Andre Matos: uma conversa bem descontraída com o mestre

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Por Josco, Fonte: Josco Weblog
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No dia 30 de agosto deste ano, em João Pessoa-PB, durante a cobertura realizada para o evento Oi Blues By Night, eu tive a grata oportunidade de ter uma agradável conversa com ninguém menos que o maestro ANDRE MATOS, que dispensa qualquer tipo de apresentação no meio musical. Esta conversa, na verdade, era para ser uma entrevista, mas, devido ao curto espaço de tempo, acabou se transformando em um bate papo puramente informal. Um grande amigo meu e super fã do ANDRE MATOS, o Tiago Araruna, lá de João Pessoa, esteve comigo durante esta conversa e contribuiu com algumas perguntas ao artista.
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Vale ressaltar que este encontro foi realizado durante a madrugada, no restaurante onde jantamos, logo após o show do evento mencionado, na capital paraibana, às 02:30h do domingo. Nossas fotos revelam o quanto estávamos cansados.

JOSCO: O Heavy Metal foi uma criação genial, um dos sub-gêneros do Rock And Roll, que é descendente do Blues. Como é que você, ANDRE MATOS, um dos ícones do Heavy Metal mundial, qualifica esta fusão de gêneros, este encontro entre “neto e avô”?

ANDRE MATOS: Não sei se é “neto e avô”, se é “pai e filho” e também não sei se o Heavy Metal é originário do Blues ou da Música Clássica, pois acho que tem um pouco dos dois. Talvez o Blues seja “o pai” e a Música Clássica “a mãe”. Existe a agressividade do Blues no estilo do Rock pesado e existe também o virtuosismo da Música Clássica. É algo que no Blues não existe, pois o Blues é um estilo caracterizado pela improvisação, pela espontaneidade. E que eu acho muito legal, muito válido. Porém, o metal se caracterizou também por este outro lado mais virtuosístico, mais técnico. Então, para mim, é como um reencontro mesmo, com as raízes, talvez.

JOSCO: Você nunca tinha gravado Blues antes?

ANDRE MATOS: Nunca cantei Blues, cara. Fazer parte deste projeto de Blues (Oi Blues By Night) é algo muito especial, por assim dizer, pois é uma coisa inédita na minha carreira.

JOSCO: Utilizei o termo “gravado”, pois recentemente você teve uma participação no projeto do DVD ao vivo da IRMANDADE DO BLUES, do VASCO FAÉ.

ANDRE MATOS: Ah, sim. Mas eu estou contando justamente até este período, quer dizer, há um ou dois anos atrás eu não tinha contato com este “ambiente” do Blues e, de repente, eu me vi no meio disto, eu me encaixei bem. Eu acho que, de uma certa maneira, isto já estava no meu ouvido e dentro do Metal a gente consegue perceber que existe isso. Então, é o que a gente disse aqui, quer dizer, onde á que está o limiar, onde é que está a transição do Blues para o Rock? Está nas primeiras bandas: LED ZEPPELIN, DEEP PURPLE, THE WHO...

JOSCO: ... estão nas que deram origem. As pioneiras, neste caso.

ANDRE MATOS: Sim! Que nada mais eram do que bandas de Blues, que faziam um som mais pesado. Inclusive, eu até já citei isso. Uma vez eu conversei com o ROB HALFORD (JUDAS PRIEST), onde falei: HALFORD, como é que você começou? Ele respondeu: Eu era um cantor de Blues. De repente, eu estava fazendo Metal e não sabia.

JOSCO: Ele foi sendo mais agressivo na sonoridade e...

ANDRE MATOS: ... turbinou. Turbinou o Blues e chegou numa agressividade “x”. Mas se você ouvir umas músicas do JUDAS PRIEST, tipo, "You Got Another Thing Comin’", "Living After Midnight", então, você vê. Isso é Blues, cara.

JOSCO: Com uma outra 'roupagem'?

ANDRE MATOS: Sim. É pesado. Uma outra sonoridade, mas a essência é do Blues, é o Rock And Roll.

JOSCO: Andre, mudando um pouco de assunto, eis que tenho uma curiosidade: você acabou de lançar o seu novo álbum, o CD está em distribuição pelo mundo. A indústria fonográfica ainda aposta neste modelo de distribuição, o CD. Executivos desta mesma indústria afirmam que tal modelo acabou. O que você tem a dizer sobre isso?

ANDRE MATOS: O modelo de CD só vai acabar quando houver uma outra mídia que possa substituí-lo. Então, por enquanto, ainda não inventaram.

TIAGO ARARUNA: Nem mesmo o velho vinil acabou, concorda?

ANDRE MATOS: O vinil está voltando. Inclusive, se lançarem materiais em vinil, eu sou um dos que irão comprar. Eu, particularmente, gosto mais do som do vinil do que do CD.

TIAGO ARARUNA: Infelizmente eu não alcancei esta época. Mas, com certeza, eu compraria algo seu se lançado em vinil.

ANDRE MATOS: Eu alcancei esta época quando ainda era adolescente. A gente só tinha acesso a discos em formato vinil. E, portanto, eu sei qual é a diferença entre um som em vinil e outro em CD. É assustador como você sente a música mais viva quando ela sai de um disco de vinil.

JOSCO: Em 1974, eu brincava de ouvir música, ao som do ELVIS PRESLEY, com aquela radiolinha movida a pilha.

ANDRE MATOS: ... aquela que dobrava assim, não era? (Fazendo o gesto)

JOSCO: Justamente.

ANDRE MATOS: Eu ouvia os disquinhos da Disney – "Branca de Neve e os Sete Anões" e tal...

JOSCO: ... onde o vinil era um brinde que acompanhava os livrinhos.

ANDRE MATOS: Eles vinham com os livrinhos, os disquinhos coloridos. Você colocava e ele era do tamanho certinho da vitrola. Era maravilhoso aquilo lá, cara. Então, o que aconteceu? O KISS veio para o Brasil, eu comprei o "Creatures Of The Night" e comecei a ouvir na vitrolinha. Mas o vinil era muito maior do que a vitrola, né, bicho?

JOSCO: Isso aconteceu comigo com o "Live After Death", do IRON MAIDEN.

ANDRE MATOS: Exatamente. Então, porra, botava lá “tum, tum, tá... tum, tá”... naquele auto falantinho da vitrola. Bicho, eu quase estourava aquele negócio. E ali era o começo de tudo, né, cara. Era o começo de tudo.

JOSCO: O que o Andre Matos ouve atualmente?

ANDRE MATOS: Tudo o que for original. Não importa o estilo.

JOSCO: Forró nordestino?

ANDRE MATOS: Depende... depende. É como eu falei outro dia: tem gente que fala “forró nordestino é uma praga”. Sim, concordo. O (forró) atual é uma praga, é uma coisa horrorosa. Agora, vai ouvir o LUIZ GONZAGA. Não tem como não respeitar a música do LUIZ GONZAGA, por exemplo. Não tem como não respeitar! É como o chorinho do PIXINGUINHA. Bicho, é um negócio que tem substância. Não é?

JOSCO: Sem dúvida, Andre.

ANDRE MATOS: Dá vontade de ouvir. Dá vontade de descobrir o que é que tem ali. Eu sou músico, cara. Eu não nasci um cantor de Heavy Metal. Eu estudei música clássica. Eu faço Heavy Metal por gosto, vocação, por vontade. Idenfiticação! Mas, ao mesmo tempo, não poderia deixar de ser (de ouvir outros gêneros). Eu estou aberto para qualquer tipo de música do mundo...

JOSCO: ... desde que seja original.

ANDRE MATOS: Desde que seja original e feita de verdade! Feita com honestidade. Eu acho que esta é a grande palavra. Então, tem gente que fala: “E a Axé Music?” Legal, mas no começo da Axé Music, quando tinha o TIMBALADA, o OLODUM. Aquilo foi um acontecimento. Agora, depois, virou uma palhaçada. Outro exemplo, o Sertanejo. Provavelmente você pega uns caras tipo o PENA BRANCA e XAVANTINHO, que são as raízes do estilo... é genial. Mas, de igual modo, não dá para ouvir mais hoje em dia, é ridículo. Mais um exemplo, o Pagode. Toca lá o FUNDO DE QUINTAL. Esse negócio é divertido, é interessante.

JOSCO: Me lembrei daquela banda do MUSSUM (OS TRAPALHÕES), que eu não me lembro o nome.

ANDRE MATOS: Como é que se chamava a banda do MUSSUM, cara?... ORIGINAIS DO SAMBA. Perfeito!

JOSCO: ... PAULINHO DA VIOLA?

ANDRE MATOS: Nem se comenta, nem se comenta. Esses caras são... são ícones, né? Tenho o maior respeito mesmo, não tenho a menor vergonha de dizer isso.

JOSCO: Na verdade, eu diria que você não discrimina gêneros musicais, mas, sim, a deturpação deles.

ANDRE MATOS: Eu sou músico. Eu não sou simplesmente um cantor de Heavy Metal. E eu me orgulho disso: sou músico. Tenho os ouvidos abertos para tudo. Eu sei distinguir bem, modéstia à parte, o que é original daquilo que é uma mera cópia. Ou pior ainda, sei distinguir daquilo que é comercial.

JOSCO: Esta deturpação musical está inserida no Heavy Metal também.

ANDRE MATOS: Existe e muito. Não é a toa que o Heavy Metal é um estilo estigmatizado. O pessoal inventa coisa tipo o MASSACRATION, que é uma paródia, uma caricatura do Heavy Metal. Eles não deixam de ter razão, não, cara. Tem muita coisa dentro do Heavy Metal que é ridícula. Eu não vou dar nome aos bois, mas tem coisas que eu vejo, onde eu falo 'tenho vergonha de ver isso'.

TIAGO ARARUNA: Falando um pouco sobre o álbum "Mentalize", qual foi a sua primeira impressão ao ouví-lo? Dever cumprido?

ANDRE MATOS: Eu ainda não o ouvi finalizado (risos). Eu evitei ouvir, cara. Eu já ouvi entrevistas de cineastas falando assim “Eu nunca vi o filme finalizado. Só o vi enquanto estava filmando”. Mas eu tenho vontade de ouvir, sim. Bem, eu já recebi o CD. Agora eu vou escutar com calma, mais à vontade.

JOSCO: Você recém chegou da Alemanha, não é verdade?

ANDRE MATOS: Eu vim de lá semana passada.

TIAGO ARARUNA: Bem, o álbum já teve lançamento no Japão.

ANDRE MATOS: Mas eu não fui para a divulgação dessa vez, eu não pude ir. Eles fizeram sem mim.

TIAGO ARARUNA: Você vai lá (Japão) somente para os shows?

ANDRE MATOS: Então, agora, em breve, vai rolar a questão dos shows. Não sei se a gente vai fazer uma turnê lá ou se vai fazer os festivais.

TIAGO ARARUNA: Você acha que aquela turnê com o Avantasia ajudou de algum modo na divulgação do teu nome (banda solo) no exterior?

ANDRE MATOS: Ajudou, sim! O pessoal já entrou em contato e tal. Na verdade, eu até preferiria que não rolasse uma turnê com o AVANTASIA ano que vem.

TIAGO ARARUNA: A Azul Music tem pretensão de lançar uma música em alguma novela. Como você vê esta relação?

ANDRE MATOS: Bicho, (minha) música em novela, tendo ou não tendo, eu estou nem ai para isso, pois, na verdade, eu detesto os meios de comunicação em massa no Brasil. Eu acho que a novela é algo que emburrece tanto o brasileiro, bicho, que a gente não merece isso. Mas, o que manda é o dinheiro, o que manda é a indústria. Então, ainda existe novela, ainda existe Luciano Huck, ainda existe Serginho Groisman, ainda existe Faustão. Se me chamarem eu vou para mostrar o meu trabalho. Isto não quer dizer que eu assista a este tipo de programa.

Neste momento, o pessoal da produção chama o Andre para que ele finalize com a entrevista, mas ele, enfaticamente, informa que vai ficar mais alguns minutos...

TIAGO ARARUNA: Andre, você tem algum problema com o Jô?

ANDRE MATOS: Quem?

TIAGO ARARUNA: O Jô Soares. É que teve um incidente ocorrido na época em que você ainda estava no ANGRA...

ANDRE MATOS: Aquele em que ele quebrou o disco, não foi?

TIAGO ARARUNA: Sim. É só uma curiosidade que muita gente questiona.

ANDRE MATOS: O Jô Soares... eu acho que ele é uma cara que deveria se tratar. É só isso que eu tenho a dizer (relembrando o incidente).

Assista abaixo o incidente mencionado...

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TIAGO ARARUNA: Você pretende lançar algum DVD, uma vez que você já tem dois trabalhos de músicas inéditas?

JOSCO: Um DVD sobre sua carreira, não um projeto de um DVD clássico.

ANDRE MATOS: Bem, clássico, hoje em dia, todo mundo tá fazendo, né? Banda com orquestra no mesmo palco já virou um lugar comum. Se eu for fazer algo deste tipo, eu acho que a gente tem que caprichar muito. A gente tem que fazer uma coisa muito diferenciada. O DVD que eu tenho vontade de fazer, na verdade, não sei se será possível, seria um DVD retrospectivo da minha carreira inteira. Desde o começo, passando pelos tempos de hoje. Mas isso depende de “n” coisas, liberações de direitos de imagens, etc.

TIAGO ARARUNA: Existe a possibilidade do (projeto) TOMMY voltar? É que eu lembro que você falou que pretendia ir para outras cidades e tal e eu pensei que acabaria em algum teatro em Recife (PE).

ANDRE MATOS: Putz! É o seguinte: tudo dentro da música é complicado. Nada é só sonho. Existe o lado burocrático. É triste dizer isso, mas é verdade. Para o (projeto) TOMMY acontecer em outros lugares, deveria haver o interesse de outras pessoas envolvidas, de orquestras, maestros. E, daí, você pode esticar isto até Secretarias de Cultura, Governos Estaduais, etc, etc. E este pessoal, cara, vou te falar um negócio, muitas vezes eles preferem fazer um show de Axé na praça, que vai dar umas 50.000 pessoas – e votos! – do que uma coisa de qualidade. Então, lamentavelmente, no Brasil, o que manda ainda é o poder do dinheiro e o tráfico de influência.

JOSCO: Andre, este projeto que finalizou hoje, é a segunda parte desta edição do Oi Blues By Night neste ano, de um total de quatro apresentações. Gostaria que você fizesse um resumo a respeito dele.

ANDRE MATOS: Ele foi praticamente uma mini-tour. Hoje foi em grande estilo, cara. Ter feito isso aqui em João Pessoa, em um teatro tão bonito como os caras tem aqui (Teatro Paulo Pontes)…

JOSCO: ... com uma plateia muito mais animada...

ANDRE MATOS: Plateia abertíssima. Quer dizer, eu acho que se a gente desejasse que a turnê terminasse em cima (no topo), isso cumpriu com o nosso desejo.

JOSCO: Fechou com chave de ouro, então.

ANDRE MATOS: Totalmente. Começou e terminou, não é?



JOSCO: Bravo! Pois bem, Andre, muitíssimo obrigado pela atenção dispensada.

ANDRE MATOS: Eu que agradeço, cara. Foi um prazer.

E foi assim que terminamos este bate-papo tão agradável com uma das pessoas mais gentis, sinceras, comedidas e atenciosas das quais eu já tive o prazer de encontrar. Para os leitores, diante da extensão do texto, parece uma conversa sem fim. Para nós que estivemos cara-a-cara com o Mestre, foi tudo muito rápido.

Eu mencionei acima que nossas fotos revelam algo, é visível, mas a nossa satisfação não é tão transparente nestes gráficos. Ela certamente ficará marcada em nossas mentes para sempre.

Um forte abraço ao ANDRE MATOS e ao amigo Tiago Araruna.

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