Engines Of Torture: em entrevista para o Polêmico Rock

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Por Plínio Alves, Fonte: Polêmico Rock
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Polêmico Rock - É extremamente prazeroso estar aqui entrevistando essa banda carioca de Metal Extremo. Então, conte um pouco da história do Engines Of Torture.

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Vinícius Freitas: A priori, gostaria de parabenizá-lo pelo trabalho feito no "Polêmico Rock" e por todo apoio dado à cena e às bandas em geral, bem como pela parceria com o "Som Extremo". Visito regularmente ambos os blogs e sempre tem algo interessante. Mas vamos lá... o Engines of Torture foi fundado no final de 2006 por Victor Mendonça, Eduardo Berdague e Wederson Félix; em seguida Uranio Cerqueira se juntou à formação, que logo depois, me convidou para integrá-la. Essa formação foi mantida até meados de 2008. Nessa época as idéias sobre gravação já surgiam, mas a banda em si não tinha a identidade tão bem definida, as composições eram bem diferentes, bem como as letras e, de um certo ponto, até a proposta da banda em si. Diante de certos problemas, tivemos nossa formação original "quebrada" algumas vezes, mas tenho orgulho de dizer que nunca por motivo de desentendimentos, entretanto, todos os problemas que vivemos nesses anos, sejam financeiros ou na vida pessoal de cada integrante (e te digo que foram muitos), serviram para acrescentar mais força ainda ao Engines of Torture como um todo. Por fim, em um dos períodos mais difíceis da banda, recebemos Thiago Barbosa para ocupar o posto de baixista, em seguida Sílvio Rocha e por fim Felipe Cabral, que fecharam a formação como está hoje e graças aos três, conseguimos cumprir o trabalho iniciado anos atrás, de gravar nosso primeiro trabalho.

Polêmico Rock - Alguns dizem que as influências de bandas como Nile e Behemoth no som de vocês são notáveis, mas eu também consigo enxergar muita influência da velha escola de Death Metal da Flórida. O som de vocês me lembra muito o Disincarnate, banda o qual teve participação de um dos grandes nomes do Death, o James Murphy. Enfim, me diga quais são suas principais influências.

Vinícius Freitas: Sempre fico arrepiado quando citam bandas como Nile e Behemoth como influências do Engines Of Torture, são bandas que gostamos muito, bem como bandas da velha escola da Flórida, acho que é uma sensação única receber tais referências sem ter que dizê-lo, é uma honra imensa. Realmente temos influências de bandas como Nile, Behemoth, Vader, Melechesh, Hate, Belphegor, Morbid Angel, Death, o próprio Disincarnate, Cannibal Corpse e outras bandas que eu demoraria dias até citar todas. Entretanto, temos algumas influências que estão fora do metal e acho que beneficiam muito na hora de compor, influências de música clássica e digamos "étnica". Wederson e eu somos grandes admiradores de culturas como a do Egito e Índia, e naturalmente isso acaba surgindo em nossas composições.

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Polêmico Rock - O som de vocês possuem qualidade notável, e técnica abundante. Bateria sincronizada, rápida, riffs de guitarra e baixo ousados, e um vocal típico porém muito agradável para quem aprecia um som extremo. Este sempre foi o objetivo da banda? Vocês chegaram exatamente onde vocês queriam, ou vocês pretendem avançar mais?

Vinícius Freitas: Agradeço muito o elogio, e digo que antes, nossas composições eram bem diferentes e com o passar do tempo, a banda adquiriu identidade e passamos a compor com critérios mais orgânicos, mais naturalmente, sem robotizar riffs e tempos, porém, não acho que o Engines Of Torture chegou aonde queremos, e vejo que em cada composição, cada um de nós, até mesmo de maneira inconsciente, evolui mais um degrau, e acho isso de extrema importância para o desenvolvimento da banda como um todo. Não enxergo um "limite" para ser alcançado, quero sempre seguir em frente e superar à mim mesmo, acho que a música em si não tem um limite. Podemos sempre ser melhores, desde que de maneira natural.


Polêmico Rock - Falando em avançar, após terem lançado o EP intitulado Obsidian Redemption, e um video promocional para "Deadlands", podemos esperar agora a vinda de um novo álbum?

Vinícius Freitas/Wederson Félix: No geral sim. Estamos compondo as últimas faixas do que será nosso primeiro full, mas como todos sabem, não é tão simples lançar um álbum assim, ainda mais sendo independente. Temos que juntar dinheiro e investir em equipamentos, bem mais que no caso do Obsidian Redemption, então talvez lancemos algum Web Single durante esse interstício, mas nada certo por hora.

Polêmico Rock - No vídeo promocional de "Deadlands", é possível ver uma espécie de "Behind the Scenes", com cenas dos integrantes no estúdio, e um pouco da vida social de vocês. De onde partiu a idéia do vídeo?

Vinícius Freitas: Sendo honesto, eu venho filmando algumas coisas desde antes das gravações do Obsidian Redemption, e confesso que até para alguns membros o vídeo foi, de certa forma, uma surpresa. Inicialmente eu pensava em fazê-lo com base na Shaped in Hate, mas quando tive a idéia de fazer com a Deadlands, já me faltava material no acervo de gravações, então esperei um pouco e foi bastante positivo, pois consegui imagens de outros shows e viagens, além de mais material do nosso convívio. Minha intenção era realmente aproximar o público de todos os "lados" da banda ... seja nos palcos, gravando ou em nosso convívio rotineiro. E acrescento, provavelmente farei algo similar daqui a algum tempo com outra faixa.

Polêmico Rock - Como funciona o processo de gravação/criação de uma música? Cada um chega com uma idéia diferente, e vocês fazem experimentos musicais? Ou cada um tem um papel específico dentro da banda, para criar as letras por exemplo, ou cada um responsável pelo seu instrumento?

Vinícius Freitas/Wederson Félix: No caso das faixas do Obsidian Redemption, tivemos ainda a participação do ex baterista Victor Mendonça, mas no geral, ainda quando a formação era mantida por Wederson e eu, o Ep já estava composto. Até o presente momento, as composições ainda seguem por nossa conta; me reúno com Wederson para a composição do instrumental e em seguida ele reforça as idéias das letras. Claro que sempre surge uma idéia ou outra por parte dos outros integrantes, mas no geral as faixas são compostas por nós dois ainda, por conta da afeição com a identidade da banda.

Polêmico Rock - Eu gosto muito da faixa "Heretics Fork". Na verdade, como um fã de metal extremo, eu adorei todo o EP, você sabe disso. Mas acho que "Heretics Fork" expressa essa "violência" que deve haver em uma banda de Metal Extremo. Embora, a faixa "Deadlands" poderia ser facilmente acrescentada em um novo álbum do Nile por exemplo, pois tamanha é a complexidade, e riqueza de técnica e melodia, visto nestas faixas. Enfim, qual a música que você sente mais orgulho de ter composto?

Wenderson Félix: Primeiramente, te agradeço pelos elogios, fico muito grato porque pelas suas palavras você compreendeu perfeitamente a proposta da banda no que tange às musicas. Quanto a Heretic's Fork, também é uma faixa que nos agrada muito e foi a que mais sofreu alterações desde que foi composta; digamos que tenha sido composta entre as duas fases da banda. Gosto de todas as músicas do EP, mas particularmente falando, minha favorita dentre todas é a Deadlands, pois reuni todos os nossos principais elementos como um todo. Preferência essa que se manifesta também nos demais membros, exceto o Vinícius, que tem como maior orgulho do EP a Shaped in Hate.

Polêmico Rock - Como esta o andamento dos shows?

Wederson Félix: No momento estamos focados nos ensaios e nas novas composições, então por hora estamos evitando um pouco fixar datas, mas em breve voltaremos aos palcos para continuar a divulgar o EP, assim como as novas composições que estarão presentes em nosso próximo registro, mas já pretendemos mostrar alguma coisa em palco, o quão breve possível.

Polêmico Rock - Como os headbangers têm recebido o som de vocês?

Wederson Félix: A repercussão tem sido muito boa por parte dos headbangers em geral. Ainda temos muito a conquistar como banda, mas o que me deixa mais satisfeito é ver que a maioria dos que nos apóiam e acompanham nosso trabalho, compreenderam o que passamos em nossas músicas, tanto no que tange à musicalidade quanto ao conteúdo lírico.

Polêmico Rock - Esta pergunta eu costumo perguntar com certa frequência para bandas da cena Underground: o quão difícil é mostrar o som de vocês na cena brasileira?

Wederson Félix/Vinícius Freitas: A cena brasileira em si, tem um público bastante receptivo para o nosso som, versando sobre o público de extremo, claro! Fomos até Belo Horizonte em julho para divulgar o material e fomos super bem recebidos pelo pessoal da galeria do rock, pelos headbangers presentes e acabamos até vendendo cópias do EP quando na verdade a intenção era apenas divulgar, mas fizeram questão de contribuir com a banda. Achamos essa postura muito honrada por parte do público de metal que pouco nos conhecia até o momento em BH, então não apontamos uma dificuldade específica para as bandas, vemos muitos produtores gastando do próprio bolso para manter a cena firme e sem um incentivo da gestão cultural respectiva, mas não vivemos em uma unidade geográfica que valorize tanto o esforço musical, principalmente quando relacionada ao metal extremo. Temos públicos às vezes divididos, falta de incentivo para as produtoras, dificuldade dos que levam bandas à sério a se dedicarem integralmente ao lado musical, e certas vezes surgem "estigmas" de que uma banda só terá reconhecimento se traçar passos pré-determinados, o que não concordamos, e gostem os que traçam tais caminhos ou não, continuaremos a traçar o nosso próprio, mas mesmo com um pequeno número de pessoas que apóiam, sabemos que é uma força verdadeira.

Polêmico Rock - Deixe um recado para os Headbangers, e contatos para shows e afins.

Wederson Félix: Bem, queria antes de mais nada agradecer a oportunidade nos dada pelo Polemico Rock, fico extremamente grato! Agradecer também a todos os verdadeiros amigos e bandas que nos apoiaram desde o inicio e nos apóiam ate hoje, vocês sabem quem são! Aos Headbangers, confiram nosso material no myspace www.myspace.com/enginesovtorture, ou nas nossas respectivas paginas no orkut, facebook, reverbnation e outras que deixaremos abaixo. Quem quiser entrar em contato para shows, material ou para simplesmente nos conhecer melhor, pode falar conosco através dos emails [email protected] e [email protected]

Polêmico Rock - Valeu pessoal, fico extremamente agradecido pela entrevista com o Engines Of Torture, e desejo realmente boa sorte na carreira de vocês, pois é uma das bandas que eu realmente quero ver crescendo. Um grande abraço!

Vinícius Freitas: Um grande Abraço, e a todos os leitores do Polemico Rock, estaremos sempre juntos!! Vida longa ao Polemico Rock.

Polêmico Rock: Obrigado!




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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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