Yngwie Malmsteen: um fritador não influenciado por ninguém

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Por André Biasuz, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Pat Prince, do site Powerline A.D., conduziu em dezembro de 2008 uma entrevista com a lenda sueca da guitarra YNGWIE MALMSTEEN, que falou abertamente sobre seu gênio difícil e sua postura considerada arrogante por alguns.

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Powerline A.D.: Você acha que compete com alguns guitarristas que estão por ai na estrada hoje em dia?

Yngwie: "Nunca. E não é porque eu sou arrogante… Eu só não tenho esse habito de sair e comprar um álbum. Se eu estou escrevendo algo, vou me focar nas minhas composições. A última coisa que eu quero pensar enquanto estou compondo ou gravando é o que as outras pessoas estão fazendo por ai. Quando era pequeno eu tinha meus heróis musicais, como Bach, Vivaldi e Paganini, mas nem eles eu ouço mais".

Powerline A.D.: Bem, certamente algum guitarrista lhe serviu de influência, como Jimi Hendrix…

Yngwie: "Não, isso não é verdade".

Powerline A.D.: "Não? Eu li que quando criança você viu Hendrix na TV e foi esse o impulso para você começar a tocar?"

Yngwie: "Sim, eu tinha sete anos e vi ele na TV. No dia que ele morreu mostraram um video dele colocando fogo em sua guitarra, e o impacto da imagem me instigou a tocar. Não ouvi nada. Se você ouvir meus álbuns, vai notar que não são influenciados por ele. Talvez, quem sabe alguma balada.

Powerline A.D.: Nenhuma influência dos guitarristas europeus como Michael Schencker e Uli Roth?

Yngwie: "Quando eu era muito, mas muito pequeno, tinha de 7 a 10 anos, era Ritchie Blackmore. E depois disso, eu parei de ouvir guitarristas, todos eles".

Powerline A.D.: Nos anos 80, quando você veio para os EUA pela primeira vez para tocar no STEELER, houve muito falatório. Me lembrou os anos 60 em Londres,quando escreviam nas paredes “Clapton is God” (N do T: “Clapton é Deus”) por toda Londres. Como você lidou com as altas expectativas do público no decorrer dos anos?

Yngwie: "Eu aprendi muito cedo que elogios e criticas não podem ser levadas ao pé da letra. A única coisa que sei é que eu sou meu pior crítico. Ninguém me critica mais que eu mesmo. Sou muito chato e perfeccionista. E, é claro que é ótimo quando as pessoas curtem o que você faz. Todos os elogios são bem-vindos".

Powerline A.D.: Qual é a sua opinião sobre o termo "Shredder" (traduzido/adaptado para “Fritador”, embora o literal fosse "triturar")?

Yngwie: "Bem, você pode fritar ovos, fritar queijo, fritar muitas coisas. Eu frito notas. Eu acho que é só um termo pois quando vim pela primeira vez ao EUA ainda adolescente, as pessoas chegavam e diziam: 'Hey, cara, você frita... Eu não sabia a principio do que eles estavam falando, mas depois é claro que entendi. Eu não me importo. Tudo é bom".

Powerline A.D.: Depois do STEELER e do ALCATRAZZ, você foi chamado para outra grande banda?

Yngwie: "Teve algumas pessoas que me perguntaram sobre a possibilidade, mas eu estou em bandas desde meus 10 anos na Suécia e sempre fui o líder. Sempre fui o compositor, o guitarrista solo, o vocalista. Eu era sempre o bom, mas quando vim para os EUA já sabia que teria que dar uma desacelerada e passar por algumas bandas para voltar a ser o líder de novo. Quando isso aconteceu, eu voltei pra Suécia com o RISING FORCE. Eu sempre me certifiquei que estaria numa posição em que teria o controle, porque democracia simplesmente não funciona para mim. Eu sou um ditador nato. É apenas como eu trato minha musica. Eu acho que lido com ela como um pintor lida com seus quadros, mas com um toque rock and roll. Algumas pessoas não entendem e eu simplesmente encho o saco explicando, até que desisto".

Powerline A.D.: Mas, se alguém como Axl Rose pedisse para você entrar no GUNS N´ ROSES – uma oportunidade única na vida - você iria?

Yngwie: "Provavelmente não. Mas, estaria aberto a isso como convidado. Quando eu participo em álbuns de outras bandas, sou o comandado. Faço exatamente o que é pedido. Faço o que um profissional faria. E fiz isso muito na minha carreira. Porém como guitarrista da banda, acho que não. Mas, quem sabe. Nunca sabemos o que nos reserva".

Powerline A.D.: O que você prefere: vida na estrada com sua guitarra ou compor no estúdio?

Yngwie: "Bom, são situações bem diferentes. Eu adoro tocar ao vivo e o som da banda quebrando tudo quando encontramos uma boa casa de shows, é simplesmente ótimo. Eu tento conseguir essa atmosfera em estúdio. Muitos tentam “copiar” o álbum quando tocam ao vivo. Eu sou o oposto, gosto da pegada das arenas. Mas o estúdio é um laboratório onde você pode ser um cientista maluco e mudar tudo sempre. Eu simplesmente amo os dois. Poder tocar algo nos dois ambientes é muito bom".

Leia a entrevista completa (em inglês) no powerlinead.com.

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Sobre André Biasuz

Com 5 anos já incomodava seus pais com uma guitarra de brinquedo verde lilas muito hard rock. Ainda se lembra do dia que, com 13 anos, seu amigo o apresentou à donzela de ferro. Hoje, depois de varias tentativas frustadas de matar os vizinhos com seu alto grau de excelência guitarrística, deixou um pouco de lado as 6 cordas e estuda Automação Industrial na faculdade. Tem 19 anos e ouve muito Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth, Metallica, Arch Enemy, Rammstein, Pantera e Black Sabbath.

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