Candlemass: "Marcolin, o Grande Buraco Negro"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O baixista/ líder do CANDLEMASS, Leif Edling, conversou recentemente com o pessoal da revista Metal Maniacs sobre o novo álbum da banda, "King of the Grey Islands", sobre a saída de Messiah Marcolin e a entrada do vocalista Robert Lowe, do SOLITUDE AETURNUS.

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Sobre Messiah Marcolin: "Eu gostaria de dizer que, se ele [Messiah] não tivesse levado esse assunto a público, eu não precisaria responder em público. É uma vergonha que Messiah sinta a necessidade de ir a público e a fóruns para continuar provando que ele está errado, embora eu não me surpreenda com isso. Ele é uma ‘rainha do drama’ e você provavelmente já deve ter notado que pouca gente está do lado dele. Nós tentamos de tudo para que desse certo, mas ele obviamente não poderia permanecer nesta banda. Nossos fãs não são estúpidos, eles já ouviram ele dizer esse tipo de asneira antes. No último álbum, ele deu um monte de entrevistas se desculpando, dizendo que sentia muito por ser um babaca em relação aos outros membros da banda".

"Com Messiah, não é uma questão de poder estar numa situação difícil. Você sempre está numa situação difícil. Não se trata de ‘se’ ele vai pirar e sim ‘quando’. Chegamos ao ponto de nos perguntarmos ‘Será que vamos poder ensaiar esta semana com o Messiah?’ Será que vamos poder gravar este álbum com este cara? Será possível fazer este show com ele?’ Quando você começa a fazer essas perguntas para si mesmo toda semana, você percebe que não vale a pena. Ter uma banda é uma coisa muito complicada e quando você precisa fixar constantemente brigando com alguém que faz tempestade em copo d’água, as coisas acabam ficando uma merda pra todo mundo. E ninguém precisa disso. Tivemos um enorme sucesso com o último álbum e vendemos muitas cópias. Tudo ia bem e não tínhamos problema nenhum. E aí o Messiah começa a reclamar disso e daquilo – nós o chamamos de O Grande Buraco Negro Negativo, porque ele simplesmente suga a energia de todos os que estão ao redor dele na banda. É claro que há dias em que tudo vai bem, e tivemos bons momentos com ele, mas sabíamos que muito, muito em breve algo iria acontecer e tudo iria dar em merda".

"Há muita gente que diz: 'Oh, Messiah é CANDLEMASS’. Mas ele não cantou no 'Epicus Doomicus Metallicus' [primeiro álbum da banda, de 1986], cantou? E eu também encontro muita gente que gosta mais daquele álbum do que dos álbuns que o Messiah gravou. ['Epicus'] foi um álbum muito importante pra muita gente. Acho que os fãs da banda deveriam estar mais abertos para aceitar outro vocalista. Há muitas boas canções neste álbum e, se você gostou do anterior, este vai te surpreender".

Sobre Robert Lowe: "Bem, primeiro queríamos um vocalista sueco. Ouvimos uns 30 vocalistas da Suécia e não achamos ninguém que se encaixasse perfeitamente, então começamos a procurar no resto da Escandinávia e da Europa. Depois tivemos que ampliar nossa busca e havia centenas de pessoas tentando, pessoas da América do Sul, Japão, Índia, Rússia – de todo lugar. Alguns eram razoáveis, outros mais do que razoáveis, e havia ainda aqueles que faziam a gente se perguntar por que eles se deram ao trabalho de abrir suas bocas [risos]. O engraçado é que todos os que tentaram tinham uma página no MySpace para que pudéssemos escutá-los. Eu sabia que o MySpace era grande, mas nunca tinha percebido o quanto era popular até começar a procurar por um cantor!"

"Queríamos alguém desconhecido, mas que tivesse a presença de palco e a habilidade vocal que os fãs do CANDLEMASS esperam e que nós, como banda, também esperamos. Não tínhamos pensado em procurar alguém que estivesse numa banda respeitada, mas recebemos um e-mail de Heather, a namorada do Robert, perguntando se tínhamos pensado nele. Eu sabia quem ele era, é claro, mas só tinha ouvido ele cantar músicas do SOLITUDE AETURNUS. Aí mandamos pra ele as faixas demo do álbum e, quando as recebemos de volta com os vocais dele, pensamos ‘Cac*ete, o cara é brilhante!’"

Sobre "King of the Grey Islands": "Tudo neste álbum aconteceu de última hora. Mesmo assim não entramos em pânico. Nunca temos um Plano B, o que pode ser estressante às vezes, mas é assim que trabalhamos. Encontramos o Robert em cima da hora pra que ele pudesse cantar no álbum e, uma coisa é certa, o estresse estava quase nos dando úlceras. Sabíamos o que precisava ser feito, então deixamos as coisas acontecerem, como sempre".

"E digo pra você que quase não acabamos o álbum a tempo. Depois de um mês de trabalho com entregas especiais de Dallas até Estocolmo e de Estocolmo para Dallas, eu tive que pegar os vocais de Robert, colocá-los no computador e depois limpar os arquivos. Nossa correspondência é recolhida na agência do correio às 7h00 às sextas e eu literalmente corri até lá e cheguei 10 minutos antes. Peter [Tägtgren] tinha que receber os arquivos na segunda para poder mixar o álbum nos 10 dias que ele tinha disponíveis. No final, o fato do álbum ter sido terminado a tempo foi devido a uma diferença de 10 minutos!"

Você pode ler e entrevista completa na edição de outubro de 2007 da Metal Maniacs, nas bancas em 21 de agosto. Para maiores informações, visite o site www.metalmaniacs.com.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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