Angra: "Estamos satisfeitos com o resultado do trabalho!"

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Por Ana Clara Salles Xavier
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Em entrevista concedida por e-mail, Felipe Andreoli, baixista do Angra, fala sobre o processo de composição de "Aqua", a inspiração para a temática do álbum, a volta do baterista Ricardo Confessori, a nova fase da banda, e mais.
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Como foi o processo de composição de Aqua?

O processo se iniciou por volta de setembro de 2009, no fim da tour que fizemos com o SEPULTURA. Começamos a nos reunir em minha casa, na casa do EDU FALASCHI e do KIKO LOUREIRO para reunir as primeiras ideias e ir dando forma ao disco. Quando tínhamos mais de 20 músicas reunidas, selecionamos 10 para serem trabalhadas, e então fomos ao sítio do RICARDO CONFESSORI no interior de São Paulo para tocar essas ideias com a banda toda e finalizar os arranjos.

De onde surgiu a inspiração para se basear em Shakespeare?

Um amigo nosso que trabalha no ramo editorial nos falou sobre essa obra, e de suas peculiaridades, como o fato de ter sido a última obra escrita por Shakespeare e também de ser considerada maldita, já que ele morreu após escrevê-la. Então começamos a pesquisar, lemos o livro e conversamos muito sobre o assunto, e achamos que “A Tempestade” seria uma ótima fonte de inspiração.

O que os fãs podem esperar dessa nova fase da banda?

Estamos muito satisfeitos com o resultado do trabalho, e também com a reação do público ao disco. Agora nossa vontade é tocar essas músicas ao vivo, e sentir a reação das pessoas. Estamos com pique total!

Como foi voltar a trabalhar com o CONFESSORI?

Ter o RICARDO de volta à banda nos permitiu resgatar uma sonoridade que havia ficado um pouco de lado nos últimos trabalhos, que são as levadas bem brasileiras, o swing e a versatilidade de ritmos. Ele tem uma linguagem e um vocabulário vastos, que nos permitiram explorar diversas formas de arranjo.

Vocês já tinham trabalhado com a equipe do Norcal antes, como foi?

Já tínhamos trabalhado juntos nos discos do ALMAH e do KIKO, e foi justamente por isso que escolhemos o Norcal para gravar. A estrutura do estúdio é fantástica, a equipe é muito profissional e existe um clima leve de trabalho, o que é superimportante. Foi fundamental ter essa tranquilidade e confiança pra que pudéssemos chegar ao melhor resultado.

A decisão de mudar o artista da capa significa uma nova era?

Assim como no caso do Norcal, o Gustavo fez as capas de todos os nosso últimos trabalhos com o ALMAH, KIKO e BITTENCOURT PROJECT, então foi muito natural escolhê-lo para fazer também as artes do ANGRA. Acredito que essa mudança de identidade visual ajuda a marcar o momento de renovação que estamos vivendo.

Weakness of a man, de acordo com KIKO LOUREIRO, faz parte de gravações de 2004. Isso a torna mais especial?

É comum que ideias que já foram apresentadas e não usadas no passado acabem retornando mais pra frente, às vezes com uma nova roupagem. Esse foi o caso. Quando foi apresentada pela primeira vez em 2006, era uma gravação bem rústica da base principal do violão. Dessa vez pegamos essa idéia e desenvolvemos até chegar ao ponto em que se ouve no disco. Acaba sendo uma maneira de variar a fonte das ideias que compõe o disco, por isso acredito que seja, sim, especial.

Vocês lançaram “Arising Thunder” no jogo Guitar Flash. Pretendem fazer isso com outras músicas do ANGRA? Acha que é uma boa maneira de divulgar o trabalho da banda?

Nós gostamos muito do resultado do jogo Guitar Flash com a música Arising Thunder, e sem dúvida faríamos mais músicas. Além de ser uma ótima maneira de divulgar a banda, acredito que os jogos no estilo “guitar hero” são uma forma de aproximar as pessoas do rock como um todo, atingindo um garoto, por exemplo, que nem toca guitarra, mas pode vir a se interessar em aprender o instrumento através do jogo.

Alguns fãs consideram Arising Thunder uma música “fraca” para ser o novo single, e defendem que a escolha certa seria Awake from Darkness. O que pensa a respeito disso?

Na verdade a escolha de Arising Thunder como single veio da JVC, nossa gravadora japonesa, mas concordo que uma música como Awake From Darkness é mais representativa do trabalho como um todo.

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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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