Metallica: "adoraria parar e escrever um filme", diz Ulrich

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Por Leo Kreator, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O Stereo Warning postou as primeiras partes de uma entrevista de três partes com o baterista do METALLICA, Lars Ulrich, onde ele fala sobre assuntos como Napster e os excessos da estrada.

Stereo Warning: As revistas fizeram grande polêmica sobre vocês terem voado em aviões diferentes no último verão na Europa. Qual é o plano de viagem nesta turnê?

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Lars: "Estamos voando para casa depois de muitos shows, então estamos viajando juntos. As pessoas têm uma tendência a focar em algo que pode ser percebido como negativo. A razão pela qual viajamos bastante separadamente é porque queremos que todos estejam confortáveis, não que nós não queremos ficar juntos. James Hetfield não quer ficar em Copenhagen por duas semanas, ele não tem que fazer isso só porque eu quero. Isso é dar espaço e liberdade para ficar confortável nessa bolha louca de turnês. Membros contentes têm uma tendência a querer fazer turnê por mais tempo e ser mais produtivos. É um investimento na banda. Claro, pode ser percebido como destruidor ou excessivo e eu entendo isso, especialmente com revistas britânicas, mas está tudo bem. Você está preparado para isso".

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Stereo Warning: Você sente falta dos loucos velhos tempos?

Lars: "Estou feliz por ter vivido aqueles dias. Tenho muitas ótimas lembranças e me diverti muito. Tínhamos um monte de merda acontecendo. Eu não preciso viver isso novamente. Muitos garotos que cresceram com o hard rock e o metal têm uma tendência de ser solitários, rejeitados e desajustados, e eu não quero dizer que é algo necessariamente negativo. Eu era solitário. Passava muito tempo sozinho. Eu sou filho único e muitas vezes em círculos sociais esse tipo de cara pode ser estranho. Quando você está numa banda, de repente as garotas começam a prestar atenção em você, então você passa muito tempo indo atrás de garotas, especialmente se você foi rejeitado, porque você não conseguiu muitas garotas enquanto tinha 17. De repente você tem 25 e está compensando todo aquele tempo perdido. De uma certa maneira isso ajuda você a ganhar confiança e identificar quem você é, porque você se sente melhor sobre quem você é. Mas quando você tem 44, eu tenho uma ótima garota, tenho essas três crianças bonitas, eu não preciso mais mostrar quem eu sou fazendo esse tipo de farra ou buscando ser aceito ou notado. Eu me diverti muito, mas agora não é algo com o que me identifico. Posso beber como todo mundo, mas a maior parte é vinho tinto e não vodka como era antes".

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Stereo Warning: O que você faria sem o METALLICA?

Lars: "Tenho um monte de coisas guardadas. Tenho certeza que provavelmente começaria no mundo do cinema, a maioria dos meus amigos ou fazem ou produzem ou escrevem filmes. Não sou tão interessado em atuar, Connie [Nielsen, a atriz dinamarquesa, namorada de Lars) pode fazer isso. Escrever, produzir... dirigir é mais desafiador, talvez eu deixaria isso para depois. Mas adoraria parar por 6 meses e escrever um filme. Não há falta de coisas para fazer, não tenho medo do que vai acontecer do outro lado do METALLICA. Apenas espero que consiga fazer tudo que posso fazer".

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Stereo Warning: Alguma idéia de que tipo de filme você poderia escrever?

Lars: "Tenho coisas guardadas na cabeça. Há mais pessoas do cinema que vêm em casa jantar do que músicos. Me parece natural ir nessa direção".

Stereo Warning: Você estava certo sobre o Napster e a maioria das pessoas provavelmente admitem isso agora, mas você enfrentou duras penas na época. Foi um erro de relações públicas enfrentar aqueles caras?

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Lars: "Não, foi a coisa certa a se fazer mas nós deveríamos estar melhor preparados. Mas é o METALLICA cara, nós saímos sem saber em que porra de lugar vamos chegar na maioria das vezes. E essa é uma boa coisa de se fazer mas de vez em quando você acaba se perdendo. Eles foram brilhantes porque nos colocaram contra nossos fãs. Não é verdade que o METALLICA estava processando os fãs, nunca processamos nenhum de nosso fãs. Nós dissemos 'por favor, nos tirem do servidor', eles disseram 'não podemos fazer isso, não sabemos quem está baixando a sua música'. Nós dissemos 'isso é mentira'. Então chamamos alguma companhia e eles conseguiram os nomes de todo mundo. Foi fácil como colocar leite no cereal. Então dissemos 'aqui estão eles', e eles disseram 'Lars está processando seus fãs'. Eles foram muito espertos. Gostaria que nós estivéssemos mais preparados. Foi irritante o fato de ser tão mal-entendido e até hoje, 8 anos depois, algumas pessoas lembram que 'METALLICA só quer saber de dinheiro'. Não era dinheiro, era controle. Não deveria ser uma grande coisa. Do jeito que eu encaro o METALLICA, isso é um detalhe. Mas para algumas pessoas o METALLICA são os caras que perseguiram o Napster".

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Leia a entrevista completa em stereowarning.com.




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Sobre Leo Kreator

Leo é estudante de Processamento de Dados na FATEC-SP. Trabalha como programador e dedica uma parte de seu tempo livre tocando bateria na banda de thrash metal paulistana Lanasters (que está atualmente tentando voltar à ativa...). Gosta de ouvir música BOA, mas de preferência metal - dos sub-gêneros NWOBHM, thrash, death ou black.

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