Megadeth: Drover diz ter tantas contusões quanto um jogador

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Por Kako Sales, Fonte: Blabbermouth.Net, Tradução
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Don de Leaumont, do site The Great Southtern Brainfart recentemente conduziu uma entrevista com o baterista do MEGADETH, Shawn Drover. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

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The Great Southern Brainfart: Ouvir o “Rust in Peace” na íntegra tem sido um verdadeiro banquete para os fãs. Você prefere tocá-lo na íntegra ou fazer um repertório do tipo “antológicas”?

Drover: É uma boa pergunta. Gosto de ambos, porque, até onde eu sei, todas as músicas são legais. Na pior das hipóteses, é melhor do que trabalhar para viver. Isso é o que eu nasci para fazer e tenho sorte de tocar profissionalmente. Te proporciona desafios diferentes como baterista. Os fãs querem ouvir tudo da forma mais apurada possível e isso não é fácil. Pode parecer fácil, mas não é. “Rust in Peace” é um álbum difícil de executar. Há um monte de mudanças de tempo e variações. A recompensa disso é que quando você executa da melhor maneira, você desce do palco com um sorriso largo no rosto, dizendo “Fizemos um show de matar hoje à noite!”. Você se sente recompensado. Com certeza é um desafio, mas há uma grande recompensa que vem com o desafio.


The Great Southern Brainfart: Há alguma música em particular que você acha mais desafiadora que outras para serem executadas?

Drover: Na verdade, não há nenhuma que seja um obstáculo, mas “Polaris” é difícil por causa das variações e estranhezas rítmicas e dos detalhes na bateria. Tentar manter a precisão com tudo o que está acontecendo na música é mais difícil do que parece para que ela soe bem. Eu tenho que ter muito foco quando toco aquela música. As mesmas coisas se aplicam quando eu toco “Take No Prisoners”. Essa também é difícil. Muita coisa acontece ao mesmo tempo naquela música.

The Great Southern Brainfart: Esse estilo de música parece fisicamente doloroso. O que você faz na noite seguinte para não se machucar?

Drover: Eu me machuco. Sinto dor o tempo todo. Tenho tantas contusões quanto um jogador de futebol. Já tive tantos machucados desde que entrei nessa banda, juro por Deus (risos). Logo depois que voltei à banda, após meu primeiro show, tive que ir para o hospital, porque estourei meus ouvidos nos ensaios. Tive um ataque de vertigem e também uma infecção auditiva severa. Na primeira parte da turnê, se você olhar as fotos de 2004, tive que usar fones de ouvido. Tinha que usá-los porque estourei meus ouvidos gravemente e o único jeito de sarar e da infecção eventualmente sumir foi usar esses fones super-isolados, eu os mantinha num volume baixo e não ouvia o barulho de fora. Com o andamento da turnê, a infecção foi curada. Foi brutal. Tive que fazer uma cirurgia no joelho devido ao constante estresse ao tocar. Eu fraturei minha mão direita em minha primeira turnê européia. É como um atleta. Você joga contundido e é assim que funciona. É uma resposta bem longa para sua pergunta (risos). Quando estou saudável, me sinto muito feliz. Eu bato nas coisas para viver. O que você espera? (risos)

The Great Southern Brainfart: Quando eu perguntei ao Tom Hunting do EXODUS sobre suas técnicas de bateria, ele disse “Uma das coisas que ele aprendeu foi que, quanto mais rápido você bate na caixa com o máximo de força possível e mais rápido afaste a baqueta da caixa, mais ela irá ressonar. Eu tentei ensinar isso a Drover, mas ele fica grudado naquele glam metal dele (risos)”. Você se importaria em falar sobre isso?

Drover: (Sorri e balança a cabeça) O negócio de Tom é que ele tem troncos de árvores no lugar dos braços. O cara bate com uma velocidade e força insana e que é... O que eu posso dizer? O cara é brutal. Ele é uma influência pro meu modo de tocar. Quando eu descobri o thrash, EXODUS estava lá junto com todas as bandas como METALLICA, SLAYER e ANTHRAX. Antes de tocar, eu era um grande fã do jeito do Tom de tocar. Ele é um baterista de thrash metal completo e original. Os grooves e viradas que ele faz são incríveis. Eu não tinha percebido até nós sairmos em uma turnê junto com eles em 2004 o quão forte ele bate na caixa. O set de bateria que ele está usando agora é uma Yamaha e ele possui provavelmente a caixa com o som mais alto, eu diria, no mundo. Eu nunca escutei uma caixa com o som tão alto que parece que está partindo minha cabeça. Tenho certeza que ele tem um prazer imenso em bater um pouquinho mais forte para deixar todo mundo puto, porque a caixa dele tem um som do caralho! Tom é um ótimo baterista, mas eu tenho um cabelo melhor do que o dele, então você pode falar isso para ele por mim!

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no site The Great Southern Brainfart:
http://thegreatsouthernbrainfart.com/?p=3900

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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