Moretools: "somos paranóicos em fazer o melhor possível"

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Por Ben Ami Scopinho
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Na ativa desde 2003, o Moretools é natural do distrito Federal e está marcando sua estréia com um álbum auto-intitulado que mescla Death Metal, Hardcore e Grindcore. Uma fusão tão ácida que o Whiplash! resolveu conhecer um pouco mais sobre a banda e conversou com o baterista Riti, que deu uma geral em sua história e o que anda acontecendo pelo circuito musical de sua região. Confiram aí:

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Whiplash!: O Moretolls está na ativa há oito anos, e o melhor é que sua formação está estabilizada há muito tempo. Que tal começarmos com um pouco de sua trajetória?

Riti Santiago: Eu e o Hudson tínhamos uma banda de nome Satan´s Play. Quando a banda acabou ficamos um ano sem tocar juntos e, um dia, resolvemos brincar no estúdio para ver o que acontecia. Assim nascia o Moretools. Desde começo até hoje tivemos duas mudanças na formação, o que traz uma estabilidade musical e amizade muito grande.

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Riti: Na verdade, no começo a banda se chamava Mortus, mas quando digitamos isso no Google apareceram milhões de coisas com esse nome. Foi quando o Miguel (guitarra da banda DFC) teve a genial ideia de chamar a banda de Moretools, que, segundo ele, as pessoas continuariam a pronunciar 'MORTUS', mas com um nome nada haver com isso... Hehehe... Foi, digamos, uma adaptação do nome, mas que caiu como uma luva para a banda! Não consigo imaginar a banda com outro nome, mas na verdade o Moretools é mais do que uma banda pra nós, é uma coisa que está no nosso sangue, nossas almas!

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Whiplash!: "Moretools" é seu primeiro registro e já causa boa impressão. Durante o processo de composição, como equilibrar essa química que insere em seu Death Metal uma gama de referências do Grind e Hardcore, considerando que alguns de vocês já possuíam experiência com outras bandas e discos?


Riti: Olha, desde o começo nós fomos misturando nossas influências, que são diversas dentro da banda! Fizemos várias musicas e fomos escolhendo o que poderia sair. Eu sou mais da velha escola e alguns da banda escutam mais coisas novas, e juntando tudo isso deu essa salada! Mas também acho que hoje temos um direcionamento mais definido, o que é normal depois de tanto tempo tocando. Somos meio paranóicos em fazer o melhor possível musicalmente e nos cobramos muito.


Whiplash!: Ainda que o áudio esteja muito bom, a gravação demorou quase três anos para ser finalizada... Tempo considerável, não? Como fluiu todo esse processo?

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Riti: Na verdade, eu gravei as baterias a cinco anos atrás!!! Nós ganhamos o CD do Marcos Paganni, o dono do Orbis Estúdio (Taguatinga – DF), onde gravamos. Mas uma das condições era gravar nos horários que sobravam! Aí, isso acabou atrasando! Tive um acidente de bike sério e fiquei quase um ano e meio de molho, isso também foi determinante, já que estava na produção do álbum. Mas, apesar de toda essa demora, o mais importante foi que o resultado final ficou como queríamos! Até brincamos dizendo que queremos gravar o próximo CD em uma semana para compensar essa demora toda! É bem verdade que estamos muito mais experientes e não vamos cometer os mesmos erros do passado.


Whiplash!: Faixas como "Damned Dog Of War" ou "Human Dependence" são matadoras... Pode ser meio cedo, mas já deu para sacar as reações ao disco? Qual está sendo a intensidade de shows?

Riti: "Human Dependence" foi a primeira música que fizemos e sempre achei ela foda!!!! As reações estão sendo mais do que positivas! Apesar dessa demora em lançar o disco, acho que musicalmente ele continua atual! Estamos tocando aqui pelo Distrito Federal e Minas Gerais e estamos fechando com um selo que vai abrir os caminhos para que possamos levar nosso som para todos os lugares possíveis e impossíveis também!

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Whiplash!: "Pain Screams" foi uma bela escolha para se transformar em vídeo-clip. Como rolou sua produção? Achei os efeitos simples, mas de muito bom gosto e perfeitos para a proposta de sua música...

Riti: Pois é, o Pedro Bede (diretor do clip) deu a dica de fazermos o vídeo dessa música por achar ela bem intensa! Alugamos um porão de um teatro, levamos uma câmera e fizemos uns 20 takes. Depois da edição das imagens da banda, o nosso amigo Jetro entrou com a parte de efeitos e ficamos bastante felizes com o resultado! E esse clip está ajudando, e muito, na divulgação da banda e do disco.

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Whiplash!: Brasília sempre gerou bons nomes, mas é perceptível que nos últimos anos a cena vem se expandindo. A que você credita esse crescimento e como vivem as bandas por aí? Há bons produtores e espaço para mostrar sua música?

Riti: Olha, acho que a facilidade para se ter acesso a bons instrumentos e informação, hoje em dia, é determinante nisso também. Mas é fato que o DF tem algo que não se explica em relação à música! Tem muita coisa boa e nos últimos anos têm aparecido vários festivais e oportunidades de mostrar o som. Eu acho que, no caso do Metal, as coisas ainda são muito lentas... Fora alguns heróis locais (destacando o Felipe CDC, que é produtor e vocal das bandas Death Slam e Terror Revolucionário), você tem que se virar para tocar. O que eu acho mesmo é que Brasília é um lugar bom pra se montar uma banda, mas se você quiser ter alguma pretensão maior, tem que sair fora.

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Whiplash!: Falando nisso, Riti, você está à frente de um festival que se chamará "Território Metálico", e parece que virá muita coisa boa daí. Poderia dar mais detalhes sobre o evento?

Riti: Bem, eu escrevi esse projeto inicialmente para ser um DVD do Moretools, buscando apoio pelo FAC (fundo de apoio à cultura). O projeto foi aprovado, mas infelizmente, por questões políticas e mudança de governo, o projeto foi indeferido, mesmo sendo publicado no Diário Oficial. O novo governo do DF acena com a possibilidade de pagar... Estamos no aguardo disso até maio de 2011. Segundo fontes, vamos conseguir, o que seria muito importante para o Distrito Federal, pois será uma produção inédita por aqui.

Riti: A ideia é fazer todo ano um DVD com bandas diferentes. Nessa primeira edição as bandas serão o Death Slam, Miasthenia, Embalmed Souls, Moretools e Violator. Como falei, estamos no aguardo dessa grana sair e fazer esse que será um grande evento, com certeza!

Whiplash!: Sei que vocês já possuem material para outro disco e pretendem gravá-lo ainda neste ano. O que o Moretools espera deste próximo álbum?

Riti: Consolidar nossa música e fazer um álbum técnico, mas sem perder a agressividade e peso, que são as marcas da banda. O que acontecer fora isso, para nos, é lucro.

Whiplash!: Para finalizar, o que vocês estão preparando para divulgar "Moretools" e quais as expectativas do grupo para 2011?

Riti: Como falei, estamos fechando com um selo novo, mas que terá um grande impacto no mercado nacional... Não divulgo o nome ainda, pois estamos negociando isso, mas divulgaremos assim que fechar. Fora isso, temos uma assessoria de impressa com o Maicon Leite da Wargods Press, que está fazendo um trabalho sensacional. No mais, tocar pelo país e, quem sabe, um dia fora também. E também estamos escrevendo um roteiro para um próximo clip.

Whiplash!: Ok, pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista desejando boa sorte ao Moretools. O espaço é de vocês para as considerações finais.

Riti: Valeu a você, Ben, e ao Whiplash! Ficamos felizes pela repercussão do CD e só temos a agradecer pelos amigos e parceiros que temos nesse trabalho! Estamos tocando há muito tempo e nos divertimos, apesar de ser uma brincadeira séria!!! Valeu a todos e esperamos poder estar tocando o máximo possível!!! Metal sempre!

Contato: www.myspace.com/moretools

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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