Sebastian Bach: "música não é uma ciência exata"

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Por Rafael Tavares, Fonte: PopMatters, Tradução
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Adam Williams da PopMatters recentemente entrevistou o ex-frontman do SKID ROW, SEBASTIAN BACH, que falou sobre seu novo disco, "Angel Down".

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PopMatters: Com grandes selos em decadência e cada vez mais artistas como você lançando seu próprio material... quando você grava algo como "Angel Down", o seu foco está em como gravar diferente de 10, 15 ou 20 anos atrás?

Bach: "Absolutamente não, de jeito algum. Nunca. Eu sou um verdadeiro... as pessoas podem dizer que eu tenho um grande ego, ou que eu sou uma pessoa difícil com a qual trabalhar, e tudo isso é provavelmente, definitivamente verdadeiro, pois se eu não amasse o rock 'n' roll tanto... Você está literalmente ouvindo meu amor pelo rock 'n' roll neste disco, é isso que você está ouvindo. Você está me ouvindo colocando tudo na mesa, cara, em um mundo onde um álbum como esse é extremamente raro, e irá ficar mais raro ainda. E o motivo é... eu sei como cantar pois eu venho fazendo isso minha vida inteira".

"Esses moleques que acham que entrando no 'American Idol' e fazendo uma versão cover irá transformá-lo num astro, não é assim... sabe, a forma como eu faço, é real, é como um músculo. Eu sei como fazer isso... é como um talento, sabe o que quero dizer? Como o MÖTLEY CRÜE está melhor do que nunca hoje. Eles vêm fazendo isso há 30 anos. Nós pensávamos, 'eu espero morrer antes de ficar velho', mas bandas como AEROSMITH, STONES, KISS - eles provaram que música é algo no qual você melhora à medida que você faz. E é isso que eu ouço em 'Angel Down', eu me ouço mais forte e maduro do que eu era quando era moleque. É isso que eu ouço; é um homem. É a diferença entre um álbum de um homem adulto e de um garotinho".

PopMatters: Durante o processo de concepção do projeto, com os prós e contras, você chegou a se preocupar com uma falta de consistência no álbum?

Bach: "Sim, definitivamente. Definitivamente. Ótima pergunta. Se você for pesquisar de verdade, a Classic Rock me perguntou há uns cinco anos atrás, 'o que está demorando tanto?' e minha resposta foi, bem, eu toquei com um monte de gente diferente, e meu desafio era juntar os pedaços e fazê-lo soar como um único disco pois ele foi feito com um monte de gente diferente. O cara me olhou como se eu fosse louco, mas você sabe exatamente do que eu estou falando. E o cara que realmente deixou o projeto coeso, com um único e unificado som foi Roy Z. Ele é o produtor, e ele sabe como produzir um disco".

"E os músicos do meu álbum são caras super Heavy Metal... Steve DiGiorgio, Metal Mike [Chlasciak], Bobby [Jarzombek], eles são todos do Metal. Então nós já tínhamos 'American Metalhead', 'Negative Light', 'Take You Down With Me', 'Angel Down', nós tínhamos todas as músicas pesadas. Então Roy disse, 'Cara, isso é ótimo, você precisa de um rock mais direto'. E eu não entendi o que ele quis dizer, pois se você é o artista, você está muito próximo de tudo. Então ele foi, 'o que você acha disso?' e me pega uma guitarra e toca o riff de '(Love Is) A Bitchslap', e eu fiquei, 'Oh yeah! Wow! Isso é legal!' Pois não é algo fraco, é pesado. É legal. É Rock".

PopMatters: Com a decorrência da verdadeira força do Metal ao longo do álbum... você tem lá uma balada e... você esperava que o disco ficasse tão pesado quanto ficou?

Bach: "Eu acho que se você não for um músico, você tem um meio ou uma forma com a qual você acredita que se elaboram os discos. Mas não tem nada de ciência exata, é como, eu chego lá com nada, como se eu estivesse andando por aí, você me entende? Como, apenas idéias... Digo, como você fazer algo que irá agradar totalmente a todo mundo? É virtualmente impossível, pois como que você vai adivinhar o que todo mundo quer ouvir? Tudo que posso fazer é criar algo que eu goste, é tudo que eu posso fazer. Pois então eu posso defendê-lo. Entende? Então não importa o que, se eu posso ouvir isto, eu não ficarei mentalmente insano. Como se no fim das contas, eu tenho que amá-lo, caso contrário não o farei. E eu amo esse álbum, e eu não tenho nenhum disco em minha vida que recebeu as resenhas que este recebeu. Nem os discos do SKID ROW foram tão bem resenhados. Não estou dizendo isso para menosprezá-los, eu tenho as resenhas [risos]. Isso é tudo que você pode fazer como um músico. O que você deve fazer, fazer uma pesquisa com a população? Isso é tudo que você pode fazer, criar algo que você curta e torcer para que as outras pessoas também curtam".

Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.




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Sobre Rafael Tavares

Nascido em 1987, descobri o rock and roll já cedo, aos 6 anos de idade, quando ouvi "I Don't Care About You" com o Guns N' Roses em algum momento de 1993. De lá pra cá minha paixão pela música pesada e, especialmente pelo Guns N' Roses (que estará para sempre marcado em minha pele, alma e coração) cresceu exponencialmente. Sebastian Bach me fez querer virar cantor e o resto é história. Produtor fonográfico, formado em Letras e professor. Tão diversificado quanto o Rock and Roll, essa é minha vida, esse é meu clube. =D

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