Testament: "qual o problema em tocar Jazz e Metal?"
Por Thiago Coutinho
Fonte: Testament - site oficial
Postado em 03 de março de 2008
Alex Skolnick, guitarrista do TESTAMENT, respondeu a diversas questões acerca do novo álbum do grupo, intitulado "The Formation Of Damnation", por meio de seu website oficial.
Como podemos comparar este álbum aos outros trabalhos do TESTAMENT?
Alex Skolnick: "Honestamente, acredito que esse seja o melhor. Não que eu esteja rebaixando os outros álbuns. Mas acredito que neste, em termos de produção, composição e o modo como tocamos seja o mais forte de todos. Ele reúne as melhores qualidades dos últimos dois álbuns lançados e dos outros também. Não tem mais aquele clima de reunião, agora é mais como um projeto atual e novo".
Foi difícil voltar a tocar neste estilo após tantos anos afastado, tocando em algo voltado mais para o jazz?
Skolnick: "Estou acostumado com isso. Para mim, o Jazz é um processo delicado que requer aprendizado e sensitividade. Já o Metal é mais voltado à intensidade, energia e agressividade, o oposto de sensitividade! Mas não vejo razão para não fazer ambos. Mas eu precisava dar um tempo e me envolver com o Jazz por muitos anos para desenvolver todas essas habilidades. E o modo como tocar Metal voltou bem rápido e melhor do que nunca. É mais ou menos como ‘yin’ e ‘yang’. Tenho esses dois elementos em minha personalidade e não vejo razão pela qual não possa fazer os dois musicalmente falando".
O quão envolvido você esteve no processo de composição?
Skolnick: "Há algumas canções em que sou o principal compositor. Uma dela é ‘Dangers of the Faithless’, baseada em partes que eu tinha. Não tinha certeza se ela se encaixaria com a banda, mas soa legal e bem diferente. Chuck [Billy, vocalista] apareceu com algumas linhas vocais ótimas e nada fáceis. A outra canção é ‘F.E.A.R.’, que quer dizer ‘False Evidence Appearing Real’, que eu trouxe praticamente finalizada. Ela examina o medo de uma perspectiva filosófica. As pessoas que a ouviram me disseram que os riffs soam como TESTAMENT clássico. Mas na maior parte do processo, deixei Chuck e Eric [Peterson] fazer as coisas deles em todas as composições. Estive fora por muito tempo e, desde então, os dois desenvolveram seus próprios processos de composição. O último álbum, ‘The Gathering’, tem ótimas composições. Respeito isso e não queria ficar muito no caminho. Mas estou muito feliz do modo como as coisas se saíram".
Como foi trabalhar com Paul Bostaph e como você o compara aos outros bateristas do TESTAMENT?
Skolnick: "Tivemos ótimos bateristas nos últimos anos. Desde que voltei posso contar uns cinco, mas foi demais trabalhar com todos eles. Mas agora que trabalhamos com Paul tudo indica que ele é o cara certo. É um prazer trabalhar com ele. Ele tem um som ótimo, um balanço sólido e uma ótima técnica. Acho que os fãs ficarão felizes. Sei que nós estamos".
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