nos EUA, rádio e TV ajudam a divulgar

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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O Pollstar entrevistou recentemente o guitarrista John Petrucci do DREAM THEATER. Seguem alguns trechos da conversa.

Pollstar: O novo álbum parece ter feito sucesso com os fãs. Vocês se preocuparam com o que aconteceria com o novo material?

Petrucci: Sabe, quando em turnê, fizemos alguns shows em locais abertos no verão e tocamos uma das músicas, que se chama "On The Backs of Angels", e saiu muito bem. E nós acabamos de terminar uma turnê na América do Norte e a reação às novas músicas foi tão boa que na verdade acrescentamos mais uma ou duas (ao set), porque tivemos uma reação de pessoas que realmente estavam gostando das novas músicas e às vezes chateadas por não as estarmos tocando. Já temos tanta experiência que, mesmo quando estamos compondo e gravando e durante a mixagem, você vai tendo premonições de como as coisas serão ao vivo. Mesmo a música com que abrimos nosso set chamada "Bridges in the Sky", assim que a compusemos, pensamos que seria tipo, "Essa é que vai abrir o show" – já sabíamos. Adiantando para alguns meses depois e lá está e deu perfeitamente certo. Então eu certamente espero que as pessoas curtam as novas músicas e, com base nas reações que tivemos aqui nos E.U.A e Canadá e México, eu tenho uma sensação boa quanto a isso. Estou ansioso pela turnê. A Europa é sempre ótima porque é tão diferente. As diferentes regiões a que vamos, as pessoas tem uma reação diferente, e você sabe que você está experimentando bem rapidamente todas essas culturas diferentes enquanto toca nesses ambientes diferentes. É bem incrível.

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Pollstar: Vocês são enormes no exterior, talvez maiores internacionalmente do que nos E.U.A. Vocês apontam alguma razão para isso?

Petrucci: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não tenho certeza absoluta do porquê. Pode ser uma coisa cultural. Quando fazemos turnê na América, os shows são ótimos, e os fãs são tão apaixonados e entusiasmados como em qualquer outro lugar no mundo, mas em outras partes do mundo, em partes da América do Sul e em partes da Europa e da Ásia, o tamanho dos locais e a quantidade de gente que temos nos shows é consideravelmente maior. Diferenças de tocar para 20.000 ao invés de 5.000 ou 6.000. Sim, há uma diferença significante. Em alguns casos é algo que construímos. Como no Reino Unido, por exemplo. A primeira vez que tocamos em Londres tocamos em um bar. Chegamos ao ponto onde podemos agora lotar a Wembley Arena. Então, algumas vezes é questão de trabalhar duro e voltar e construir. E em alguns países em que você está indo pela primeira vez, há uma quantidade incrível de pessoas porque possivelmente elas estavam ansiosas por aquilo. Ao longo de nossa carreira, se formos a um país pela primeira vez, como há alguns anos indo a Moscou na Rússia pela primeira vez, ou aonde quer que seja, então ter uma carreira desenvolvida dando suporte, então esses shows iniciais são muito grandes. Construímos desde o início. Eu me lembro as primeiras vezes que fomos à Europa, e tocamos em bares e lugares menores. Na Europa eles têm oportunidades em festivais de que podemos usufruiur, o que não fazemos nos E.U.A. Então talvez estejamos alcançado muito mais pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar em nós. Então isso talvez possa ser uma razão também.

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A outra coisa nos E.U.A é que – somos muito gratos por ter uma grande base de fãs não importa o que for – talvez o rádio e a TV e coisas assim meio que têm um grande papel na propagação de uma banda, seu nível de reconhecimento. Enquanto em outros países, na América do Sul e Brasil e outros lugares, talvez seja simplesmente que muitas pessoas realmente amam o metal e o hard rock e realmente queiram ir a shows e não se importam se está na TV ou no rádio, talvez isso não tenha tanta importância. Há uma coisa dentro da cultura onde as pessoas gostam de metal e rock progressivo, metal progressivo, onde haja essa coisa grande e que talvez não seja tanto assim nos E.U.A.

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Pollstar: Como as coisas estão indo com o novo baterista Mike Mangini?

Petrucci: Estreamos com ele ao vivo em um festival ao ar livre em Roma … em Julho. E a reação a ele foi incrível. Eu tenho muito respeito por nossos fãs e ouvintes de nossa música porque eles foram muito, muito amáveis na forma como aceitaram o Mike e não podíamos prever uma reação mais positiva. Temos um monte de datas com ele e ele está ótimo. Ele é um grande músico e é ótimo tocar com ele. Nossos fãs o receberam de braços abertos, então isso torna tudo ainda melhor.

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Pollstar: Após a saída do baterista de longa data Mike Portnoy, vocês decidiram filmar as audições para o novo baterista e postá-las no YouTube para revelar a selação. Como foi isso?

Petrucci: Acho que foi algo que ajudou muito, porque quando o Mike saiu da banda, houve muita especulação, muitas pessoas ficaram preocupadas com nosso futuro, ou preocupadas com quem fossemos escolher. Levamos um tempo desse a saída do Mike até o momento em que fizemos o anúncio. A razão foi porque queríamos trazer todos nosso fãs ao processo. Ter todas as audições gravadas e divulgá-las na web na série de três episódios – onde na última delas você descobre quem era o baterista – definitivamente gerou uma conscientização. Também fez com que todos se sentissem incluídos – ver exatamente o que passamos e como tomamos nossa decisão. Acho que realmente uniu as pessoas. Acho que foi algo muito positivo e estou muito feliz por termos feito isso. Foi um ano e um álbum bem sucedidos desde então, então acho que as coisas começaram da forma certa, da forma como tínhamos de fazer as coisas.

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Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Pollstar
http://www.pollstar.com/blogs/news/archive/2012/01/20/794536...

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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