Guitarrista do Tesla fala sobre álbum de covers

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Lisa Sharken, do site KNAC.COM, entrevistou recentemente o guitarrista do TESLA, Frank Hannon, que falou sobre o álbum de covers "Real To Reel".

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KNAC.COM: Fale um pouco sobre "Real To Reel". O que levou o TESLA a gravar um álbum inteiro de covers e como vocês selecionaram o material?

Hannon: “Estávamos pensando em gravar um álbum de covers e achamos que seria mais simples fazer isso rápido. Mas queríamos que fosse o melhor álbum de covers possível, então deixamos as coisas correrem naturalmente. Quando começamos, cada membro da banda trouxe suas músicas favoritas e tocamos todas. Mas aí percebemos que algumas delas simplesmente não iriam funcionar. Tentamos tudo, desde GOO GOO DOLLS e NIRVANA até músicas mais atuais. Estávamos tentando ser originais porque, quando bandas gravam covers, elas tentam ser originais. Foi aí que surgiu a idéia do ‘Real To Reel’. Quisemos mantê-lo o mais real e honesto possível e, para fazer isso, tivemos que gravar músicas que estivessem em nossas raízes – especialmente dos anos 70, porque crescemos ouvindo essas músicas. Então experimentamos músicas que destacassem o som das guitarras e estivessem mais voltadas para o rock dos anos 70 e eliminamos as que percebemos que não iriam funcionar”.

KNAC.COM: Bem, é claro que esta não foi a primeira vez que o TESLA gravou covers.

Hannon: “Sempre gravamos covers, como no álbum ‘Five Man Acoustical Jam’, e em nossos shows sempre tocamos sucessos dos BEATLES, do FRAMPTON, ou seja, sempre experimentamos gravar ou tocar covers ao vivo. Para este álbum, passamos quase dois anos experimentando músicas. No início, quando Tommy Skeoch [guitarra] ainda estava na banda, gravamos alguns covers no estúdio do Brian [Wheat, baixo] que provavelmente serão incluídas em um box set. Então gravamos digitalmente com o ProTools no estúdio do Brian, mas depois decidimos que deveríamos gravar este álbum de forma totalmente analógica para que ficasse o mais fiel possível ao som dos anos 70. Então escolhemos gravar em um estúdio totalmente analógico no Texas – um lugar chamado Sonic Ranch. O proprietário, Tony Rancich, possui um monte de guitarras, amplificadores e pedais vintage, além de todo tipo de equipamento legal dos anos 70 e que acabamos usando no álbum”.

KNAC.COM: Como você e Dave capturaram todas as partes de guitarra no estúdio?

Hannon: “Todas as partes de guitarra e todo o resto da música foi gravada ao vivo. O que fizemos foi ensaiar as músicas de manhã e gravá-las quando estávamos com tudo pronto. Normalmente, a primeira tomada ficava incrível e nos empolgávamos bastante. Então fazíamos uma segunda tomada e tentávamos melhorar mas, de cada dez tentativas, em nove não conseguíamos. Aí fazíamos uma terceira tomada. Usamos o efeito ‘panning’ nas guitarras, com Dave no alto-falante esquerdo e eu no direito – então o som ficou bem parecido com o que você ouve quando tocamos ao vivo. Dave e eu usamos vários canais para gravar os vários amplificadores que usamos, mas tudo é uma performance apenas. Não fizemos ‘double tracking’. Como estávamos usando apenas 24 canais, e cada um estava usando três canais de guitarra, não podíamos fazer ‘overdub’. Então tudo o que você ouve parece ser tocado ao vivo e tudo foi feito com uma tomada apenas. Eu usei dois cabeçotes Hiwatt de 100 watts. Um era normal, com um som grave bem pesado, e o outro foi modificado e tinha bastante ganho. Ambos eram provavelmente modelos 1979 DR. Eu também usei um cabeçote Marshall JCM900 de 50 watts. Eu usei três gabinetes separados – um para cada cabeçote. Um era um velho Marshall 4x12 roxo com dois alto-falantes Celestion de 25 watts que Tony tinha no estúdio. Também usei um Marshall 4x12 com falantes JBL. E o terceiro gabinete tinha Celestions de 100 watts. Conectamos todos e colocamos cada um em seus respectivos canais. Também usei um gabinete com falante rotativo Leslie 360, então eu queimei mais alguns canais em ‘Thank You’ e ‘Bellbottom Blues’, no primeiro disco, e ‘Do You Feel Like We Do’, no segundo. Dave [Rude] usou uns cabeçotes plexi Marshall de 100 watts, que pertenciam ao estúdio, e seu amplificador Marshall Slash”.

Leia a entrevista completa (em inglês) no www.knac.com.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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