Circus Diablo: "não somos um supergrupo"
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Blabbermouth
Postado em 29 de junho de 2007
O site Blasting-Zone.com entrevistou recentemente o frontman do CIRCUS DIABLO, Billy Morrison (CAMP FREDDY, ex-THE CULT), que falou, dentre outras coisas, sobre a origem do nome e a situação atual do CAMP FREDDY.
Blasting-Zone.com: O que inspirou o nome CIRCUS DIABLO?
Billy: "Eu poderia falar um monte de asneiras para responder a essa pergunta, mas a verdade é que não há história alguma (risos). Eu achei que as duas palavras combinaram perfeitamente e as idéias que representam são bem interessantes. Mesmo assim passamos por um período de três meses pensando em todas as porcarias de nomes que você pode imaginar quando tenta encontrar um nome pra uma banda. Mas voltamos ao ponto de partida e percebemos que CIRCUS DIABLO… [O Circo do Demônio]…um show de horrores, seria perfeito. Não sei quanto a você, mas eu me identifico com isso. Se esse nome lembra um show de horrores, então quer saber, fod*-se! Tenho muitos piercings no meu corpo, estou coberto de tatuagens e sempre fui um ‘outsider’, então bem-vindo ao meu ‘freakshow’".
Blasting-Zone.com: Você considera o CIRCUS DIABLO um supergrupo?
Billy: "Nunca pensei nisso quando decidimos formar a banda. Minha reação à palavra ‘supergrupo’ é... eu odeio esse nome. Ele coloca tanta expectativa no produto e na banda e, ao mesmo tempo, parece que chama o fracasso, porque há tantas bandas que saem das cinzas de outras bandas e as pessoas não perdem tempo em rotulá-las como supergrupos. E muitas delas não dão em nada. Por tudo isso eu diria que é incrível poder tocar com esses caras e que somos apenas um grupo. Entenda do jeito que quiser, certo? O VELVET REVOLVER é um supergrupo? Não. Eu odeio esse termo, mas as pessoas vão usá-lo assim mesmo, então deixa pra lá".
Blasting-Zone.com: Falando francamente, neste momento, quais são suas expectativas para o grupo?
Billy: "Para ser honesto, na minha carreira eu aprendi a não ter nenhuma expectativa. No momento, a indústria musical está uma merda. Pessoalmente, digo que a minha expectativa é 3 de julho. No dia 3 de julho, o álbum que nós mesmos não sabíamos que estávamos gravando vai ser lançado. Nós fizemos alguma coisa com nosso próprio dinheiro, nós mesmos pagamos, escrevemos e tocamos. A música não se faz sozinha. Não fizemos uma merda qualquer, nós compusemos algumas ótimas canções de rock. Minha expectativa é que seja realmente lançado. Tudo o que acontecer depois disso, pra mim, é lucro. Se pudermos vender algumas cópias já é fantástico. E o fato de podermos sair em turnê é incrível. Eu sou grato sempre por não ter que acordar todo dia pra trabalhar numa mina de carvão ou coisa parecida, entende? Qualquer dia em que eu toco uma guitarra é um dia fantástico para mim. Mas se você estiver pensando em conseguir um contrato milionário... A única maneira de ficar no negócio de música hoje em dia é ter paixão pela música, não pela fama. Toda essa coisa de fama é lucro, algumas vezes vem e outras não. Esse negócio é muito difícil e impiedoso. Você precisa amar a música".
Blasting-Zone.com: Quando ficou evidente que vocês precisariam encontrar um substituto para fazer a turnê no lugar do (baterista) Matt (Sorum), vocês acharam difícil encontrá-lo?
Billy: "Sim, achamos (risos). Por mais que eu goste de Charles Ruggiero, que é o nosso baterista agora… Matt Sorum é, na minha opinião, um dos melhores bateristas do mundo. Nos últimos sete anos, ele também esteve nas bandas em que eu estive, entende? Ele esteve no THE CULT quando eu estava no THE CULT e ele está no CAMP FREDDY comigo há cinco anos. O cara é incrível. Mas você precisa se adaptar e mudar. Assim, encontramos um garoto chamado Jeremy… para tocar o show no ano passado, mas ele está com o Steve Vai este ano. Todo mundo tem contas para pagar, então ele está com o Steve Vai, o que é fantástico. Então encontramos Charles, que tocou numa banda de Nova Iorque chamada SLUNT. O Charles simplesmente veio e arrebentou com a bateria, bem do jeito que o Matt faz. Matt toca de maneira muito pesada e precisa. Charles toca exatamente do mesmo jeito e ficou bem óbvio que ele era o cara. Ele também tem um grande senso de humor, toca que nem um louco, gosta de fazer turnês e é disso que precisamos porque esta é uma banda de rock ‘n’ roll".
Blasting-Zone.com: Qual a situação atual do CAMP FREDDY?
Billy: "O CAMP FREDDY vem fazendo cada vez mais sucesso e, considerando que quatro anos atrás iríamos fazer mais um show e parar, estamos indo muito bem. Acho que nos tornamos provavelmente a maior banda cover do mundo. Recentemente tocamos numa arena para doze mil pessoas em Miami como parte da série de shows Bacardi Live, foi um show completamente lotado e surpreendente. É claro que, com o VELVET REVOLVER e o CIRCUS DIABLO em turnê, é um pouco difícil nos reunirmos agora. Estamos tentando fazer outras coisas com CAMP FREDDY sem que precisemos nos reunir. Talvez no final do ano, depois que todas as turnês tiverem acabado, iremos nos reunir e fazer alguns shows. Felizmente, o CAMP FREDDY vive como um Rottweiler acorrentado num quintal e, de vez em quando, tiramos a coleira e deixamos ele atacar por aí".
Leia a entrevista completa (em inglês) no site blasting-zone.com.
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