Sakrah: em entrevista para o Polêmico Rock

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Por Plínio Alves, Fonte: Polêmico Rock
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Polêmico Rock - Me conte um pouco da história do Sakrah: como surgiu o interesse pelo projeto inicialmente, o line up, e o direcionamento do som de vocês.

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Alex: O Sakrah foi formado em 2009. Todo mundo da banda tem história e bagagem já, mas estávamos querendo fazer um som que a gente gosta de ouvir. Aí surgiram os primeiros riffs, com as influências de tudo que a gente ouve diariamente. A intenção sempre foi de montar uma banda e não um projeto, por isso a gente leva muito a sério e se dedica 24 horas por dia na banda, compondo, criando, divulgando, etc. A gente faz tudo com calma e foco, pra poder deixar tudo sincero e bem feito, em respeito a quem curte o som.

Hoje nós mesmos somos fãs da banda! Então isso facilita na criação e na honestidade do som. A gente está fechando uma parceria com a Jaguah Sounds International, que vai produzir e introduzir a banda no mercado internacional, isso vai ser um grande salto pra gente. Estamos planejando uma tour europeia, mas ainda não temos datas corretas pra divulgar. Assim que tiver na mão, você vai ser o primeiro a saber.

Polêmico Rock - Legal. Eu, sinceramente, tenho certeza de que serão muito bem recebidos lá fora. É inegável que o Sakrah possua uma qualidade sonora incrível, visto em seu EP "Collider". Este profissionalismo e dedicação, portanto, foi algo estabelecido desde o começo? Ou, ao meu ver, a excelência é um hábito de cada um ... e não algo que deva ser estabelecido de uma hora pra outra, certo?

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Alex: Cara, a gente sempre prezou por fazer um trampo bem feito, mas no Sakrah tem um carinho a mais, confesso (risos). A gente se cobra sim, pra fazer tudo direito, desde a composição até a execução. Não acho que isso tenha sido estabelecido, acho que a experiência de todos ajuda muito no profissionalismo, além da dedicação também.

Polêmico Rock - Eu relacionei o som de vocês muito com o Pantera, Kyuss e Down. Mas isso é mais uma opinião minha. Gostaria que vocês levassem isso como um elogio, visto que eu sou grande fã dessas três bandas. Se eu estiver errado, então me diga: Quais são as principais influências do Sakrah?

Alex: Você esta certíssimo (risos)! Inclusive vamos pro show do Down esse ano! Vamos?! (risos). Agora, além disso ouvimos muitas outras coisas, como Lamb Of God, Black Label Society, SOAD, Machine Head, Biohazard, Testament, Sepultura, Atomship, Clutch, In Flames, etc. A gente não pensa pra fazer os sons, tipo "vamos fazer um som na praia de ...", a gente faz o som sem pensar... na energia que vier, sem se preocupar com influências. Elas aparecem, por obviedade, mas não é proposital e nem tentamos parecer com ninguém.

Polêmico Rock - Se você esta falando do SWU, certamente tomaremos uma cerveja por lá então! (risos). As composições do Sakrah parecem se concentrar mais na melodia. Obviamente que temos qualidade, técnica, e muita ralação por trás disso tudo, mas a melodia é elemento abundante e relevante, visto em todas as faixas. Este foi sempre um objetivo da composição das músicas do grupo?

Alex: Então Plinio, acho que não é nada pensado, simplesmente sai ... Você precisa ir num ensaio nosso pra ver como rola ... as vezes sai um riff de guitar de brincadeira ... Aí o Cliff acompanha, o BA já entra com a batera e do nada, saiu um som novo ... 70% dos sons, saem de improvisos ... daí vem a honestidade que te disse lá tras.

Polêmico Rock - Quanto ao ensaio eu não sei, mas ao um show certamente eu irei. Como esta o andamento dos shows? Como os headbangers estão recebendo o som de vocês?

Alex: Bom, quanto a shows, o cenário está bem fechado, principalmente pra sons autorais, mas a gente ta conseguindo se manter legal, tem bastante procura pela banda, mas no momento estamos focados em terminar o CD, então demos uma respirada em shows.

Quanto aos headbangers, não tenho palavras pra descrever cara... Tá muito bem aceito, muita gente adicionando nas redes sociais, já passaram de 800 downloads do EP em quase três meses. Acho que estamos no caminho certo e a galera está sentindo o mesmo que a gente.

Polêmico Rock - Qual a previsão de um novo álbum ser lançado?

Alex: A intenção é terminar até novembro, mas o lançamento só no começo de 2012. E pode esperar um show animal pra esse lançamento!

Polêmico Rock - Com relação às letras, a canção de vocês falam, de uma forma um pouco subjetiva, do nosso dia a dia. Por exemplo, "Reflection" e "When I Fall", que possuem letras realmente fortes e agressivas, quando se trata da mente do ser humano: o que o ser humano pensa, como ele age, reage, ou deveria reagir. Enfim, como acontece a composição das letras? Refere-se à opinião de todos, ou seria opinião própria de algum integrante em específico?

Alex: Outra coisa que não definimos como caminho, simplesmente rola... Tudo depende da energia do dia, do que de repente aconteceu naquela semana... Acho que é um reflexo real de tudo que está rolando no mundo, ou nas nossas vidas... As vezes, damos algumas idéias, por exemplo, vamos falar de um assunto "X", porque isso está me incomodando, ou porque gostamos de tal assunto, mas se eu for te falar uma linha, vou mentir, pois é mais pra uma incógnita (risos).

Polêmico Rock - Parece que as coisas rolam de uma forma bem natural realmente. O Sakrah possui profissionalismo e maturidade em relação as suas composições, quanto na qualidade dos seus trabalhos, quanto na divulgação, nas fotos, enfim. Contudo, como toda banda brasileira, acredito que vocês tenham ou já tiveram algumas dificuldades perante o cenário brasileiro. Como vocês definem o cenário musical brasileiro, atualmente, aquele voltado para o underground?

Alex: Putz... honestamente, a cena é difícil... Mas o problema tá na galera que não vai nos shows. Se vem uma banda gringa, BOMBA... Se é uma banda nacional, você conta nos dedos a galera no show. Pra salvar o Underground, primeiro precisamos mudar nossa cabeça e nossos costumes. A galera precisa ficar mais antenada no que está roland, o metal nacional evoluiu MUITO! Tem muita coisa boa rolando por aí. Pra banda sobreviver, a gente tem que amar mesmo! Senão, esquece... Isso não é só nossa opinião, mas de várias bandas parceiras em conversas em off. Queria inclusive agradecer a Alumia Design que apoia a banda!
http://www.alumia.com.br

Polêmico Rock - Neste fim de entrevista, gostaria que vocês contassem algum momento engraçado e/ou bizarro que tenham acontecido com o Sakrah.

Alex: Coisas engraçadas acontecem tempo todo... (risos). O Marcelo BA (batera) não para um segundo... o cara mais bem humorado da banda, então coisas bizarras acontecem o tempo todo, não lembro de uma em específico, mas acho que a banda tem isso, um bom humor, apesar das caras malvadas... (risos). Teve uma situação em que um senhor me perguntou se era uma banda cristã, por causa do nome... e eu disse que sim e coloquei o som pra ele ouvir... resultado... ficou com uma cara de reprovação e criticou as novas bandas gospel, por fazerem esse tipo de som... (risos). Foi realmente bizarro.

Polêmico Rock - Deixe algum recado para aqueles que apreciam o som do Sakrah, e se possível, contato para shows e eventos.

Alex: Galera, esperamos de coração que vocês estejam curtindo nosso som! Como já dissemos, é tudo honesto e de coração! Nós estamos em quase todas as redes sociais, podem adicionar que serão MUITO BEM VINDOS! Segue aki o link pra baixar nosso EP: http://www.sendspace.com/file/7cbjyd. Baixem e curtam! Nosso contato, para shows, eventos, merchan, etc: [email protected] Nosso site:
http://www.sakrah.com.br

Polêmico Rock - Um grande abraço, e obrigado por essa grande oportunidade de entrevistar o Sakrah, banda pelo qual possui potencial de sobra para ser um grande nome nacional e internacional.

Alex: Velho, o prazer é todo nosso! Queríamos agradecer por nos ajudar a divulgar nosso som e parabenizar pelo seu trabalho, que está muito bom mesmo! O metal precisa de gente como você que se importa com o que ta rolando e que apoia as coisas que gosta independente se é nacional ou não. Um abraço!!!

Polêmico Rock: Obrigado! Posso dizer com absoluta certeza que as pessoas estão curtindo o som de vocês. E vida longa ao Sakrah!




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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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