Helloween: "Tudo o que fazemos surge naturalmente"
Por Fábio Emerenciano
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de janeiro de 2008
A Get Ready to Rock! recentemente entrevistou Michael Weikath, guitarrista do HELLOWEEN, que, dentre outras coisas, comentou a devoção dos fãs da banda.
Get Ready To Rock!: Sobraram idéias do álbum anterior quando vocês começaram a trabalhar em "Gambling with the Devil" ou vocês trabalharam com idéias novas?
Michael: "Sim, a gente mais ou menos faz isso, considerando que sempre há uma grande quantidade de idéias deixadas pra trás quando a gente faz um álbum, mas muitas dessas idéias acabam lançadas como bônus ou lado B de nossos singles. Se você quiser chamar Markus (nota do tradutor - Markus Grosskopf, baixista da banda) de 'Rei dos Singles', você pode, pois ele de fato o é. Algumas coisas ficaram de fora do último álbum, mas não sabemos se elas serão algum dia lançadas pelo Helloween. A única coisa que podemos fazer é reestruturar algumas delas, mas normalmente a gente gosta de fazer material novo ao invés de trabalhar em algo já estabelecido".
Get Ready To Rock!: Uma das coisas que eu mais gosto desse disco é a variedade. Vocês não colocaram só elementos clássicos do Helloween, mas também as coisas mais pesadas desde o "Better Than Raw". Você acha que a música da banda está abrangendo um público maior agora?
Michael: "Bem, tudo que fazemos e a reação a essas coisas vêm naturalmente, simplesmente por sermos os cinco caras que somos, ou talvez ou quatro compositores que somos e, quando Sascha (Gerstner, guitarrista) decide compor, ele faz tudo do jeito dele. Eu também tenho tendências a fazer as coisas do meu jeito e Andi (Deris, vocalista) normalmente tenta fazer as coisas da maneira mais moderna, visto que ele é nosso 'frontman' e que gosta de impressionar tanto os fãs mais antigos como os novos. Quanto ao Markus, ele é o responsável por algum do material mais clássico da banda, o que é muito bom pra mim, já que eu não tenho que ser o único a me preocupar com manter o espírito clássico do grupo. Eu posso compor 'Can Do It', que é mais para o Glam rock, diferente do material mais antigo - é um material mais excêntrico, sabe? Fico feliz com essa oportunidade e fico sem a cobrança de ter sempre que compor na linha clássica".
Get Ready To Rock!: Michael, como banda, o Helloween tomou muitas direções "diferentes" e mesmo assim os fãs estavam lá apoiando vocês. Esta devoção deve ser muito compensadora para você, como artista. Hoje, uma das maiores casas de shows de Londres vai ter um show com ingressos esgotados com vocês como atração principal, o que é uma grande realização!
Michael: "É realmente compensador. Primeiro você irrita seus fãs com mudanças drásticas. Uma década depois vem a recompensa. Isso é ótimo e eu sempre me orgulho de visitar países como a Inglaterra e Escócia e tocar nossa música, especialmente considerando que somos uma intensa banda alemã de Hamburgo. Sabe-se que os Beatles visitaram Hamburgo muitas vezes, então os britânicos sabem o que é ser uma banda de Rock / Metal naquela cidade. Eu fiz grande esforço para aprender bem o inglês para um dia vir aqui e dar uma entrevista como essa, apesar de você estar notando meu sotaque ruim e estar com vontade de tirar um sarro da minha cara! (risos)"
Get Ready To Rock!: O Helloween é uma daquelas bandas que já conseguiram tudo aquilo que podiam e não há mais necessidade de provar nada a ninguém. O que vocês ainda desejam para 2008 e para o futuro?
Michael: "Não há nada tipo um objetivo específico. Na última vez que excursionamos foi como banda de abertura para o Iron Maiden e nós devíamos ter tentado trabalhar como atração principal (nota do tradutor - provavelmente Michael se referia a sair em outra turnê, onde poderiam ser atração principal). O que queremos é fazer música, gravar discos e vender esse material deixando nossos fãs satisfeitos, isso é o que tendemos a fazer. A gente trabalha duro e sempre quer coisas maiores e melhores. Para isso, temos que tocar todas as noites, apesar de estarmos envelhecendo e não podermos fazer tudo do jeito que fazíamos antes. Está ficando mais difícil, mas foi isso que decidimos fazer quando éramos mais jovens".
Leia a entrevista completa no getreadytorock.com.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Morre Greg Brown, guitarrista e membro fundador do Cake
O que Max Cavalera deveria levar para tratar na terapia, segundo Andreas Kisser
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora


Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
Helloween coloca Porto Alegre na rota da turnê de 40 anos; show antecede data de SP
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
As 50 melhores músicas de 2025 segundo a Metal Hammer
Cradle Of Filth: o lado negro do vocalista Dani Filth
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne


