Cradle Of Filth: "transitamos entre dois gêneros"

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Por Victor Yago Camilo, Fonte: Brave Words, Tradução
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Michelle J. Mills, do SGV Tribune, redigiu em outubro de 2007 uma matéria sobre Dani Filth, vocalista do CRADLE OF FILTH, que pode ser conferida abaixo.

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No gênero do Dark Metal, o CRADLE OF FILTH já se tornou um nome extremamente forte e, aos poucos, o grupo esteve se infiltrando em todo o resto do mundo do Rock. A revista Metal Hammer os definiu como a banda britânica mais bem sucedida de "British Metal" desde o IRON MAIDEN, e seu álbum de 2004, "Nymphetamine", foi indicado para um Grammy.

Formado em 1991, o CRADLE OF FILTH criou sua marca registrada ao colocar ritmos bastante pesados sobre arranjos orquestrados e também ao adicionar vozes femininas angelicais em contraste com os vocais baixos, gritos e grunhidos do vocalista Dani Filth.

Filth e seus companheiros de banda - os guitarristas Paul Allender, Charles Hedger, o baixista David Pybus, a cantora de apoio Sarah Jezebel Deva, e a tecladista e o baterista contratados Rosie Smith e Martin Skaroupka- entrelaçaram as duas características ainda mais no "Thornography" (Roadrunner). Eles estão atualmente atravessando os Estados Unidos, na tour "Viva La Band", com o GWAR, CKY e o VAINS OF JENNA.

Filth esteve cercado por música desde seus tempos de infância, já que seu pai era um ávido colecionador de discos. Ele chegou a tocar violino, mas nunca se sentiu competente para tal, então, Filth largou o instrumento quando ainda estava no colégio.

"Meus amigos na escola curtiam Metal e quando eu comecei a conhecer o estilo, disse pra mim mesmo 'wow! Tenho toda uma nova área a ser descoberta!'. Ele se encaixava com as coisas que eu gostava, como filmes de terror e literatura, tudo conectado", disse Filth.

Aos 14 anos, ele começou a cantar em bandas na escola. Depois de encontrar músicos com interesses similares, ele formou o CRADLE OF FILTH, deixando de lado seus planos relativos ao colégio e à carreira de jornalista, e mergulhando de vez na música.

A namorada de Filth (atualmente sua esposa) tinha dois empregos, de forma que ele pôde dedicar-se integralmente ao CRADLE OF FILTH. "Estamos em algum lugar próximo ao topo, eu espero", Filth comentou a respeito do espaço que o CRADLE OF FILTH ocupa no cenário musical atual. "Eu gosto de pensar que, como banda, nós transitamos entre dois gêneros diferentes, e unimos dois tipos diferentes de pessoas, tal como o Iron Maiden e o Misfits fazem. Eu acho muito legal que alguém possa ouvir uma banda que não seja exclusivamente uma coisa ou outra".

As músicas estão, normalmente, quase completas, quando Filth escreve suas letras. Ele acha sua inspiração nos filmes de terror (principalmente os góticos, e não tanto os mais violentos e 'gore'), literatura e na região da Inglaterra em que vive, que tem reputação de ser mal assombrada. E, diferente de algumas bandas que fazem um estilo parecido com o do Cradle, o humor nunca tem vez.

"Eu acho que nós podemos estar cometendo um erro por sermos ligeiramente sarcásticos pois somos pessoas de carne e osso e o sarcasmo inglês é natural. Mas humor não entra nas letras. Qualquer artista pode se expressar à parte de sua produção artística e não é tudo tão complicado conosco, é nossa válvula de escape. Nós temos aquilo que fazemos, e estamos felizes com isso", disse Filth.

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Sobre Victor Yago Camilo

Nascido em São Paulo em 1990, desde pequeno teve muita afinidade com a linguagem escrita. Essa afinidade se intensificou aos 12 anos, quando descobriu o Heavy Metal através de influências de amigos. A partir daí, começou a se interessar cada vez mais pelo mundo do Rock pesado, e por tudo que se escrevia sobre ele. Agora, quase aos 20 anos, ganhou interesse pelo outro lado da moeda e encontrou no Whiplash!, que já era um veículo para ler e se informar, um meio para escrever e informar sobre o Heavy Metal.

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